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segunda-feira, 9 de abril de 2012
domingo, 8 de abril de 2012
SP: Quem conta um conto... - Danilo Marques / Fábio Sgroi
Para celebrar a Páscoa, o ilustrador e colega DANILO MARQUES nos brinda com uma imagem de várias interpretações: a mão que segura o ovo, que abre portas. Observe-a e faça sua própria tradução.
Boa Páscoa!
____________________________________________ LELECO, O ILUSTRADOR
Este mês, o Leleco está de volta, graças ao empenho do ilustrador e colega Fábio Sgroi. Esperamos poder contar com os dois mensalmente. Divirtam-se!
quarta-feira, 4 de abril de 2012
NE: Lançamentos AEILIJ no Salão da FNLIJ
No período de 18 a 29 de abril próximo, acontecerá, no Centro de Convenções SulAmérica, no Rio de Janeiro, o 14o Salão do Livro Infantil e Juvenil da FNLIJ. Haverá vários lançamentos de autores associados à AEILIJ. Vejam abaixo uma compilação destes lançamentos por data e local. A respeito do Salão, acesse www.fnlij.org.br.
Dados colhidos em 02 de abril no site da FNLIJ. Sujeito a alterações.
BE = Biblioteca para Educadores
BJ = Biblioteca para Jovens
BC = Biblioteca para Crianças
EL = Espaço de Leitura
EI = Espaço do Ilustrador
BJ = Biblioteca para Jovens
BC = Biblioteca para Crianças
EL = Espaço de Leitura
EI = Espaço do Ilustrador
19/04 (quinta-feira)
09:00 - BJ - Cláudia Felício (Pára tudo, ed. Planeta)
09:00 - BC - Sandra Lopes (Cordel da Candelária, ed. Escrita Fina)
10:00 - BJ - Caio Riter (Eu e o silêncio do meu pai, ed. Biruta)
10:00 - EL - Sandra Ronca (Com que bicho você se parece?, ed. RHJ)
11:00 - BC - Rogério Andrade Barbosa (Ndule Ndule, assim brincam as crianças africanas, ed. Melhoramentos)
11:00 - EL - Anna Rennhack (A menina e o mendigo, de Charles Kiefer, ed. Record)
13:00 - BC - Ieda de Oliveira e Lupe Vasconcelos (Folclore em versos: Boitatá, ed. Zit)
14:00 - BC - Alessandra Pontes Roscoe (Caixinha de guardar o tempo, ed. Biruta)
14:00 - EL - Adriano Messias (Era lobisomem mesmo!, ed. Positivo)
15:00 - EL - Ricardo Benevides (Bola ou búlica, ed. Globo)
15:00 - EI - Salmo Dansa (Performance de Ilustrador)
16:00 - BJ - Salmo Dansa (A bruxa de lagoa negra, ed. Paulinas)
16:00 - EL - Regina Drummond (Coleção Eu, Ana e Coleção Samot, ed. Rideel)
09:00 - BC - Sandra Lopes (Cordel da Candelária, ed. Escrita Fina)
10:00 - BJ - Caio Riter (Eu e o silêncio do meu pai, ed. Biruta)
10:00 - EL - Sandra Ronca (Com que bicho você se parece?, ed. RHJ)
11:00 - BC - Rogério Andrade Barbosa (Ndule Ndule, assim brincam as crianças africanas, ed. Melhoramentos)
11:00 - EL - Anna Rennhack (A menina e o mendigo, de Charles Kiefer, ed. Record)
13:00 - BC - Ieda de Oliveira e Lupe Vasconcelos (Folclore em versos: Boitatá, ed. Zit)
14:00 - BC - Alessandra Pontes Roscoe (Caixinha de guardar o tempo, ed. Biruta)
14:00 - EL - Adriano Messias (Era lobisomem mesmo!, ed. Positivo)
15:00 - EL - Ricardo Benevides (Bola ou búlica, ed. Globo)
15:00 - EI - Salmo Dansa (Performance de Ilustrador)
16:00 - BJ - Salmo Dansa (A bruxa de lagoa negra, ed. Paulinas)
16:00 - EL - Regina Drummond (Coleção Eu, Ana e Coleção Samot, ed. Rideel)
020/04 (sexta-feira)
09:00 - BC - Cris Eich (Do outro lada da rua, ed. Positivo)
09:00 - EL - Adriano Messias (Dia de chuva e Dia de sol, ed. Biruta)
10:00 - BJ - Socorro Acioli (Ela tem olhos de céu, ed. Biruta)
10:00 - EL - Alexandre de Castro Gomes (O menino que coleciona guarda-chuvas, ed. Globo)
11:00 - BJ - Luiz Antonio Aguiar (org.) e Sandra Pina (Góticos contos clássicos e As aventuras de Tom Sawer, ed. Melhoramentos)
11:00 - BC - Celso Sisto (O rei das pequenas coisas, ed. Planeta)
11:00 - EL - Ieda de Oliveira e Fabiana Salomão (Viva o reino da terra, ed. Prumo)
12:00 - EL - Maté (Cadê o capitão Sardinha?, ed. Globo)
14:00 - BC - Alcides Goulart e Cris Alhadeff (Tá com medo?, ed. Jovem)
14:00 - EL - Anna Claudia Ramos (Era uma vez três velhinhas, ed. Globo)
15:00 - BC - Georgina Martins (Com que será que eu me pareço?, ed. Planeta)
15:00 - EL - Rogério Andrade Barbosa (Karingana wa karingana, ed. Paulinas)
16:00 - BJ - Rogério Andrade Barbosa (A tatuagem, ed. Biruta)
09:00 - EL - Adriano Messias (Dia de chuva e Dia de sol, ed. Biruta)
10:00 - BJ - Socorro Acioli (Ela tem olhos de céu, ed. Biruta)
10:00 - EL - Alexandre de Castro Gomes (O menino que coleciona guarda-chuvas, ed. Globo)
11:00 - BJ - Luiz Antonio Aguiar (org.) e Sandra Pina (Góticos contos clássicos e As aventuras de Tom Sawer, ed. Melhoramentos)
11:00 - BC - Celso Sisto (O rei das pequenas coisas, ed. Planeta)
11:00 - EL - Ieda de Oliveira e Fabiana Salomão (Viva o reino da terra, ed. Prumo)
12:00 - EL - Maté (Cadê o capitão Sardinha?, ed. Globo)
14:00 - BC - Alcides Goulart e Cris Alhadeff (Tá com medo?, ed. Jovem)
14:00 - EL - Anna Claudia Ramos (Era uma vez três velhinhas, ed. Globo)
15:00 - BC - Georgina Martins (Com que será que eu me pareço?, ed. Planeta)
15:00 - EL - Rogério Andrade Barbosa (Karingana wa karingana, ed. Paulinas)
16:00 - BJ - Rogério Andrade Barbosa (A tatuagem, ed. Biruta)
21/04 (sábado)
10:00 - BJ - Caio Riter (Um na estrada, ed. Melhoramentos)
11:00 - BC - Mary e Eliardo França (Todas as letras, ed. Global)
12:00 - EL - Flávia Savary (Meus olhos são teus olhos, ed. Positivo)
13:00 - BJ - Luiz Antonio Aguiar, Caio Riter e Flávia Côrtes (Soneto nas trevas, A filha das sombraseSenhora das névoas, ed. Edelbra)
14:00 - BJ - Rui de Oliveira (Quando Maria encontrou João & O amor plenilunar, ed. Nova Fronteira)
14:00 - EI - Eliardo França (Performance de Ilustração)
17:00 - BJ - Inês Stanisiere (Diário da Carol / De menina para menina, ed. Planeta)
17:00 - BC - Pedro Bandeira (Um gol de placa, O valente de calça molhada, Como conquistar essa garotaeAqueles olhos verdes, ed. Moderna)
18:00 - BJ - Rui de Oliveira (Três anjos mulatos do Brasil, ed. FTD)
11:00 - BC - Mary e Eliardo França (Todas as letras, ed. Global)
12:00 - EL - Flávia Savary (Meus olhos são teus olhos, ed. Positivo)
13:00 - BJ - Luiz Antonio Aguiar, Caio Riter e Flávia Côrtes (Soneto nas trevas, A filha das sombraseSenhora das névoas, ed. Edelbra)
14:00 - BJ - Rui de Oliveira (Quando Maria encontrou João & O amor plenilunar, ed. Nova Fronteira)
14:00 - EI - Eliardo França (Performance de Ilustração)
17:00 - BJ - Inês Stanisiere (Diário da Carol / De menina para menina, ed. Planeta)
17:00 - BC - Pedro Bandeira (Um gol de placa, O valente de calça molhada, Como conquistar essa garotaeAqueles olhos verdes, ed. Moderna)
18:00 - BJ - Rui de Oliveira (Três anjos mulatos do Brasil, ed. FTD)
22/04 (domingo)
13:00 - BC - Alessandra Pontes Roscoe (Atrás do olho fechado, ed. Callis)
14:00 - BC - Celso Sisto (Flor das alturas, ed. Zit)
14:00 - EL - Ana Sofia Mariz (Coleção Turma da horta via, ed. Zit)
15:00 - BJ - Celso Sisto (Diáfana, ed. Scipione)
15:00 - EL - Sonia Rosa (O menino de olhar apertadinho que enxergava longe, ed. Autêntica)
16:00 - BC - Ana Maria Machado (Quem foi que fez?, ed. Global)
16:00 - EL - Luciana Savaget (Poeta sem palavras, ed. Planeta)
17:00 - BC - Ana Maria Machado (Histórias greco-romanas e Histórias àrabes, ed. FTD)
14:00 - BC - Celso Sisto (Flor das alturas, ed. Zit)
14:00 - EL - Ana Sofia Mariz (Coleção Turma da horta via, ed. Zit)
15:00 - BJ - Celso Sisto (Diáfana, ed. Scipione)
15:00 - EL - Sonia Rosa (O menino de olhar apertadinho que enxergava longe, ed. Autêntica)
16:00 - BC - Ana Maria Machado (Quem foi que fez?, ed. Global)
16:00 - EL - Luciana Savaget (Poeta sem palavras, ed. Planeta)
17:00 - BC - Ana Maria Machado (Histórias greco-romanas e Histórias àrabes, ed. FTD)
23/04 (segunda-feira)
10:00 - EL - Ângelo Reis (Sambaranha, ed. RHJ)
14:00 - EL - Ana Sofia Mariz (A pedra na praça, ed. Rovelle)
15:00 - EL - Alcides Goulart e Felipe Vellozo (O grande segredo, ed. Jovem)
16:00 - BJ - Rosa Amanda Strauzs (adapt.) e Marilia Pirillo (O baile do fim do mundo, de Sylvia Orthof, ed. Rovelle)
14:00 - EL - Ana Sofia Mariz (A pedra na praça, ed. Rovelle)
15:00 - EL - Alcides Goulart e Felipe Vellozo (O grande segredo, ed. Jovem)
16:00 - BJ - Rosa Amanda Strauzs (adapt.) e Marilia Pirillo (O baile do fim do mundo, de Sylvia Orthof, ed. Rovelle)
24/04 (terça-feira)
09:00 - BJ - Luiz Antonio Aguiar (Mitos da civilização, ed. FTD)
09:00 - EL - Marilio Pirillo (Um fio de amizade, ed. Larousse)
11:00 - BC - AEILIJ Solidária e Fundação Dorina Nowill (10 Livros em braille)
11:00 - EL - Anna Rennhack (Carmela vai a escola, de Amélia Prado, ed. Record)
11:00 - EI - Hermes Bernardo Júnior (Performance de Ilustrador)
13:00 - EL - Rogério Andrade Barbosa (Contos da terra do gelo, ed. do Brasil)
14:00 - BJ - Tereza Cristina Campitelli (Aventureiros da Serra, ed. RHJ)
14:00 - EL - Fabio Sombra (Folia de reis, a festa em corde e Maracatu, a festa em cordel, ed. Escrita Fina)
15:00 - BE - Ieda de Oliveira (O que é qualidade em literatura infantil e juvenil, ed. DCL)
15:00 - EL - Hermes Bernardi Júnior (Medo dó de medo monstro, ed. Zit)
16:00 - EL - Hermes Bernardi Júnior (Lilliput de sorvete e chocolate, ed. Larousse)
09:00 - EL - Marilio Pirillo (Um fio de amizade, ed. Larousse)
11:00 - BC - AEILIJ Solidária e Fundação Dorina Nowill (10 Livros em braille)
11:00 - EL - Anna Rennhack (Carmela vai a escola, de Amélia Prado, ed. Record)
11:00 - EI - Hermes Bernardo Júnior (Performance de Ilustrador)
13:00 - EL - Rogério Andrade Barbosa (Contos da terra do gelo, ed. do Brasil)
14:00 - BJ - Tereza Cristina Campitelli (Aventureiros da Serra, ed. RHJ)
14:00 - EL - Fabio Sombra (Folia de reis, a festa em corde e Maracatu, a festa em cordel, ed. Escrita Fina)
15:00 - BE - Ieda de Oliveira (O que é qualidade em literatura infantil e juvenil, ed. DCL)
15:00 - EL - Hermes Bernardi Júnior (Medo dó de medo monstro, ed. Zit)
16:00 - EL - Hermes Bernardi Júnior (Lilliput de sorvete e chocolate, ed. Larousse)
25/04 (quarta-feira)
09:00 - BJ - Sonia Rosa e Salmo Dansa (Traços e tramas, ed. Rovelle)
09:00 - EL - Marilia Pirillo (Rita, Rita, Rita!, ed. Mundo Mirim)
11:00 - BJ - Júlio Emílio Braz (Jovens náufragos e suas batalhas, ed. Global)
11:00 - EL - Luís Pimentel (A palavra, o que é? e A menina, a vaca e o avô, ed. Positivo)
13:00 - BJ - Luís Pimentel (Felicidade foi embora, ed. Prumo)
13:00 - BC - Mauricio Veneza (Encontro)
13:00 - EL - Júlio Emílio Braz e Salmo Dansa (João e o pé de feijão, ed. Larousse)
14:00 - EL - Fernanda Morais (A cobra e a corda e Botas e bolas, ed. Escrita Fina)
14:00 - EL - Ronize Aline (O dono da lua, ed. Escrita Fina)
15:00 - BJ - Stella Maris Rezende (A sobrinha do poeta, ed. Globo)
15:00 - BC - Hellenice Ferreira (A lenda do alecrim, ed. Escrita Fina)
15:00 - BC - Andrea Viviana Taubman (O menino que tinha medo de errar, ed. Escrita Fina)
15:00 - EL - Anna Claudia Ramos e Patrícia Melo (Ler é..., ed. Zit)
15:00 - EI - Mauricio Veneza (Performande de Ilustrador)
16:00 - BJ - Hellenice Ferreira (Namoro encantado, ed. Globo)
16:00 - BJ - Hellenice Ferreira (Amor de mãe d´àgua, ed. Escrita Fina)
16:00 - EL - Salmo Dansa (Maria e Mariana, ed. Larousse)
09:00 - EL - Marilia Pirillo (Rita, Rita, Rita!, ed. Mundo Mirim)
11:00 - BJ - Júlio Emílio Braz (Jovens náufragos e suas batalhas, ed. Global)
11:00 - EL - Luís Pimentel (A palavra, o que é? e A menina, a vaca e o avô, ed. Positivo)
13:00 - BJ - Luís Pimentel (Felicidade foi embora, ed. Prumo)
13:00 - BC - Mauricio Veneza (Encontro)
13:00 - EL - Júlio Emílio Braz e Salmo Dansa (João e o pé de feijão, ed. Larousse)
14:00 - EL - Fernanda Morais (A cobra e a corda e Botas e bolas, ed. Escrita Fina)
14:00 - EL - Ronize Aline (O dono da lua, ed. Escrita Fina)
15:00 - BJ - Stella Maris Rezende (A sobrinha do poeta, ed. Globo)
15:00 - BC - Hellenice Ferreira (A lenda do alecrim, ed. Escrita Fina)
15:00 - BC - Andrea Viviana Taubman (O menino que tinha medo de errar, ed. Escrita Fina)
15:00 - EL - Anna Claudia Ramos e Patrícia Melo (Ler é..., ed. Zit)
15:00 - EI - Mauricio Veneza (Performande de Ilustrador)
16:00 - BJ - Hellenice Ferreira (Namoro encantado, ed. Globo)
16:00 - BJ - Hellenice Ferreira (Amor de mãe d´àgua, ed. Escrita Fina)
16:00 - EL - Salmo Dansa (Maria e Mariana, ed. Larousse)
26/04 (quinta-feira)
09:00 - EL - João Bosco (A princesa e a ervilha em cordel, ed. Prumo)
10:00 - BC - Alexandre de Castro Gomes (Viagem mundial interativa, ed. RHJ)
11:00 - BC - Luciana Savaget (Encontro)
13:00 - BC - Marilia Pirillo (Gato sapeca, ed. Rovelle)
14:00 - BJ - Anna Claudia Ramos (Não é bem assim a história, ed. Prumo)
15:00 - BC - Stella Maris Rezende (A menina Luzia, ed. DCL)
15:00 - EL - Eliana Pougy (A menina rabiscadeira, ed. Moderna)
10:00 - BC - Alexandre de Castro Gomes (Viagem mundial interativa, ed. RHJ)
11:00 - BC - Luciana Savaget (Encontro)
13:00 - BC - Marilia Pirillo (Gato sapeca, ed. Rovelle)
14:00 - BJ - Anna Claudia Ramos (Não é bem assim a história, ed. Prumo)
15:00 - BC - Stella Maris Rezende (A menina Luzia, ed. DCL)
15:00 - EL - Eliana Pougy (A menina rabiscadeira, ed. Moderna)
27/04 (sexta-feira)
09:00 - EL - Flávia Cortês e Anielizabeth (De folha em flor, ed. Prumo)
10:00 - BJ - Luiz Antonio Aguiar (O maior mágico do mundo, ed. Biruta)
10:00 - EL - Ana Cristina Melo e Cris Alhadeff (O banho de Nina, ed. Escrita Fina)
10:00 - EL - Cristina Villaça (Família Alegria, ed. Escrita Fina)
11:00 - BC - Luiz Antonio Aguiar (O baú do tio Quim, ed. Biruta)
11:00 - EI - Anielizabeth (Peformance de Ilustrador)
12:00 - BJ - Sonia Rosa (Vovó Bentuta, ed. Record)
13:00 - BJ - Fabio Sombra (De onde nascem as histórias, ed. Record)
13:00 - BC - Glaucia Lewicki (Encantos e encrencas com a Cinderela, ed. Gryphus)
14:00 - EL - Fabio Sombra (Mês de junho tem São João, ed. Zit)
15:00 - BJ - Júlio Emílio Braz (Griot - Histórias que ouvimos na África, ed. Melhoramentos)
15:00 - BC - Glaucia Lewicki (Uma luz na escuridão, ed. Mundo Mirim)
16:00 - EL - Rogério Andrade Barbosa (Madiba, o menino africano, ed. Cortez)
10:00 - BJ - Luiz Antonio Aguiar (O maior mágico do mundo, ed. Biruta)
10:00 - EL - Ana Cristina Melo e Cris Alhadeff (O banho de Nina, ed. Escrita Fina)
10:00 - EL - Cristina Villaça (Família Alegria, ed. Escrita Fina)
11:00 - BC - Luiz Antonio Aguiar (O baú do tio Quim, ed. Biruta)
11:00 - EI - Anielizabeth (Peformance de Ilustrador)
12:00 - BJ - Sonia Rosa (Vovó Bentuta, ed. Record)
13:00 - BJ - Fabio Sombra (De onde nascem as histórias, ed. Record)
13:00 - BC - Glaucia Lewicki (Encantos e encrencas com a Cinderela, ed. Gryphus)
14:00 - EL - Fabio Sombra (Mês de junho tem São João, ed. Zit)
15:00 - BJ - Júlio Emílio Braz (Griot - Histórias que ouvimos na África, ed. Melhoramentos)
15:00 - BC - Glaucia Lewicki (Uma luz na escuridão, ed. Mundo Mirim)
16:00 - EL - Rogério Andrade Barbosa (Madiba, o menino africano, ed. Cortez)
28/04 (sábado)
10:00 - EL - Salmo Dansa (Uma festa do barulho, ed. Rovelle)
11:00 - BC - Glória Kirinus (Carta para el niño, ed. Paulus)
14:00 - EL - Leo Cunha e Salmo Dansa (Num mundo perfeito, ed. Paulinas)
15:00 - BJ - Ilan Brenman (Mais narrativas preferidas de um contador, ed. DCL)
15:00 - BC - Alcides Goulart (Super Z, ed. Jovem)
15:00 - EL - Leo Cunha (Cantigamente / Em boca fechada não entra estrela (nova edição), ed. Nova Fronteira)
16:00 - EL - Anna Claudia Ramos e Sandra Pina (Aconteceu na escola, ed. Pallas)
17:00 - BJ - Leo Cunha, Rogério Andrade Barbosa e Luiz Antonio Aguiar (Segredos de amor / Era uma vez a meia-noite, ed. Record)
11:00 - BC - Glória Kirinus (Carta para el niño, ed. Paulus)
14:00 - EL - Leo Cunha e Salmo Dansa (Num mundo perfeito, ed. Paulinas)
15:00 - BJ - Ilan Brenman (Mais narrativas preferidas de um contador, ed. DCL)
15:00 - BC - Alcides Goulart (Super Z, ed. Jovem)
15:00 - EL - Leo Cunha (Cantigamente / Em boca fechada não entra estrela (nova edição), ed. Nova Fronteira)
16:00 - EL - Anna Claudia Ramos e Sandra Pina (Aconteceu na escola, ed. Pallas)
17:00 - BJ - Leo Cunha, Rogério Andrade Barbosa e Luiz Antonio Aguiar (Segredos de amor / Era uma vez a meia-noite, ed. Record)
29/04 (domingo)
11:00 - BC - Ricardo Benevides (O vô consertor, ed. Dimensão)
15:00 - EL - Leo Cunha (O reino adormecido, ed. Record)
16:00 - BJ - Leo Cunha (Videntes e outros pitacos no cotidiano, ed. Melhoramentos)
17:00 - EL - Sonia Travassos (Meu avô tem oito anos, ed. Globo)
15:00 - EL - Leo Cunha (O reino adormecido, ed. Record)
16:00 - BJ - Leo Cunha (Videntes e outros pitacos no cotidiano, ed. Melhoramentos)
17:00 - EL - Sonia Travassos (Meu avô tem oito anos, ed. Globo)
terça-feira, 3 de abril de 2012
SP: Vice-Versa de abril de 2012
Caros amigos!
O Vice-Versa de abril traz uma conversa gostosa entre o escritor Edson Gabriel Garcia, associado da regional paulista da AEILIJ e o escritor e ilustrador Maurício Veneza da regional RJ.
Obrigada pela participação e um beijo a todos.
Regina Sormani

Maurício Veneza

Edson Gabriel Garcia
MAURÍCIO VENEZA pergunta e EDSON GABRIEL GARCIA responde:
1-Edson, você é escritor, educador, dirigiu escola... Não é difícil imaginar como se forma um educador. Mas como é que Edson Gabriel Garcia “virou” escritor?
Pois é... sempre me perguntam isso: como “virei” escritor. Geralmente as crianças e jovens das escolas por onde ando. Claro, perguntam sem as aspas que você providencialmente colocou. Aí vou explicando como foi essa viração, que foi acontecendo aos poucos, muito aos poucos. Eu nasci em uma cidade pequena, no interior do estado de São Paulo. Filho de pais quase analfabetos, cresci na rua longe de livros, jornais e revistas. Minha primeira lembrança de jornal é a do papel que servia para embrulhar as compras nos armazéns. Na época certa, fui para a escola. Pública e pobre, sem livros e sem biblioteca. Escrevíamos pouco e líamos quase nada. Outra das minhas lembranças é a do primeiro livro de leitura “extra-classe”. Imagine: um garoto de pouco mais de dez anos, sem nenhum repertório de leitura e quase nada de significações, diante da leitura de Iracema de José de Alencar. Foi a pior experiência possível. Poderia ter sido vacinado contra a leitura para sempre. Mas não fui. Fui salvo três anos depois pela leitura do Capitães D’areia, do Jorge Amado. Dessa época também me lembro do prazer que comecei a cultivar em escrever. Meus textos eram, muitas vezes, expostos no tal “quadro de honra”, uma prática comum na minha escola daqueles tempos. Mais tarde um pouco, lá pelos idos dos dezessete anos, comecei, por iniciativa e proposta próprias, a escrever no jornalzinho da cidade. Um semanário publicado aos domingos com matérias encomendadas, informações oficiais da prefeitura, coluna de aniversários, etc. Num daqueles domingos, nos idos de 1966, amanheceu com uma coluna assinada por mim, em que eu escrevia sobre fatos corriqueiros da cidade. Embora desde muito eu já vinha gostando de escrever, creio que foi aí que se deu a viração. Pela primeira vez na vida, ainda jovem e num cenário muito amistoso e conhecido, eu senti essa coisa meio inexplicável que é “escrever e ler lido e repercutido pelos outros”. A partir daí, foram muitos anos no jornal, nos bastidores de uma emissora de rádio local. Continuei, na faculdade, escrevendo e participando de concursos de poesias. Mais tarde, já professor, dando aulas de leitura e redação, montando bibliotecas escolares, fui dando conta de que gostaria de escrever histórias para os meus alunos lerem...Não sabia como, não tinha parente importante, não era vip, não tinha nenhuma relação com o mundo editorial... A aprendizagem foi dura no início. Descobrindo os caminhos, buscando espaço, lendo, escrevendo e descartando muita coisa, cheguei ao primeiro livro publicado. Final dos anos setenta e início dos anos oitenta. De lá pra cá, só histórias: desde a lembrança dos direitos autorais pagos de seis em seis meses com mais dois de carência, num cenário de inflação altíssima até o prazer de ver livros traduzidos, agora já escritor “virado” ou “em viração permanente”...
2- Sua obra é bastante variada e extensa. Vai desde livros sobre cidadania até a história de um robô faminto. Tenho aqui o seu “Sete Gritos de Terror”, que, como o nome indica , é de “contos espantosos”. Num tempo em que a onda do politicamente correto determina o que pode ou não ser escrito, é difícil publicar um livro destes no Brasil?
Minha obra é variada, talvez em conseqüência da minha ligação com a escola. O lado educador fala sempre e fala muito. Nesse sentido eu escrevo o que quero, o que tenho vontade, da forma como penso e desejo. E muita coisa eu escrevo a partir do que detecto como necessidade na/da escola. Bem pragmático e bem “politicamente correto”! Sabendo, claro, que são coisas diferentes, gêneros diferentes, com funções diferentes... Permito-me andar por estes caminhos, sem a menor preocupação com o enquadramento da obra e com a possibilidade de publicação. Se vão publicar... aí é outra história. Lá pelos idos de 1982 eu já havia escrito um livro (Histórias do País dos Avessos) em que a metalinguagem estava presente. O texto foi publicado primeiro na folhinha de São Paulo. No início dos anos oitenta, fui um dos primeiros a escrever histórias (contos) com o tema amor para a moçada. Meados dos anos oitenta, escrevi a primeira versão desses Sete Gritos de Terror, naqueles tempos o terror era um gênero absolutamente fora do cardápio de leitura. Pensava comigo, se todo mundo gosta de uma história de terror, se bons escritores estrangeiros fazem o maior sucesso aqui entre nós com seus livros e filmes, por que não podemos fazer os nossos!? A primeira edição teve quinze tiragens. Por outro, depois dessas considerações, eu não vejo – ou não sinto – muito esse problema do policiamento nas publicações. Se o texto é bom, interessante e bem escrito, sempre haverá alguém disposto a publicá-lo. Por exemplo: um dos meus maiores fracassos (de venda) é um dos livros de que mais gosto. Cartas Marcadas, publicado pela Cortez, quatro anos depois ainda arrasta uma primeira edição. Sei de histórias interessantes de boicotes ao texto ( e não são histórias que rolaram em escolas ). Pela simples razão que o livro é a história de um garoto que vai descobrindo e entendendo sua homossexualidade. Um dos maiores sucessos de venda no país, hoje, é uma coleção de um menino que faz um diário, cheio de comportamentos politicamente incorretos, transversalizado por sua cultura de origem (norte americana). Pior que isso, é a ação também politicamente correta levada adiante com as enormes compras centralizadas feitas pelo governo. De um total de cinco mil livros inscritos são “escolhidos” pouco mais de cem...
Penso que precisamos discutir um pouco mais isso. Aqui é só um aperitivo.
3- A nossa geração se acostumou com o livro identificado como um objeto de papel, encadernado, encapado, que a gente pode não apenas ler, mas também manusear, folhear e sentir a textura. O livro de papel está mesmo, como se vem dizendo, no corredor da morte?
Não sei. Tenho pensado muito sobre isso. Consigo formular apenas algumas idéias ainda frágeis sobre o assunto. Minha primeira percepção é crivada pela geração a qual pertenço. O livro de papel, da forma como o conhecemos, ainda é uma presença forte. Não vejo a vida, o mundo, sem este tipo de objeto. E nem acho que o livro virtual seja hoje uma ameaça concreta, definitiva. Vai depender um pouco de como as coisas acontecerão, de como a economia do livro vai se comportar. A escola, no caso do Brasil, que é uma parte importantíssima no mercado editorial, como se comportará? Os alunos lerão apenas livros virtuais? Os livros, as lousas, os cadernos, tudo será trocado? Estas perguntas ainda não estão respondidas. Por outro lado, nunca vimos um lobby tão poderoso quanto este da indústria da tecnologia da informação. Os caras conseguem criar a necessidade de consumo e vender seus produtos de TI, em grande quantidade, para escolas que não têm professores, que não têm livros, móveis, etc... Mas, não conseguiremos deter a história, se esse for o caminho do jogo de interesses dos grandes donos do poder. Restaria para nós a certeza de que sempre haverá espaço para mentes criativas. Além do que, esse caminho possa trazer outras oportunidades para nós. Enquanto isso, sinto prazer em carregar comigo um tijolo (SOLO, de Cesar Camargo Mariano) pra baixo e pra cima. O prazer que uma amiga minha, em uma viagem de passeio recentemente, não teve, às voltas com a leitura de um texto virtual no pequeno objeto escuro, frio, insensível, mudo...
4- Todos nós, que vamos muito a escolas e eventos, já vivenciamos situações pitorescas, como o aluno que faz uma pergunta pessoal desconcertante ou a professora que nos confunde com outro autor. Você se lembra de algum caso destes que gostaria de contar?
Minha relação com escolas, professores e alunos sempre foi muito intensa. Embora um paradoxo. Ao mesmo tempo em que me prendia, minava meu tempo e minha energia, era o celeiro mais fértil onde encontrava temas aos punhados para escrever. Não tive coragem de abandonar a carreira, a esta altura metido num projeto maravilhoso, do qual fui coordenador da equipe que o implantou, o Programa de Salas de Leitura das Escolas Municipais de Ensino Fundamental de São Paulo, ainda hoje um dos maiores – senão o maior – programa de leitura do país. Portanto minhas lembranças, com histórias, flashs, frases, homenagens, etc é muito vasta. Entre essas, a homenagem de escolas que deram o meu nome a sua Sala de Leitura. Mas, uma história de que gosto muito e da qual sempre lembro é de uma tarde de autógrafos em uma escola pública. Lá fui eu, convidado pelo pessoal da Sala de Leitura, falar com os alunos leitores de um livro meu. Chegando lá, não só os alunos que haviam lido o livro, mas todos os alunos dos terceiros e quartos anos estavam no pátio a minha espera. A entrevista correu como todas. Perguntas e respostas pululavam. Depois de algum tempo, repertórios de ambas as partes esgotados, a professora organizadora aproximou-se de mim e perguntou delicadamente se eu poderia autografar os livros dos meninos e meninas. Eu, diante daquele mar de cabeças, mais por delicadeza do que por qualquer outro sentimento, respondi que sim. A professora organizou uma tumultuada fila e começamos a sessão de autógrafos. Livros? Uns dois ou três. Depois dos livros vieram as agendas, depois das agendas vieram os cadernos, depois dos cadernos...depois dos cadernos...aí sim, o bicho pegou. Quando eu imaginava que estava acabando, a fila aumentava e mais e mais meninos e meninas entravam na fila com um pedacinho de papel rasgado, recortado... e colocavam diante de mim, na pequena mesinha onde estava acomodado, para receber o tal autógrafo... Muito tempo depois, vi o fim da fila, um garotinho com cara de assustado, agarrando sua mochila com a mão esquerda e segurando um pedacinho de papel na mão direita. Quando chegou diante de mim, finalmente ele, o último da fila, o papel foi colocado na minha frente e com a maior alegria do mundo eu rabisquei o meu “autógrafo” e devolvi o papelzinho autografado ao simpático garotinho. Ele pegou o papel, sem esboçar nenhum sorriso ou agradecimento. Ficou olhando aquele quase rabisco pouco inteligível pra ele e antes de ir embora, olhou para mim e perguntou: Tio, e agora, o que eu faço com isso? Até hoje eu não respondi a pergunta. E até hoje essa pergunta me acompanha em várias situações da vida.
EDSON GABRIEL GARCIA pergunta e MAURÍCIO VENEZA responde:
1. Maurício, conta pra gente, aquilo que só você sabe: quem é o Maurício Veneza?
Eu fui um menino reservado, da periferia, que gostava de ouvir e ler histórias. Hoje sou um velhinho que gosta de escrever e desenhar histórias. E ler. Entre um ponto e outro, há muito tempo e muitas influências. Meus pais eram do interior, gostavam de contar casos. A pobreza da família não impedia que a leitura fosse considerada uma atividade de grande importância. Minha mãe lia para mim histórias em quadrinhos e os contos de Grimm adaptados por Monteiro Lobato. Meu pai comprava jornais e revistas regularmente. Aos domingos, com aquela edição mais gordinha do jornal, cada um pegava um caderno, a família se reunia para a leitura. Neste ambiente se deu minha inauguração como leitor: minha mãe e minha irmã me alfabetizaram em casa.
2. A literatura, como muitos de nós tem a impressão, significa muito em sua vida? Qual a verdadeira dimensão da literatura em sua vida?
Ah, é uma coisa fantástica. No sentido literal da palavra. A literatura pode me pôr em contato com o pensamento de escritores que viveram em outros lugares e outras épocas. Ela me fala das aspirações humanas, de como somos todos muito parecidos e muito diferentes. Pode me levar a lugares onde eu jamais poderia ir. Até porque muitos destes lugares nem existem... A literatura reorganiza o mundo apenas com as palavras. Li um texto do Neil Gaiman onde ele dizia que as histórias às vezes duram mais que os povos que as criaram. Embora não estivesse se referindo exatamente à literatura, acho que vale também para ela.
3.Você, sempre atento a todos os movimentos no tabuleiro de nossas preocupações profissionais, acha que ainda falta muito para nos profissionalizarmos - e assim sermos respeitados - como escritores e ilustradores?
É difícil dizer. Hoje talvez não se ouça com tanta frequência a famosa frase “Tudo bem, você escreve livros para crianças; mas trabalha em quê?”. Mas a profissionalização depende de mais do que isto. Necessita de reconhecimento social e de consciência profissional. É um longo caminho a ser percorrido. Ainda não há muita clareza na sociedade a respeito do que fazemos. Às vezes até quem faz também não possui esta clareza. Daí as atuais discussões sobre direitos autorais por gente que se baseia em suposições, frequentemente equivocadas. O escritor é identificado como alguém que paga para ser publicado ou como um rico ocioso. Quando viajo e vou me hospedar num hotel, preencho o item “profissão” dizendo simplesmente que sou desenhista. Se ponho “ilustrador”, corro o risco de ser confundido com lustrador de móveis; se ponho “escritor”, talvez me perguntem onde meu motorista estacionou a limusine...
4.Como leitor, como você vê a questão da leitura no país, a interface com as escolas, as escolhas e compras centralizadas pelo governo...
Eu me sinto surpreso. O número de títulos à disposição cresce de uma maneira que me impressiona. Sabe, eu não acredito muito nesta história de que brasileiro não lê. Desconfio das estatísticas, até porque elas são conflitantes entre si. Hoje mesmo, 28 de março, foi divulgada uma pesquisa sobre média de leitura do brasileiro (4 livros por ano, não tão distante da média europeia) que difere em mais de 100% dos dados divulgados em reportagem de uma revista (1,8 livros por ano) neste mesmo mês. A reportagem dizia que o crescimento de livros impressos foi de 23% em 2010! Ora, se a média de leitura está caindo, como já ouvi dizer, devo deduzir que os editores enlouqueceram e estão imprimindo apenas para encher galpões? Acho que não. Os jovens devoram vorazmente as sagas de fantasia e elas estão cada vez mais volumosas. E isto é só quanto aos livros de papel. Temos que considerar também os e-books, audiolivros, cópias piratas... Como profissional, me preocupo. Estamos demasiadamente atrelados aos programas de governo. Ficamos dependentes. As editoras já começam a estabelecer que se escreva ou ilustre de determinada maneira por que é o que “tem mais possibilidades de entrar no PNBE”. Isto não contribui para a liberdade de criação. Nem ajuda o leitor, que se vê sem voz, sujeitado às escolhas dos chamados especialistas.
Um comentário:
Simone Alves Pedersen4 de abril de 2012 13:07
ei meninos maravilhosos, vcs são um exemplo e tanto. sou fã dos dois !
segunda-feira, 2 de abril de 2012
NE: Como (não) funciona a literatura infanto-juvenil no Brasil - 13 apontamentos insolentes
Prezados amigos, reproduzo abaixo o texto do escritor Léo Cunha (originalmente publicado no Face Book, ao final disponibilizo o link para a publicação original e os comentários resultantes). Vale mais que a pena ler até o fim. Grande abraço, Léo.
• Pouca gente percebe a diferença entre “livro infantil” e “literatura infantil”. Nas livrarias predomina o livro não-literário. Por exemplo: alguém pega 10 imagens congeladas dos episódios dos Backyardigans, descreve sucinta e pobremente cada uma delas e transforma num livro brilhante e de capa dura. Muito fofo, mas a literatura – arte da palavra – passou longe.
• Nada contra os Backyardigans: já assisti muitas vezes com o meu filho, que tem até a fantasia do Pablo (o pinguim azul de gravatinha). Mas os livros...
• Já escrevi cerca de 50 livros de literatura infanto-juvenil. Entro nas livrarias e encontro 2 ou 3, no máximo. O mesmo ocorre com 90% dos escritores. Tenho um livro que está na 20ª edição e nunca flagrei o danado em nenhuma livraria.
• Por que a maioria dos livros de literatura infanto-juvenil não entra nas livrarias? Será que eles não gostam de ler? Infelizmente, o motivo é mais pragmático: não existe uma “demanda natural” pelos livros, que justificaria sua presença no estoque da livraria. A demanda quase sempre resulta de o livro ser “adotado” numa escola.
• O sonho do escritor de literatura infanto-juvenil é ser adotado. Nossos livros não vivem nas livrarias. Vivem num orfanato.
• Quando aparece a tal “demanda natural”, o problema está resolvido? Nem sempre. Esta semana a minha filha ficou alucinada atrás do livro Jogos Vorazes 2. Ela já tinha lido o primeiro, emprestado por uma colega, e agora queria o segundo. Não encontrei em nenhuma livraria da cidade. A editora não percebeu o potencial de vendas da série – motivado pela exibição do filme nos cinemas. Ou, se percebeu, errou os cálculos. Uma vendedora da livraria Leitura, do Pátio Savassi, me deu o triste veredito: “estamos perdendo venda o dia inteiro, todos os Jogos Vorazes foram pras livrarias de São Paulo”.
• Certa vez, em 1994, na livraria do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, o Roberto Drumond, sem se identificar, pediu à atendente: “você tem aquele livro Hilda Furacão?” A moça procurou, trouxe, e o Roberto tratou de deixar o livro num lugar de grande destaque. Em seguida me explicou: “Você está começando agora, Leo, mas te dou essa lição: brigue por seus livros!”
• Diante do desencontro logístico entre editoras e livrarias, muita gente conclui que o escritor é quem vende os próprios livros. Vira e mexe as pessoas me pedem: “Leo, traz seu livro amanhã que eu quero comprar. Quanto custa?” E se assustam quando respondo que eu não vendo meus livros (aliás, costumo ter apenas 2 ou 3 exemplares em casa, de cada livro, não tenho vocação pra estoquista nem talento pra vendedor).
• Como resultado da mesma conclusão, muitas pessoas, escolas, ongs, associações cooperativas etc escrevem para os escritores pedindo doações dos livros. Quase sempre a intenção é nobre – criar uma biblioteca, um cantinho de leitura, um projeto de leitura – mas os escritores simplesmente não têm estoque nem selos suficientes.
• Como já escrevi uma vez aqui no Facebook, os direitos autorais são o salário do escritor. De cada livro vendido, o escritor recebe 8 a 10%, como direito autoral. Se o livro custa 20 reais, o escritor ganha 2 por livro. Parece pouco? Mas é assim no mundo inteiro. É justo. Injustiça é quando alguém xeroca o livro inteiro e sai vendendo. Aí o escritor não recebe seu salário. Ano passado o escritor Luiz Antonio Aguiar teve um livro adotado para o vestibular e uma gráfica do centro de Belo Horizonte simplesmente fez cópias xerox, na maior cara de pau do mundo, e vendeu milhares de “exemplares” (com capa colorida e tudo), roubando o salário do Luiz.
• Idem ibidem: quando o livro é escaneado e disponibilizado para download na internet, o escritor não recebe seu salário. É inevitável? É a lógica do ciberespaço? Como diria o Raul Seixas, agora é tudo “free”? É mesmo? Então por que muitos sites cobram assinatura ou recebem pagamento de anunciantes, para distribuir “de graça” o salário do escritor?
• A literatura infanto-juvenil, assim como a arte em geral, não está aí para dar lições de moral, cidadania, ecologia, etc. O que é diferente de dizer que ela não está nem aí para a moral, a cidadania e a ecologia. Esses temas podem perfeitamente aparecer nos livros, como aparecem na vida. O perigo é quando o aspecto literário perde a prioridade para o aspecto didático. O bom livro literário é aquele que encanta, que espanta, que assusta, que diverte, que seduz, às vezes tudo isso junto. Aquele que dá vontade de ler de novo e indicar pros amigos.
• A reforma ortográfica eliminou o hífen do simpático termo infanto-juvenil e criou esse monstrengoinfantojuvenil. Cada vez que eu leio essa palavra, me lembro de termos médicos compridos como levomepromazina, imunodeficiência, ou a incrível pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiose. Saudades do hífen.
O texto original e os comentários podem ser acessados em https://www.facebook.com/notes/leo-cunha/como-n%C3%A3o-funciona-a-literatura-infanto-juvenil-no-brasil-13-apontamentos-insolen/324185510968226.
• Pouca gente percebe a diferença entre “livro infantil” e “literatura infantil”. Nas livrarias predomina o livro não-literário. Por exemplo: alguém pega 10 imagens congeladas dos episódios dos Backyardigans, descreve sucinta e pobremente cada uma delas e transforma num livro brilhante e de capa dura. Muito fofo, mas a literatura – arte da palavra – passou longe.
• Nada contra os Backyardigans: já assisti muitas vezes com o meu filho, que tem até a fantasia do Pablo (o pinguim azul de gravatinha). Mas os livros...
• Já escrevi cerca de 50 livros de literatura infanto-juvenil. Entro nas livrarias e encontro 2 ou 3, no máximo. O mesmo ocorre com 90% dos escritores. Tenho um livro que está na 20ª edição e nunca flagrei o danado em nenhuma livraria.
• Por que a maioria dos livros de literatura infanto-juvenil não entra nas livrarias? Será que eles não gostam de ler? Infelizmente, o motivo é mais pragmático: não existe uma “demanda natural” pelos livros, que justificaria sua presença no estoque da livraria. A demanda quase sempre resulta de o livro ser “adotado” numa escola.
• O sonho do escritor de literatura infanto-juvenil é ser adotado. Nossos livros não vivem nas livrarias. Vivem num orfanato.
• Quando aparece a tal “demanda natural”, o problema está resolvido? Nem sempre. Esta semana a minha filha ficou alucinada atrás do livro Jogos Vorazes 2. Ela já tinha lido o primeiro, emprestado por uma colega, e agora queria o segundo. Não encontrei em nenhuma livraria da cidade. A editora não percebeu o potencial de vendas da série – motivado pela exibição do filme nos cinemas. Ou, se percebeu, errou os cálculos. Uma vendedora da livraria Leitura, do Pátio Savassi, me deu o triste veredito: “estamos perdendo venda o dia inteiro, todos os Jogos Vorazes foram pras livrarias de São Paulo”.
• Certa vez, em 1994, na livraria do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, o Roberto Drumond, sem se identificar, pediu à atendente: “você tem aquele livro Hilda Furacão?” A moça procurou, trouxe, e o Roberto tratou de deixar o livro num lugar de grande destaque. Em seguida me explicou: “Você está começando agora, Leo, mas te dou essa lição: brigue por seus livros!”
• Diante do desencontro logístico entre editoras e livrarias, muita gente conclui que o escritor é quem vende os próprios livros. Vira e mexe as pessoas me pedem: “Leo, traz seu livro amanhã que eu quero comprar. Quanto custa?” E se assustam quando respondo que eu não vendo meus livros (aliás, costumo ter apenas 2 ou 3 exemplares em casa, de cada livro, não tenho vocação pra estoquista nem talento pra vendedor).
• Como resultado da mesma conclusão, muitas pessoas, escolas, ongs, associações cooperativas etc escrevem para os escritores pedindo doações dos livros. Quase sempre a intenção é nobre – criar uma biblioteca, um cantinho de leitura, um projeto de leitura – mas os escritores simplesmente não têm estoque nem selos suficientes.
• Como já escrevi uma vez aqui no Facebook, os direitos autorais são o salário do escritor. De cada livro vendido, o escritor recebe 8 a 10%, como direito autoral. Se o livro custa 20 reais, o escritor ganha 2 por livro. Parece pouco? Mas é assim no mundo inteiro. É justo. Injustiça é quando alguém xeroca o livro inteiro e sai vendendo. Aí o escritor não recebe seu salário. Ano passado o escritor Luiz Antonio Aguiar teve um livro adotado para o vestibular e uma gráfica do centro de Belo Horizonte simplesmente fez cópias xerox, na maior cara de pau do mundo, e vendeu milhares de “exemplares” (com capa colorida e tudo), roubando o salário do Luiz.
• Idem ibidem: quando o livro é escaneado e disponibilizado para download na internet, o escritor não recebe seu salário. É inevitável? É a lógica do ciberespaço? Como diria o Raul Seixas, agora é tudo “free”? É mesmo? Então por que muitos sites cobram assinatura ou recebem pagamento de anunciantes, para distribuir “de graça” o salário do escritor?
• A literatura infanto-juvenil, assim como a arte em geral, não está aí para dar lições de moral, cidadania, ecologia, etc. O que é diferente de dizer que ela não está nem aí para a moral, a cidadania e a ecologia. Esses temas podem perfeitamente aparecer nos livros, como aparecem na vida. O perigo é quando o aspecto literário perde a prioridade para o aspecto didático. O bom livro literário é aquele que encanta, que espanta, que assusta, que diverte, que seduz, às vezes tudo isso junto. Aquele que dá vontade de ler de novo e indicar pros amigos.
• A reforma ortográfica eliminou o hífen do simpático termo infanto-juvenil e criou esse monstrengoinfantojuvenil. Cada vez que eu leio essa palavra, me lembro de termos médicos compridos como levomepromazina, imunodeficiência, ou a incrível pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiose. Saudades do hífen.
O texto original e os comentários podem ser acessados em https://www.facebook.com/notes/leo-cunha/como-n%C3%A3o-funciona-a-literatura-infanto-juvenil-no-brasil-13-apontamentos-insolen/324185510968226.
RJ: Lançamento de "O menino que tinha medo de errar"
Lançamento da nossa associada Andrea Viviana Taubman.
Nova edição do livro O menino que tinha medo de errar. pela Escrita Fina Editora com ilustrações de Camila Carrossine.
RS: Carta à Exma. Sra. Ana de Hollanda, Ministra da Cultura
Exma. Sra. Ana de Hollanda,
Ministra da Cultura,
Nós, da Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil, AEILIJ, vimos por meio desta, tornar público o nosso repúdio a qualquer alteração na lei de Direito Autoral que prejudique o direito, garantido pela Constituição Federal, do criador sobreviver com os frutos de seu trabalho.
Embora a versão do projeto de reforma da LDA que se encontra na Casa Civil não tenha sido disponibilizada ao público, a todo o momento surgem notícias na imprensa de que várias formas de utilização não autorizada pelos autores poderão ser permitidas por lei, o que é motivo de insegurança para todos nós. A liberação de cópias integrais de obras para fins “educacionais”, por exemplo, fere o direito do criador, uma vez que, diferente do que tem sido dito, é uma fonte geradora de proventos financeiros para todos aqueles envolvidos no processo, à exceção do próprio criador.
O compartilhamento gratuito de cópias digitalizadas na internet, apesar da boa intenção do usuário, certamente prejudicará as vendas dos livros, como já foi visto na indústria fonográfica. Requeremos atenção especial a este caso, e que qualquer solução apresentada seja antes discutida com os autores, em vez de imposta em forma de lei.
Entendemos que o objetivo deste ministério é incentivar a produção artística e cultural do país, mas lembramos que, para isto, são necessários criadores. Retirada, através da liberação de formas de utilização não autorizada, a possibilidade de sobrevivência através da exploração econômica do seu trabalho, restará aos criadores apenas a discutível alternativa do mecenato (que a História nos mostra, sempre foi um grande limitador da liberdade artística).
Para incentivar a produção de cultura é necessário proteger o autor original. Este é nosso desejo, este é nosso direito.
Atenciosamente,
Hermes Bernardi Jr.
Presidente
AEILIJ – Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil
presidencia@aeilij.org.br
www.aeilij.org.br
Postado por H
RJ: Leticia Sardenberg no Solar Literario
AEILIJ Solidária em Ação.
Leticia Sardenberg no Solar Meninos de Luz em março de 2012, conversando sobre seu trabalho com as crianças.
domingo, 1 de abril de 2012
PR: Trevo de leituras - abril de 2012
O Trevo de Leituras é um ciclo promovido pela AEILIJ, com a publicação de um suplemento de resenhas produzidas pelos autores associados. São sempre três livros comentados por três diferentes autores.
Coordenação de Cristina Villaça e Naná Martins.
Abril/2012
Marilia Pirillo lê Burrinha manhosa, de Socorro Miranda...
... que lê O que tem na barriga da formiga?, de Marion Cruz...
... que lê Um fio de amizade, de Marilia Pirillo.
Leia em www.aeilij.org.br.
Postado há 1st April 2012 por Marilza Conceição
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