quarta-feira, 16 de junho de 2010

SP: Autora indicada para a Homenagem 2010 - Ruth Rocha

Prezados aelijianos,

Estou repassando dados sobre a escritora Ruth Rocha, uma das indicadas para receber a homenagem que a AEI-LIJ SP presta, anualmente, na Assembleia Legislativa de SP, em parceria com o deputado Carlos Giannazi. Tal evento homenageia personalidades ligadas à literatura e acontece no final de cada ano. 
Grande abraço a todos,
Regina Sormani 


Ruth Machado Louzada Rocha

Nasceu em 02/03/1931, na cidade de São Paulo, SP. Escritora de literatura infantil com mais de 130 livros publicados e mais de 10 milhões de exemplares vendidos. Diplomou-se na Escola de Sociologia e Política de São Paulo, em 1953 e começa a trabalhar com orientadora educacional no Colégio Rio Branco. A partir de 1965 escreve artigos sobre educação para a revista Claudia, e em 1967 assume a orientação pedagógica da revista Recreio, onde publica seu primeiro conto - Romeu e Julieta -, em 1969. Deixa a Editora Abril e inicia prolífica produção literária, inspirada na filha Mariana. O livro Marcelo, marmelo, martelo (1976) alcança a cifra de 1 milhão de exemplares vendidos. Em 1973 retorna à Editora Abril e permanece até 1981 dirigindo publicações infantis e participando de coleções como Conte um conto, Beija-flor e Histórias de Recreio. Em 1978 lança O reizinho mandão. Em 1989 é escolhida pela ONU para assinar a versão infantil da Declaração Universal dos Direitos Humanos, intitulada Iguais e Livres, publicada em nove línguas. Dois anos após, é novamente convidada pela ONU para assinar a declaração sobre ecologia para crianças, Azul e lindo – Planeta Terra, nossa casa (1990). Em 1995 lança o Dicionário Ruth Rocha e, em seguida, recebe o prêmio Jabuti como autora da série didática Escrever e criar... é só começar (1977). Em 1999 parte para um trabalho de fôlego e inicia a versão infanto-juvenil da Odisséia, de Homero. O trabalho consumiu dois anos de dedicação e pesquisa e foi lançado em 2001. Vendeu 6 mil exemplares em apenas 15 dias. É uma autora respeitada pela crítica, conforme atestam os depoimentos de Nelly Novaes Coelho, da USP: “Com sua linguagem lúdica, sua ironia e seu senso crítico, Ruth passa valores seríssimos às crianças. Suas histórias abandonam a moral dos contos antigos e trazem verdadeiras lições de vida.” Ou Marisa Lajolo, da UNICAMP: “O trabalho de Ruth é um dos mais relevantes na literatura infantil no Brasil. Quando a criança lê seu livro, repensa situações que ocorrem na vida real e passa a reagir de forma mais crítica a partir de novos valores apresentados por ela.”

RJ: Sonia Rosa e Rui de Oliveira lançam livro no Salão


Os associados Sonia Rosa e Rui de Oliveira convidam para o lançamento do livro O curioso medo do homem de barba.
Será no dia 19/06, às 13 horas, no XII Salão do Livro.

terça-feira, 15 de junho de 2010

RJ: Cléo Busatto, de passagem pelo Rio, informa:

Cléo Busatto ministra palestra e oficina no SESC Rio

Os encontros acontecem nos dias 15 e 17 de junho nas unidades Ramos e Madureira .

Nos dias 15 e 17 de junho, a escritora Cléo Busatto ministra a palestra "A arte de contar histórias no século XXI" e a “Oficina Digital Formosos Monstros”. Os eventos acontecem nas unidades Ramos e Madureira do SESC, Rio de Janeiro.

Na terça, a palestra acontece no SESC Ramos, às 9 horas. A oficina é às 10h30.

Na quinta, a oficina e a palestra acontecem as 13 e às 15 horas, respectivamente, no SESC Madureira.

Todas as atividades são gratuitas.

A arte de contar histórias

Voltada para estudantes, contadores de histórias, professores e interessados, a palestra "A arte de contar histórias no século XXI" pretende suscitar uma reflexão sobre os efeitos e afetos das histórias narradas e os espaços possíveis para a narração oral no século XXI. Entre outros assuntos, a apresentação contempla: leitura do caminho traçado, da narrativa presencial à narrativa virtual; um olhar para a contação de histórias mediada pelo suporte digital; abordagem do ciberespaço, expressão, poéticas e significações.

Formosos Monstros

Game criado por Busatto, o “Formosos Monstros” associa os monstros a saberes que são construídos pela humanidade ao longo de sua história. Nessa oficina, sob a orientação da autora, a criança será convidada a jogar e mergulhar nas possibilidades que essa tecnologia apresenta, como, por exemplo: conhecer os monstros da mitologia universal; descobrir elementos culturais da região onde eles vivem; ter acesso às possibilidades poéticas da literatura e da narração oral no meio digital e refletir sobre a arquitetura do software para interagir.


Cléo Busatto é escritora e mestre em Teoria Literária pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Atua como mediadora em projetos sobre oralidade, leitura e literatura infanto-juvenil, além de narradora oral de histórias. Nos últimos cinco anos, capacitou em torno de 40 mil pessoas e suas histórias foram ouvidas por mais de 65 mil. A escritora também investiga a narração oral no meio digital, o que resulta na produção de softwares educativos.

Veja mais no site: www.cleobusatto.com.br

Serviço

“Oficina Digital Formosos Monstros” e palestra “A arte de contar histórias no século XXI”, com Cléo Busatto.

Terça, dia 15 de junho, as 9 (palestra) e 10h30 (oficina), no SESC Ramos

Rua Teixeira Franco, 38. Telefone: (21) 2290 4003 (21) 2290-4003

Quinta, dia 17 de junho, as 13 (oficina) e 15h (palestra), no SESC Madureira

Rua Ewbanck da Câmara, 90. Telefone: (21) 3350-7744 (21) 3350-7744 

Entrada gratuita.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

SP: Quintas (11)

Marciano Vasques
   
MOMESSO! 


Esperei quinze anos para o nosso encontro. Afinal “quinze anos” é menos que a idéia de um sopro. E então ele chegou. Estávamos diante de um amigo. Amigo é tesouro. Foi bom ter tido a oportunidade de refletir. E descobri que ele é a pessoa de quem eu sentia as saudades profundas.

Nos encontramos e caminhamos pela longa avenida. A idéia de estar a caminhar com ele sempre me fascinou.

Chegamos ao rodízio onde jantaríamos. Viver esse momento tem um significado profundo. Jantar com ele, podermos conversar sobre coisas, viver um momento especial, de aprofundamento de nossas vidas.

O grupo Tarancón sempre presente na lembrança dos que acreditaram num sonho bonito de se viver.
Plínio Marcos falando para os estudantes da PUC numa noite fria. O silêncio no auditório. As palavras do artista cortando como navalha o ar, e a felicidade anunciando o seu preço: estar ali.

Escolhemos a mesa. 

Uma noite de abril, o mais poético mês do ano, e os amigos a jantar. E tomamos cerveja. A qual momento me destino?

Cheguei a pensar que nunca mais iria vê-lo. Mas tanto quis que o momento finalmente se apresentasse... Se tivesse podido o buscaria no aeroporto. Fiz questão do jantar.

O extraordinário professor da Universidade Federal de Pernambuco ao meu lado vivendo um dos mais profundos e significativos momentos da minha vida.

No pau de arara completamente nu e no chão um fogo emitindo um calor intenso a queimar as nádegas. Depois vem alguém e esfrega um punhado de sal grosso que penetra na carne viva. O homem emite gritos medonhos e perde a consciência e recupera e gira e berra e morde as próprias entranhas.

Depois aparece outro com uma ripa e bate, bate e bate nas nádegas em carne viva. E depois vem outro fazendo o papel de bonzinho e diz suavemente: “Conta alguma coisinha pra gente que a gente solta você!”

E uma outra sessão de tortura se inicia. Um grupo de torturadores, também treinados por psicólogos, forma um círculo na sala e começa a avacalhar todas as personalidades da esquerda. E dizem coisas chocantes e horríveis sobre Paulo Freire, Chico Buarque, D. Helder Câmara, Augusto Boal... Tudo para que ele expresse uma reação sequer em sua face. Mas ele é inteligente e percebe o jogo...

Depois recomeça a sessão da ripa. E moem o seu corpo. O torturador sempre acompanhado de um médico que vai orientando para que ele bata sem matar. A presença do médico é de fundamental importância na sessão de tortura.

E jantamos e falamos sobre as andanças de nossas existências. E o Danilo, meu jornalista, foi convidado e aparece. Um encontro de duas gerações.

Não deu para falar sobre tudo, mas nos emocionamos com tudo o que foi falado. Sua companheira, ao pesquisar, para o seu trabalho de mestrado, nos arquivos de um grande jornal de Pernambuco, encontrou um cartaz impresso numa página. Com os dizeres: perigoso subversivo, comunista, socialista, agitador, e falsificador de dinheiro.

“Essa é a nossa imprensa!”, ele disse mostrando a página a um grupo de alunos. Poderíamos ter aprofundado a conversa sobre a mídia. Eu poderia ter falado sobre o que a imprensa do mundo fez com o Michael Jackson. Poderíamos ter falado sobre outros crimes da mídia. Entretanto falamos sobre quase tudo, desde o padre Antonio Vieira, o Mauricio de Nassau, O Teotônio Vilela, a Elis chocando os filhos deste solo ao cantar naquele dia: “Eu quero uma casa no campo.” , o filme do Gabeira...

No livro, o Gabeira foi fiel em muitas coisas. Merece todo o respeito.

Comento que compreendo que a autorização de um autor dever prevalecer na adaptação de sua obra literária para o cinema ou para o teatro. Se as deformações acontecem, elas estão com o consentimento do autor.

Para mim foi a mais importante aula que poderia ter recebido na universidade da cultura viva que instalamos à mesa do rodízio.

Ao sairmos, o gerente do restaurante nos acompanhou até a porta. Não devia ter feito isso, pois na despedida comentou algo sobre o Big Brother.

Fico impressionado ao ver como o Brasil trata a sua memória.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

SP: Canto & Encanto da Poesia - Junho de 2010

Amigos,

Retirei estes versos do meu livro interativo:
O OVO AZUL DA GALINHA ROSA.
Foi publicado pela Paulus editora e ilustrado pelo Marchi.
Boa diversão!!
Regina Sormani


— Cocoricó! Quiquiriqui!
Atenção, galinhada! Atenção, meu povo!
Isto é uma chamada! Não é piada.
Alerta geral decretado.

Ovo roubado? Rosa sequestrada?
Casa desarrumada, confusão armada.
Um prato cheio
Para os fofoqueiros.

RS: Convite Salão da FNLIJ


terça-feira, 8 de junho de 2010

RJ: Alexandre de Castro Gomes e Cris Alhadeff lançam "Condomínio dos Monstros"


Os autores Alexandre de Castro Gomes e Cris Alhadeff convidam para o lançamento do livro Condomínio dos Monstros, editado pela RHJ.

Será no dia 13 de junho (domingo), às 13 horas, no Espaço de Leitura do XII Salão do Livro FNLIJ.

Endereço: Av. Barão de Tefé, 75
Zona Portuária do Rio de Janeiro

RJ: O Salão do Livro está começando!

O XII Salão do Livro FNLIJ para crianças e jovens abre para o público amanhã (09/06). Mas, ontem foi o dia da montagem dos estandes e a Regional Carioca estava lá, cuidando para que tudo ficasse direitinho. O trabalho de produção de um espaço como este é grande e envolve toda a diretoria da AEILIJ Nacional, mas depois que tudo fica pronto, não há como não se emocionar e se empolgar! Há vários anos este é um ponto de encontro badalado entre autores e editores de todo o Brasil! Com certeza, este é um espaço com muitas e belas histórias para contar!
Não deixem de nos visitar!




RJ: Sandra Pina lança o livro "Isso é para ficar entre nós"


Sandra Pina lança o livro Isso é pra ficar entre nós.
Será no dia 11/06, sexta-feira, às 10 horas.
Local: Biblioteca para Jovens, XII Salão do Livro

Endereço: Rua Barão de Tefé, 75 - Zona Portuária

segunda-feira, 7 de junho de 2010

SP: Página do Ilustrador - Daniela Magnobosco

Nesta edição os leitores conhecerão um pouco sobre a ilustradora 

DANIELA MAGNOBOSCO




Meu nome é Daniela e sou artista plástica.
Através de um projeto, consegui que meu livro "Fish A peixinha perdida” fosse beneficiado com a LIC (lei de incentivo a cultura) na Cidade de Caxias do Sul, RS. 



Bom, as dificuldades: tive muita sorte, pois para o meu primeiro livro, fui convidada para fazer um trabalho voluntário em auxílio a uma entidade que ajuda cachorros e gatos, na minha cidade natal. Aproveitando este convite, comecei a me dedicar a esta nova modalidade de arte, comecei a ir atrás de outros projetos. Tenho outros 3 livros prontos que os escritores não conseguem editoras que o coloquem no mercado, e mais dois em andamento, que estão indo para a Espanha. Quer dizer, tive muita sorte com os 3 primeiros livros, mas depois que resolvi que era isso que eu realmente queria, a coisa complicou muito.

A dificuldade para mim, não é o criar o livro e sim, editar. Esta é sem dúvida, a parte mais difícil. A recompensa então, é quando vou às escolas para ler a história e contar como que fiz o livro, e vejo a cara das crianças me olhando como se eu fosse uma verdadeira mestra da ilustração. Inacreditável, pois meus desenhos são ainda muito primários para um verdadeiro ilustrador, mas para estas crianças, são o máximo!!!!







E o carinho que recebem a gente? Não tem nada melhor do que quando vem alguém, especialmente meu público alvo, dizer que adorou meu trabalho. E orgulho que sinto pelos meus trabalhos, especialmente a “Fish”, é que com meus desenhos e minha história tão simples, consegui passar para tantas crianças valores corretos que hoje estão bem esquecidos, a amizade, importância do exercício para a saúde, geografia, preconceito e assim por diante. Quer dizer, acredito que consegui dar uma pequena contribuição para um mundo melhor. 



Para conhecer mais sobre o trabalho de Daniela Magnobosco clique nos links abaixo:





Contato:
dani.magnabosco@hotmail.com