quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

SC: Nova associada: Elizabeth Fontes

ELIZABETH FONTES

1) Fale um pouco sobre o começo do seu trabalho com LIJ.
Sempre fui apaixonada pelos livros e pela leitura. Pelas crianças, também. Meu trabalho com literatura infantil juvenil começou pela música, pois fui educadora musical por muitos anos. Neste convívio com as crianças nas aulas de musicalização, era comum eu também ler e contar histórias para introduzir os conceitos musicais, ou mesmo, utilizar canções e sonoplastias para enriquecer o contexto literário. Foi assim que comecei a ser “escritora e compositora”, escrever poesias infantis que depois eram musicadas e viravam canções que cantávamos em nossas aulas. Da inspiração literária do “Sítio do Pica Pau Amarelo” de Monteiro Lobato à inspiração musical da “Arca de Noé” de Vinícius de Moraes, este exercício de escrever poemas que viravam músicas para crianças me acompanhou desde sempre. Livros, poesias, histórias e canções também fizeram parte da minha vida familiar e anos depois, com a chegada das minhas filhas, no exercício prazeroso de ser mãe, de ler e cantar para elas. Durante muitos anos fui colecionando textos e canções numa gaveta. Fiz poesia e música para as filhas, para as sobrinhas e um monte mais, para outras crianças. Para bichos, flores, festas e gentes...  Só muito tempo depois, as meninas já estavam adultas, é que nasceram os primeiros contos infantis e juvenis, nos livros que foram publicados em 2013 e 2014.

2) Três livros seus para quem não te conhece.
Quando morei na Colômbia, entre 2008 e 2013, trabalhei como voluntária em projetos sociais de uma ONG Brasileira em Bogotá, chamada Fundação Aquarela, que assiste crianças portadoras de câncer ou em risco social. Do trabalho que realizei como arte terapeuta, surgiu meu primeiro livro para as crianças, o “História de uma Aquarela”. O livro bilíngue, português-espanhol, foi publicado em Bogotá em 2013 pela Editora Panamericana. O texto fala sobre as mudanças que acontecem na vida das pessoas e como elas se sentem ao ter que deixar seu país de origem e ir para outros lugares. Traz o tema da adaptação a uma nova cultura, o como lidar com os sentimentos de perda e a questão do trabalho humanitário como meio de envolvimento social para a superação da saudade. O livro, todo feito em aquarelas, foi ilustrado por Malu Rodrigues.
Em 2014, de volta ao Brasil, publiquei “Sobre os Jardins” (Editora Univille), texto poético sobre a vida e os valores humanos, baseado na metáfora dos elementos de um jardim. O livro, também ilustrado por Malu Rodrigues, traz a riqueza de conteúdos filosóficos que as crianças podem experimentar em contato com as flores, plantas, pedras, insetos, num convite à contemplação e ao diálogo entre imagens e palavras. Borboletas conduzem o fio da leitura. Paciência e perseverança são algumas das sabedorias a serem redescobertas nesta prática de observar profundamente, mais que com os olhos de ver, com os olhos de sentir.  O livro teve sua segunda edição atualizada em 2018.
  
3) Quais os seus planos para os próximos cinco anos?
Muitos! Quero continuar mergulhada no universo infantil juvenil. Escrever contos, compor músicas e poesias para as crianças. Cantar e contar histórias. Ler muito e aprender mais. No próximo ano pretendo publicar meu livro de poesias e canções infantis, que está em fase de ilustração. Quero continuar meu projeto de compor trilhas sonoras para livros infantis e lançar o “Sarauzinho para crianças”, projeto literário de contação de historias, poesia e músicas interpretadas por crianças. Nos próximos anos, além de publicar livros de literatura infantil juvenil, pretendo participar de concursos. Quero ainda gravar um CD com músicas infantis de minha autoria e publicar um livro de partituras.

Mais informações em 
https://www.facebook.com/beth.fontes1 
https://www.aletradarte.com/post-unico/2018/05/03/Artistas-de-Joinville

Foto: Gustavo de Francisco

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

BR: Carta de colaboração entre as entidades CBL, FNLIJ e AEILIJ


Os acontecimentos envolvendo a premiação do Jabuti desse ano motivaram a criação de um documento de colaboração entre a CBL, a FNLIJ e a AEILIJ. As entidades reconhecem que é importante salvaguardar as instituições, fortalecendo seus laços e compromissos com a literatura e com o público leitor. Só assim, com o apoio de todos, conseguiremos enfrentar os anos que virão.

A AEILIJ entrou em contato com a CBL e ambas convidaram a FNLIJ à mesa, para conversar sobre as mudanças no importante Prêmio Jabuti. Foram três reuniões presenciais, duas no Rio e uma em São Paulo, durante a Bienal, além de diversos e-mails e telefonemas, para chegarmos à carta que segue.

A AEILIJ reafirma, com isso, seu compromisso em defender a literatura infantil e juvenil, e agradece à FNLIJ pela parceria, e à CBL pela recepção, tendo esta se mostrado, desde o nosso primeiro contato, aberta ao diálogo.

***

Prêmio Jabuti: Carta de colaboração das entidades do livro com sugestões para a valorização da literatura destinada ao público infantil e juvenil.

            No dia 10 de agosto de 2018, em São Paulo, os presidentes da Câmara Brasileira do Livro (CBL), Luís Antonio Torelli, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), Wander Soares, da Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil (AEILIJ), Alexandre de Castro Gomes, e a diretora executiva da CBL, Fernanda Gomes Garcia, reuniram-se com o objetivo de formalizar o recebimento da proposta de mudanças a serem apresentadas à futura curadoria do Prêmio Jabuti com o intuito de valorizar a Literatura Infantil e Juvenil.

            Segundo o presidente da AEILIJ, a Literatura Infantil e a Literatura Juvenil destinam-se a públicos distintos e, por isso, não podem ser agrupadas em uma mesma categoria. Assim como a Literatura Adulta, a Infantil e a Juvenil podem se apresentar em diferentes formas, como conto, poesia, romance, novela e outros. Embora a Literatura Infantil, a Juvenil e a Adulta se dividam entre os mesmos gêneros e formas, há diferenças entre os estilos, o que justifica premiações em separado. Entendendo que ficaria inviável premiar cada forma da Literatura Infantil e Juvenil, foi trazida a sugestão de agraciar novamente as duas categorias, Infantil e Juvenil separadas, além de três elementos essenciais da LIJ: texto, conjunto de ilustrações e projeto gráfico. As cinco premiações contribuiriam para valorizar a Literatura Infantil e a Literatura Juvenil, tão desprestigiadas nos últimos anos no Brasil.

            A proposta visa ressaltar a importância da Literatura Infantil e Juvenil, que, na maioria das vezes, é a porta de entrada para a descoberta do livro, para que o indivíduo se torne leitor e para a formação das pessoas como cidadãos críticos e conscientes do seu papel social. Quem teve a oportunidade de acessar o livro na infância, tenha sido estimulado dentro de casa ou na escola, em algum momento, pode abandonar a leitura. Porém, depois de um período em que o gosto de ler divide a atenção com outros interesses, acaba por reencontrá-lo na fase adulta. Este reencontro só será possível se previamente tiver acontecido a apresentação ao livro, papel desempenhado pela Literatura Infantil e pela Literatura Juvenil. Estas, em conjunto, possuem participação por volta de 25% a 30% do mercado, segundo as estatísticas mais conservadoras, podendo ser ainda mais representativa. 

            Feita esta introdução, foi sugerido pelo presidente da AEILIJ, Alexandre de Castro Gomes, que a próxima curadoria do Prêmio Jabuti avalie e contemple as seguintes categorias relativas à Literatura Infantil e à Literatura Juvenil:
• Premiação de Melhor Livro de Literatura Infantil - Solicita-se o retorno da categoria Infantil, mantendo-se os critérios adotados até então, porém, contemplando o escritor e o ilustrador na premiação. Sabemos da importância da narrativa visual para o livro infantil. Portanto justifica-se premiar os autores de texto e de imagem. Pode ganhar esse prêmio de melhor livro infantil um livro só de imagem, com um ótimo projeto gráfico.
• Premiação de Melhor Livro de Literatura Juvenil - A Literatura Juvenil também é merecedora de uma categoria própria. O livro para jovem tem a ver com a complexidade da temática. A imagem pode ser importante aqui também. Se pegarmos o livro “Psique”, da Ângela Lago, editora RHJ, as ilustrações são fundamentais e ele não é um livro infantil. Na Literatura Juvenil, o autor pode desafiar o leitor por meio do enredo central, como é feito na literatura infantil, mas pode construir outros enredos paralelos, complexificando tanto a história como a estrutura dos personagens. Os autores do livro podem buscar um estilo mais rebuscado na forma de contar a história já que se pressupõe que este leitor terá um repertório mais amplo, além da capacidade de ler narrativas mais longas e complexas. A diferença para a Literatura Adulta ocorre porque o grau de exigência deste leitor é bem maior já que sua experiência de vida poderá permitir que ele reflita sobre temas e enredos que o jovem e a criança pouco usufruiriam por não poderem se projetar ou fazer o simulacro das situações vividas pelos personagens.

            Além do retorno das categorias supracitadas, foi registrada a sugestão de que sejam criadas três premiações dedicadas aos elementos essenciais à Literatura Infantil e Juvenil:
• Melhor Projeto Gráfico de LIJ - Utilizando como exemplo, vejam-se os projetos gráficos de “Flicts”, de Ziraldo e “Haicobra”, de Fabio Maciel e Marcio Sno. O projeto gráfico é uma linguagem que colabora com a história por meio de recursos como formato, recortes, cores, relevos, fonte, espaçamento, layout, áreas de respiro, entre outros elementos que compõem a narrativa e justificam a apreciação diferenciada do projeto gráfico.
 • Melhor Conjunto de Ilustrações de LIJ – A proposta de premiar o conjunto de ilustrações é reconhecer que a ilustração não está em função do texto, mas em diálogo com a obra. Nesta categoria, não se premia o livro como um todo, como nas categorias Livro Infantil e Livro Juvenil. O propósito é reconhecer especificamente a qualidade da narrativa visual.
• Melhor Texto de Literatura Infantil - A proposta é premiar a melhor narrativa textual, independente da ilustração e do projeto gráfico. Não se premia o livro como um todo, como nas categorias Livro Infantil e Livro Juvenil, mas, especificamente, a qualidade da narrativa escrita.

            Finalizando, o presidente da AEILIJ sugeriu que para as categorias dedicadas à análise da Literatura Infantil e da Literatura Juvenil, seja retomado o envio de exemplares físicos das obras na inscrição.

            Os presidentes, entendendo a importância  destas sugestões, acordaram que o presidente da CBL, Luís Antonio Torelli, e da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), Wander Soares - que desempenha a função de coordenador da Comissão do Prêmio Jabuti na CBL - serão portadores destas sugestões à próxima diretoria da CBL, responsável por convidar a próxima curadoria do Prêmio Jabuti.


Atenciosamente,
                                                                 
Luis Antonio Torelli                                                                   
Presidente - Câmara Brasileira do Livro

Wander Soares
Coordenador da Comissão do Prêmio Jabuti e Presidente da FNLIJ

Alexandre de Castro Gomes
Presidente da AEILIJ

http://www.aeilij.org.br/_artigos/carta_cooperacao_entidades_jabuti.pdf

terça-feira, 9 de outubro de 2018

BR: Prêmio AEILIJ 2018


A AEILIJ tem o prazer de anunciar o Prêmio AEILIJ 2018 de Literatura Infantil e Juvenil.

Serão avaliadas obras lançadas em 2017 e 2018, de autores associados e não associados. Os autores associados que  estiverem em dia com a anuidade estarão isentos da taxa de inscrição de 60 reais por obra.

Um corpo de jurados de notável conhecimento técnico-literário avaliará o melhor  texto infantil, o melhor texto juvenil e o melhor conjunto de ilustrações.

Os premiados receberão um troféu e um selo de excelência que poderá ser aplicado no livro.

Os associados da AEILIJ votarão nos três livros premiados e o que tiver mais votos receberá também o selo de Livro do Ano da AEILIJ.

As inscrições poderão ser realizadas entre os dias 10/10/18 e 10/01/19 e o resultado será divulgado no Dia do Livro Infantil, em 18 de abril de 2019.

O edital está disponível no site da AEILIJ:
www.aeilij.org.br/_artigos/premio_aeilij_2018.doc

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

PE: Nova Associada: Patrícia Vasconcellos

PATRÍCIA VASCONCELLOS

1) Fale um pouco sobre o começo do seu trabalho com LIJ.
Sempre adorei livros, livrarias, bibliotecas. Meus pais foram grandes contadores de histórias. Quando me tornei mãe colocava meus filhos para dormir com histórias, de boca ou dos livros, e esse era um ritual mágico. Até que um dia resolvi compartilhar com outras crianças as que inventava para eles. Os livros foram surgindo, resolvi criar uma editora (a Caleidoscópio), fui publicando, e, de repente, percebi-me escritora. Um encantamento no meu viver. 

2) Três livros seus para quem não te conhece.
Comecei com o "Trocando de lugar", ilustrado por Camila Cahú,  que conta a história de um passarinho que queria conhecer o fundo do mar e de um peixe que queria conhecer o céu; surge uma fadinha e vivem uma grande aventura.
"O rei poderoso", ilustrado por Eduardo Souza e Gabriela Araujo, conta a história de um rei muito ocupado, sempre resolvendo os problemas do seu reino e deixando de lado o que realmente importava para ele; esse vem acompanhado de um CD com audiodescrição, numa parceria com Liliana Tavares.
"Mala quadrada, cabeça quadrada" é o primeiro livro ilustrado que publicamos, uma história narrada por três autores: o texto é meu, as ilustrações são de Eduardo Souza, a diagramação é de Gabriela Araujo; projeto gráfico de Eduardo e Gabriela. Esse é o meu preferido no momento.
  
3) Quais os seus planos para os próximos cinco anos?
Continuar escrevendo para crianças, publicando livros para crianças do mundo inteiro. No início de novembro teremos a publicação da coletânea de 19 escritoras brasileiras, Com os pés na terra, com ilustrações de Roberta Asse, numa intervenção linda de fotografia e desenho. Vamos lançá-lo no Mulherio das Letras, no Guarujá, Santos, São Paulo, Rio de Janeiro, Paris, Bruxelas, Recife e tantos outros cantos onde as autoras desejarem. E isso me deixa muito feliz por ver a literatura infantil brasileira se espalhando pelo mundo. Também estou reorganizando 14 histórias minhas em um único volume, numa edição mais retrô, capa dura, com possibilidades de tradução para o espanhol e o inglês. E estamos ajudando outras autoras a publicarem suas narrativas, com qualidade no objeto livro, inclusive na Eslovênia, com ilustrações em xilogravura. A Caleidoscópio tem um selo cartonera, a Maracajá Cartonera, e promovemos publicações (tenho um livro cartonera com capa de xilogravura do mestre J. Borges), oficinas de encadernação, emponderando grupos que ficam à margem para que a literatura seja encarada como um direito humano. Realizamos, anualmente, a Festa da Palavra, entre árvores, pássaros, na zona rural de Lagoa dos Gatos (PE), evento que foi selecionado para o Prêmio IPL-2017.  Para arrematar, o lançamento de uma Revista e a participação em festas e eventos literários (vamos fazer nossa primeira participação em Óbidos (Portugal), na FOLIO, e seguiremos para contações e lançamentos em livrarias que promovem a literatura da língua portuguesa.
Ufa!

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Foto: Roberto Arrais

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

PR: Nova associada: Marcia Paganini Cavéquia

MARCIA PAGANINI CAVÉQUIA

1) Fale um pouco sobre o começo do seu trabalho com LIJ.
Produzo livros didáticos de língua portuguesa para crianças e jovens há 25 anos. Esse trabalho me “obrigou”, de maneira maravilhosa, a ler tudo o que existe de literatura infantil e infantojuvenil. Nos didáticos, escrevia, ocasionalmente, textos literários autorais (contos, recontos, poemas, cartas literárias...) e fui descobrindo meu estilo e me apaixonando cada vez mais pela escrita literária. O trabalho com os didáticos é muito árduo e toma muito do tempo do autor, inclusive tempo de vida pessoal. Por isso, apesar de muitos originais e ideias guardadas, em relação à literatura, viabilizar as obras sempre ficava para depois. Nos últimos três anos, tomei a decisão de batalhar para finalizar meus originais e publicá-los. 

2) Três livros seus para quem não te conhece.
Em 2016, lancei um e-book, Histórias bem-contadas (Madrepérola), em coautoria com Ricardo Dalai. Fizemos todo o projeto, com a colaboração de uma ilustradora (Cassia Naomi) e de um designer gráfico (Erick Lopes), pois todos nós queríamos aprender a fazer e-book do começo ao fim, assim como dominamos todo o processo dos didáticos e do livro impresso de modo geral. Também queríamos ver como seria a receptividade do público diante do livro digital. No momento, estamos fazendo uma nova edição dessa obra para lançá-la de forma impressa. Além dessa obra, acabo de lançar o livro ABC das coisas boas (Bambolê). Foi uma parceria incrível que fiz com a ilustradora Carla Pilla. Nessa obra, texto e imagem se complementam. Tenho trabalhado também com a edição de livros de literatura de outros autores para ajustá-los às exigências dos editais do PNLD literário. Esse trabalho é maravilhoso, muito produtivo, uma constante aprendizagem.
  
3) Quais os seus planos para os próximos cinco anos?
Tenho outros três originais que estão em produção para serem lançados ainda esse ano ou no começo do próximo e, como disse, há muitos projetos para serem concretizados. Nos próximos cinco anos, pretendo formar um catálogo com uma quantidade relevante de títulos, primando sempre pela qualidade do texto e do projeto gráfico-editorial. Alguns de meus novos projetos são em parceira com outros autores. Também desejo investir em epub, áudio-livro e material audiovisual para complementar os livros. Minha formação é de autora e editora então minha cabeça não funciona apenas no original de autor. Não consigo pensar somente no texto, nas no design também. Por isso, prefiro as parcerias com editoras que me deem autonomia para sugerir ou opinar quanto ao projeto gráfico-editorial.  E, é claro, pretendo continuar o trabalho com os didáticos. Penso em produzir uma coleção de livros de educação literária para o Fundamental I e outra para o Fundamental II. Formar leitores deve ser um compromisso de todos nós, escritores, ilustradores, editores, professores...

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Foto: Arquivo pessoal

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

BR: Chamada para o Anuário 2019


Prezado colega Aeilijiano:

Em breve começaremos a preparar o Anuário 2019 (produção 2018) da AEILIJ. 
Precisamos que envie as capas dos seus livros lançados em 2018 (somente livros que tenham 2018 em suas fichas técnicas!) para que a gente possa preparar o Anuário com calma. Por favor, não me peça para encaixar lançamentos anteriores.
Se puder deixar a capa com 950 pixels de altura, já ajudará um bocado.

Junto com a capa no tamanho informado, precisaremos de:
1) sinopse de até 500 caracteres (caso a capa seja horizontal ou quadrada, manter até 300 caracteres);
2) autoria de texto e ilustrações;
3) editora;
4) ISBN;
5) formato (tamanho em centímetros: largura x altura); e 
6) número de páginas.

Podem participar do Anuário os associados ativos e inativos. Mesmo quem estiver devendo anuidade(s), poderá ser incluído.
A entrega das capas e das informações deverá ser feita até o dia 15 de dezembro. 
O Anuário 2019 da AEILIJ sairá em janeiro de 2019 no formato de revista eletrônica no ISSUU. É possível imprimir depois.
Peço que envie o material para o meu hotmail em oalexgomes@hotmail.com.

Quem ainda tiver livro para lançar este ano, mas já tiver lançado outro(s), peço que adiante as capas e as informações dos que já foi lançado. Não espere para me enviar tudo junto, por favor.
Quem puder facilitar a minha vida, que já anda muito tumultuada, e não deixar para última hora, eu agradeço.

Um abraço e viva a LIJ!
Alex

quinta-feira, 26 de julho de 2018

RJ: Nova Associada: Cynthia Magnani

CYNTHIA MAGNANI

1) Fale um pouco sobre o começo do seu trabalho com LIJ.
Escrever sempre foi minha paixão, por isso escolhi o jornalismo como profissão. Aos 12 anos escrevi meu primeiro livro de poesias, mas nunca cheguei a publicá-lo. Com o nascimento da minha filha em 2017, nos EUA, decidi que escreveria para ela em português, para aguçar seu interesse pela leitura e manter seus laços com a cultura brasileira dos seus pais. 

2) Três livros seus para quem não te conhece.
“Um Novo Lar” (ABC Multicultural) é o primeiro livro lançado da série “As Aventuras do Gato Tico”. Os dois próximos livros já estão em fase de produção, em português e inglês, e deverão ser lançados este ano, 2017.
  
3) Quais os seus planos para os próximos cinco anos?
Lançar mais títulos em português e inglês, ajudando a divulgar a cultura brasileira nos EUA e dando suporte para pais brasileiros de filhos nascidos no exterior que querem alfabetizar suas crianças também em português. Estes são os objetivos do projeto “Brazilian Tales”, que lancei em 2018. 

Mais informações em 

Foto: Vander Zulu

quinta-feira, 21 de junho de 2018

BR: Reunião com a CBL sobre o Jabuti

Amigos e associados da AEILIJ.

No último domingo, a AEILIJ enviou uma carta para a CBL (Câmara Brasileira do Livro) com nossas considerações sobre a atual edição do Jabuti e nos colocamos à disposição para, em conjunto, tentarmos chegar a uma solução que atendesse ao interesse de todos.
Na segunda-feira pela manhã, fomos contactados pela Sra. Fernanda Gomes Garcia, Conselheira Executiva da CBL, para marcar uma conversa no dia seguinte, aqui no Rio de Janeiro, com o Presidente da instituição, Luís Antonio Torelli.
O encontro ocorreu no fim da tarde. Entre os presentes da reunião estavam, além dos já citados Fernanda e Torelli, a Sandra Pina, ex-presidente da AEILIJ e atual conselheira, e eu, Alexandre de Castro Gomes, presidente da AEILIJ.
Conversamos muito sobre a polêmica envolvendo o Jabuti deste ano, sobre a importância da literatura infantil e juvenil na formação de leitores, sobre a participação do nosso segmento no mercado e sobre o difícil momento que não só a LIJ passa, mas também toda a indústria do livro. 
Concordamos que é interesse de todos nós fortalecer as instituições que defendem o livro e a leitura, e que podemos unir esforços para aprimorar as relações entre elas.
Em relação ao edital do Jabuti desse ano, nos foi explicado que há limitações legais que impedem alterações para esta edição. 
Estamos convictos de que a junção das categorias infantil e juvenil, assim como a transferência da ilustração para categoria técnica, foi um erro. Esse foi o motivo que nos levou a assinar uma carta com outros 360 autores, editores e amigos da leitura, pedindo a valorização da Literatura Infantil e Juvenil e mudanças no edital do Jabuti.
Ao constatar os impedimentos para alterações nessa edição, nossos esforços se voltaram para o ano que vem. A proposta de acordo veio do Torelli. Após consultar o Conselho da CBL e a FNLIJ, os presentes ao encontro redigiram a seguinte declaração a ser liberada e divulgada para quem se interessar:

Reconhecendo a importância da LIJ e da ilustração como narrativa literária, será elaborado, ainda na gestão atual, um documento de cooperação entre a CBL, a FNLIJ e a AEILIJ, visando o aprimoramento das categorias infantil, juvenil e ilustração e com a finalidade de orientar a elaboração do edital do Jabuti de 2019.

#cbl
#jabuti2018

terça-feira, 29 de maio de 2018

sexta-feira, 4 de maio de 2018

BA: Novo associado: Tom S. Figueiredo

TOM S. FIGUEIREDO

1) Fale um pouco sobre o começo do seu trabalho com LIJ.
As histórias em quadrinhos estão lá no meu começo com a LIJ. Inicialmente como leitor, depois como roteirista profissional, integrando a equipe de Antonio Cedraz, o criador da Turma do Xaxado, com quem escrevi centenas de tiras, histórias em quadrinhos e livros ilustrados. De lá para cá, minha relação com o universo infantojuvenil se expandiu para outros veículos além do Livro, como o Teatro, o Cinema e a Televisão, sempre tendo em mente a ideia de escrever respeitando a inteligência da criança. Em 2017, finalmente lancei meu primeiro romance, “Bem-vinda assombração”.

2) Três livros seus para quem não te conhece.
O romance “Bem-vinda assombração” (2017), a minissérie em quadrinhos “Em terras americanas” (2015) e o livro ilustrado “A Moça-gorila e o Engolidor de Elefantes” (2013).
  
3) Quais os seus planos para os próximos cinco anos?
Escrever as sequências de “Bem-vinda assombração”, mais dois romances que estão na fila e traduzir alguns desses. Ver a série de TV infantojuvenil que estou desenvolvendo com recursos da ANCINE produzida e exibida na TV brasileira e concluir o percurso do meu roteiro de longa-metragem “Pedro e a cobra-de-fogo” no mercado internacional.

Mais informações em www.assombrada.com.

Foto: Luciana Leitão