sexta-feira, 5 de junho de 2009

DF: Mergulhando nas Letras

RJ: Lançamentos da Editora Zit no Salão do Livro


Alguns associados estão lançando livros pela Editora Zit, neste Salão do Livro.

Vale lembrar que quem está a frente desta Editora é a presidente da AEILIJ, Anna Claudia Ramos, em parceria com Verônica Lessa.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

RJ: Bagunça e Arrumação de Marília Pirillo


A autora Marília Pirillo e a Editora Prumo convidam a todos para o lançamento de
Bagunça e Arrumação

Dia 21 de junho, às 13 horas
Local: 11º Salão do Livro para Crianças e Jovens

RJ: Bonifácio, o porquinho


A autora Marília Pirillo e a Editora Martins Fontes convidam a todos para o lançamento do livro
Bonifácio, o porquinho.

Dia 21 de junho de 2009, às 11 horas
Local: 11º Salão do Livro para crianças e jovens

RJ: Exposição Cores e Formas que contam Histórias

O estande da AEILIJ abrigará a 4ª edição da Exposição Cores e Formas que Contam Histórias que, este ano, conta com a participação de 25 ilustradores associados e um folder bilíngue.

A Exposição já recebeu convites para viajar pelo Brasil em eventos ligados ao livro e continua com espaços na agenda para os associados e/ou representantes que quiserem levá-la para suas cidades/estados.

Para maiores esclarecimentos, entre em contato com a ilustradora Anielizabeth, coordenadora da Regional Carioca da AEILIJ.

E-mail: anniebcruz@terra.com.br

RJ: Em 2009 a AEI - LIJ completa 10 anos!

Alguns eventos marcarão essa data tão especial.

Confira:
* Como acontece desde 2000, teremos nosso estande no 11º Salão FNLIJ do Livro Para Crianças e Jovens. Um espaço que vem se transformando ao longo dos anos em ponto de encontro de associados e lugar de reuniões com editores, etc...
Esse ano o Salão acontece entre os dias 10 a 21 de junho de 2009, no Centro Ação da Cidadania, no Rio de Janeiro/RJ.

* Uma edição especial do Boletim AEILIJ circulará a partir de junho e conta com depoimentos de pessoas ligadas à LIJ, sobre o decênio de incontáveis conquistas da entidade em prol da Literatura Infantil.

* No dia 18 de junho, como parte da programação oficial do Salão, a AEILIJ promoverá o 1º Discussões AEILIJ, reunindo autores (da palavra e da imagem) em debates sobre o nosso ofício. O evento será aberto a autores, educadores, mediadores de leitura e interessados em geral.

* Outros eventos estão sendo programados por nossos representantes regionais e serão divulgados no devido tempo. Acompanhe pelo site da AEILIJ (http://www.aeilij.org.br/) e pelos blogs regionais.

RJ: Discussões AEILIJ - A Arte de Criar Histórias para Crianças e Jovens


A Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil – AEILIJ, convida para um inédito bate-papo/discussão entre autores* de LIJ, aberto ao público em geral.

A AEILIJ, promoverá um evento inédito: autores de Literatura para Crianças e Jovens discutindo técnicas e manhas de sua arte & ofício com outros autores e com a participação do público interessado no tema.

São as intimidades desse fazer literário, discutidas por autores com mais de vinte anos de carreira e sucesso, amados pelo seu público, premiados e destacados sempre pela crítica, que a AEILIJ põe em Discussão no dia 18 de junho, das 09 às 17 hs, no XI Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens.

Cada D!SCUSSÃO contará com três autores, sendo 2 provocadores e 1 mediador.

09 h Abertura
Anna Claudia Ramos – Presidente da AEILIJ

09h 20 Primeira Discussão: INGREDIENTES
(personagens, focos e vozes narrativos, manhas, recursos e caprichos)...
Provocadores: Rosana Rios e Pedro Bandeira.
Mediadora: Antonella Catinari

10h 50 Segunda Discussão : FONTES
(Clássicos, Cultura Popular e outros...)
Provocadores: Rogério Andrade Barbosa e Luiz Antonio Aguiar.
Mediadora: Sandra Pina

12h 20 às 14h Intervalo

14h Terceira Discussão : A IMAGEM
(narrativas visuais, harmonização com o texto etc...)
Provocadores: Thais Linhares e Maurício Veneza.
Mediadora: Marília Pirillo.

15h 30 Quarta Discussão: GÊNEROS
(terror, humor e seus pares)
Provocadores: Rosa Amanda Strausz e Gustavo Bernardo.
Mediador: Hermes Bernardi Jr.

16h 50 Encerramento

Dia: 18 de junho de 2009
Local: XI Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens.
Centro Cultural Ação da Cidadania
Av. Barão de Tefé, 75, Bairro Saúde, no Rio de Janeiro, RJ
A única taxa para a entrada no evento, será o ingresso do Salão, que custa R$ 3,00.

Para maiores informações, por favor contate Sandra Pina – comunicação@aeilij.org.br

segunda-feira, 1 de junho de 2009

RS: Edital FBN

Decisão Executiva nº 09, de 08 de maio de 2009.

O Presidente da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), no uso das atribuições legais que lhe confere o Estatuto aprovado pelo Decreto nº 5.038, de 07 de abril de 2004, 
Resolve:
Estabelecer as normas gerais que seguem, para concessão de Bolsas para Autores com Obras em fase de Conclusão por meio do Programa Nacional de Apoio à Pesquisa da Fundação Biblioteca Nacional.
FINALIDADE
Com o objetivo de incentivar a criação literária nacional, a Fundação Biblioteca Nacional concede Bolsas para Autores com Obras em Fase de Conclusão. Em reconhecimento à qualidade literária e técnica de seus textos, esta concessão de bolsas visa a estimular o escritor a concluir obra de sua autoria.

Edital, aqui.


Postado por H 

RS: Associada nem um pouco mosca tonta



Vejam só que bacana o site da Paula Mastroberti! Particularmente, fiquei bem alucinado com o Projeto Penélope Bloom que a Paula está desenvolvendo, como ela mesma diz "aos pouquinhos". Paula é o tipo de artista que não se rende ao tempo cruel que nos impede, por vezes, de prosseguir numa curiosa e profunda investigação de algo, por isso mesmo não é nem um pouco mosca tonta. 

Visitem o site, clicando aqui. E para o projeto Penélope Bloom, clique aqui e no link Outros projetos. E não se acanhem com o Pitaco. Ele diz que pensa quando muita gente cala.

Postado por H

Um comentário:

Mary Poppins disse...
garoto querido!!! Muitíssimo obrigada. Beijão da mosca (googlenianamente conhecida também como Mary Poppins, aquela que nunca explica nada)
1 de junho de 2009 15:09

RS: Vice-versa de junho de 2009

Dois autores que escrevem para jovens. Um de lá (RJ), outro de cá (RS). Luís Dill e Sandra Pina trocam ideias nesse nosso vice-versa de junho, pra São João nenhum botar defeito. 

Sandra Pina pergunta. Luís Dill responde.

Sandra Pina - Voltando aos tempos da faculdade de jornalismo, você já se imaginava um escritor de livros para crianças e jovens? Se não, quando/algum motivo em especial acionou esse clique?

Luís Dill - Na verdade o jornalismo entrou na minha vida por causa da vontade de ser escritor. A primeira resposta que lembro de ter dado à clássica pergunta “O que tu vais ser quando crescer?” foi: escritor. Mais tarde, na época de escolher um curso, fiquei entre Biblioteconomia, Letras e Jornalismo. Optei pelo que julguei mais simples: jornalismo. 

SP - Percebo em sua obra um paralelo marcante com a dura-realidade-violenta dos noticiários. O quanto do jornalista influencia a obra do escritor? 

LD - Creio que seu eu fosse veterinário, comerciante, ou tivesse qualquer outra atividade, ainda assim, escreveria sobre a dura-realidade-violenta. Porque é um tema que me preocupa e, imagino eu, uma forma de contribuir para a solução do mesmo é oferecer oportunidades de reflexão.

SP - Às vezes eu acho que uma das maiores dificuldades de um escritor é dar um desfecho inesperado, criativo e, principalmente, factível à uma história - em especial àquelas que se desenrolam com uma pitada de suspense. Onde você busca inspiração para seus finais? Você os reescreve muitas vezes até chegar ao tom ideal? ou nascem de primeira?

LD - Não tenho um método. Meu processo criativo é variado e por vezes caótico. Claro, em alguns livros preparo tudo com antecedência. Em outros, deixo a história e os próprios personagens me auxiliarem. Neste caso é preciso estar sempre atento às possibilidades que surgem.

SP - Na hora de elaborar uma história, qual a sua primeira preocupação: a criação dos personagens? a forma narrativa? o tema central? o cenário? ou nada disso?

LD - As histórias me chegam de infinitas maneiras. Procuro filtrar o manancial, guardar apenas as boas. A partir daí, em geral preocupo-me primeiramente com a arquitetura ficcional, ou seja, a cara que a história terá. Porém, em algumas ocasiões os personagens e os temas me conduzem.

SP - Se não fosse escritor, que outra forma de arte você escolheria para se expressar? Que outra profissão teria? (e não vale dizer jornalista, tá?)

LD - Sou apaixonado por arquitetura. Compro livros e revistas de arquitetura regularmente, além de estudar de modo informal. Não me aventurei na área porque não sei desenhar nada.

SP - (posso fazer mais uma?) É só um bate-bola rapidinho, inspirado naquele lendário programa cultural francês do Bernard Pivot (Bouillon de Culture):

palavra que adora: oxigênio (especialmente se dita em espanhol)
palavra que detesta: enfim
barulho que inspira: silêncio
barulho que tira sua inspiração: grito
melhor hora do dia para criar: pela manhã
profissão que jamais teria: bailarino
se o céu existe, o que gostaria de ouvir ao chegar lá: cadê meu pára-quedas?


Luís Dill pergunta. Sandra Pina responde.

Luís Dill - Quando e como os livros entraram na tua vida?

SP - Ih.... faz tempo... quando eu era bem pequena, ainda não estava na escola, minha mãe ficou doente e tinha que fazer repouso todos os dias. Então, pra conseguir aquietar três crianças (eu e minhas duas irmãs mais novas) ela lia. Lia Lobato, histórias em quadrinhos, livros infantis. E eu ia perguntando onde ela tinha lido tal palavra, e coisas assim. Eu só queria era poder ler aquelas histórias sozinha, sem precisar esperar pela "hora do repouso". Essa é a lembrança mais antiga que tenho. A medida em que fui crescendo, fui me transformando numa leitora voraz, e, por causa dos livros que lia, fui querendo ser escritora. 

LD - O quanto da tua infância aparece nos teus livros?

SP - Muito!!! Na verdade, tem muito da infância que eu tive e muito da infância que eu idealizava. Mas não são exatamente situações, são mais sentimentos, pensamentos, sensações. Algumas vezes, ela bem descaradamente, em outras, fica escondidinha nas entrelinhas.

LD - Surgiu uma idéia. E agora?

SP - Noites em claro. Concentração zero. Ideias em ebulição. Milhares de anotações no meu bloquinho de cabeceira. Até sentir que está na hora de sentar para escrever. Algumas histórias saem de uma vez só, quer dizer, escrevo, escrevo, escrevo, até chegar ao final. Descanso. Reviso. Descanso. Reviso. Até achar que está apresentável (nunca fica pronta de verdade,não é mesmo?). Outras histórias, ficam adormecidas nos arquivos do meu computador (às vezes por anos), até estarem maduras, ou até eu chegar a conclusão de que não irão adiante. Eu só não jogo idéia alguma fora. Ela pode não virar um livro, mas, quem sabe, pode ser uma boa cena...

LD - O que desperta o gosto pela literatura no adolescente?

SP - Curiosidade. Identificação. Liberdade. Acho que o que jamais despertará o gosto pela leitura, seja no adolescente, seja em qualquer pessoa, é a obrigação. Até porque eu acredito que obrigação é o antônimo de literatura.

LD - Na tua opinião como se pode formar novos leitores?

SP - Ninguém se sente feliz fazendo algo chato e entediante, não é mesmo? Então acredito que leitores se formam de diversas maneiras: do encantamento, da busca da identificação, do exemplo... 
Um livro chato e previsível, uma história que não diz absolutamente nada ao leitor, uma linguagem inacessível, acabam tendo o efeito oposto. Afastam o leitor. Além disso, tem o exemplo. Não adianta a escola incentivar a leitura, se a família não demonstrar que a considera importante. É que nem dizer a uma criança que deve comer verduras, mas os pais não colocam verdura no próprio prato. 

LD - As mesmas do Bernard Pivot:

palavra que adora: amplexo
palavra que detesta: latrina
barulho que inspira: ondas batendo na praia
barulho que tira sua inspiração: britadeira
melhor hora do dia para criar: madrugada
profissão que jamais teria: médica
se o céu existe, o que gostaria de ouvir ao chegar lá: você fez diferença na vida de alguém.


Postado por H 

Um comentário:
Danilo Macedo Marques - 35 anos disse...
Parabéns, Luiz e Sandra!
Que histórias inspiradoras!
1 de junho de 2009 05:47