sexta-feira, 30 de julho de 2010

RJ: Sandra Pina e Anielizabeth na FLIP



As autoras Sandra Pina e Anielizabeth estarão na FLIP conversando sobre parlendas, a partir do livro Um, dois, feijão com arroz / Que dia é hoje? feito em parceria pelas duas e editado pela Zit.

Será no dia 04/08, às 13h 30 min.

RJ: Exposição Cores e Formas que Contam Histórias na FLIP!

A exposição Cores e Formas que Contam Histórias, organizada pela AEILIJ (Associação dos Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil) estará participando da 8a. Festa Literária de Paraty!

Os 25 painéis com reproduções das artes de ilustradores brasileiros de literatura infantil e juvenil estarão expostos de 04 a 08 de agosto na Casa do Movimento Brasil Literário onde ocorrerão discussões em torno da importância da leitura literária.

Visitem e prestigiem!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

SP: Quintas (21)

Marciano Vasques


ARTESÃO DOS TECIDOS HISTÓRICOS
   
A inspiração que vem do cotidiano é feita de pessoas que embalam cigarros nas indústrias de fumo, que permanecem em pé durante horas seguidas atrás de um balcão, que vendem balas nos vagões do metrô, água de coco nas praias brasileiras, que lêem os jornais pendurados nas bancas da cidade, que sentam nas escadarias do Teatro Municipal e que infestam o Viaduto do Chá lendo o futuro.

As pessoas apressadas que fingem que almoçam, que atravessam avenidas fora da faixa, que ainda engraxam sapatos na Praça da República, que trabalham em funilarias, em olarias e nas feiras.

Pessoas bondosas e ingênuas que estendem moedas para a mulher que distribui no metrô a foto de uma criança com um texto no verso afirmando que a pequena está com uma doença grave e necessitando de um determinado medicamento ou uma transfusão. A mulher que mostra a foto olha para todos com o olhar estacionado em uma aparente dor distante. Depois, ao sair do metrô encontra-se com as colegas, todas sorridentes e felizes por terem desempenhado cada qual bem o seu papel, algumas com crianças no colo. Crianças emprestadas, que, da mesma forma que a foto possivelmente retirada da internet, comovem os passageiros.

O passageiro que inocentemente dá moedas para a "pobre mãe" ajuda a enriquecer uma quadrilha, mas ele é motriz da história, com a sua força de trabalho. Construindo coisas sem conhecer o todo, falando estilhaços do que sobrou de sua alma no bar com a mesma convicção de um evangélico diante de uma platéia. Artesão, como os homens sem recursos no sistema financeiro, como os vidraceiros, os serralheiros, os que mostram receitas aos farmacêuticos...

Passeatas que cortavam cidades ao meio, gente que ocuparam terrenos, que ergueram acampamentos, que gritaram por postos de saúde, que assinaram manifestos, que lecionaram, intoxicaram a alma com o giz da ternura, com a cal da revolta, gente humilhada nas favelas, sangrando nas sessões de tortura, morrendo aos poucos nas filas hospitalares do sistema nacional de saúde. 

Pessoas que timidamente procuraram as escolas para freqüentarem um curso de EJA, mulheres dançando forró nos bailes da periferia de São Paulo, nos bailes funks do Rio, nas gafieiras e no sambódromo. 

Com um lápis entre os dedos, uma enxada nas mãos, recolhendo papelão e latinhas, respirando fumaça, alcoolizando o coração, acendendo velas e desfiando rezas e temores.

Em todos os lugares, nos centros educacionais unificados e nas escolas de lata, nas feiras e nos mercados, nos terminais de ônibus, nos portos e nas estações ferroviárias. Onde quer que seja, lá estão eles, cada qual contribuindo com a sua parte, com a sua reserva de forças, cada qual se proclamando um artesão dos tecidos históricos.

DF: Estande da AEI-LIJ na Bienal SP

RS: Convite Bienal SP


Associadas da AEILIJ/RS, Marô Barbieri e Helô Bacichette, participarão com sessões de contação de histórias e autógrafos, dia 21 de agosto, 15 e 17h, respectivamente.

Postado por H 

quarta-feira, 28 de julho de 2010

SP: Página do Ilustrador - Danilo Marques

PÁGINA DO ILUSTRADOR - 6

Danilo Marques

Neste mês, convidei vários ilustradores que participarão nas próximas edições, para esta estavam super ocupados, então fiz um convite ao Danilo Marques, que sempre gentil comigo, atendeu e está aqui, risos...

Ele vem apresentar "O menino maltrapilho e seu cãozinho de luxo", que será lançado na Bienal do Livro, no estande da Litteris Editora, escrito por Zezé Barcelos.
Para conhecer mais do trabalho da Zezé, clique:
http://www.zezebarcelos.recantodasletras.com.br/index.php

A história deste menino é muito bonita. Morador de rua, viveu um conto de fadas ao encontrar um lindo cãozinho da raça Colie solto pelas ruas, viveu inúmeras aventuras até que o cachorro encontra sua dona, uma mulher de bom poder aquisitivo que adota o menino como filho, tirando-o das ruas e dando a ele a vida que toda criança merece ter.

Os desenhos, seis ilustrações internas mais a capa, foram feitos a lápis de cor.

A capa (deixei sem cenário para dar bastante destaque nos personagens):
O reencontro com a dona do cãozinho:


Este é o desenho de capa antes de ser pintado:


Nesta cena, o menino leva o cachorro para debaixo do viaduto e o cobre com jornais.

Mais sobre o trabalho do meu amiííguu (he he he) Danilo Marques, no site http://www.danilomarques.com.br

Um grande abraço, Danilo Marques (ops, rs)

Para participar da página do ilustrador, basta mandar um e-mail com a proposta e as imagens para contato@danilomarques.com.br

terça-feira, 27 de julho de 2010

SP: Convite virtual AEILIJ na Bienal do Livro 2010

Meus caros,
Estou postando o convite virtual da AEILIJ, pela primeira vez participando do estande coletivo da CBL, na Bienal do Livro de São Paulo. Essa é uma conquista a ser comemorada. Parabéns, AEILIJ!

Grande abraço a todos,
Regina Sormani


RJ: Carta da AEILIJ ao Ministro da Cultura - Juca Ferreira - A respeito das alterações nas Leis de Direitos Autorais

Rio de Janeiro, 18 de Julho de 2010

Ao

Excelentíssimo Senhor Ministro da Cultura Juca Ferreira

Esplanada dos Ministérios, Bloco B, Brasília - DF, CEP 70068-900

Re.: Anteprojeto de lei que altera a Lei Federal 9.610/98 apresentado pelo Ministério da Cultura para consulta pública em 14/06/2010

A AEILIJ - Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil, entidade que representa os autores de texto e imagem que atuam no segmento de literatura infantil e juvenil vem, por meio deste documento, posicionar-se a propósito do Anteprojeto de Lei que se encontra em consulta pública e que objetiva alterar a Lei 9.610/98, que regula os direitos autorais.

Entendemos que algumas das propostas apresentadas pelo Anteprojeto, ao invés de estimular a produção de bens culturais, podem trazer sérios prejuízos à cultura brasileira e à subsistência da produção intelectual, assim como aos segmentos de mercado a ela relacionados e suas respectivas cadeias produtivas, visto que alguns dos acréscimos propostos são danosos ao exercício profissional dos criadores de obras artísticas, científicas e literárias.

Mais ainda: alguns acréscimos, visando especificar e legalizar determinadas práticas, como as apresentadas no Artigo 46, principalmente em seu parágrafo único, fornecerão, na prática, subsídio legal para a reprodução e disponibilização não autorizadas de obras integrais protegidas, sem que os titulares do direito autoral tenham uma justa contrapartida.

Algumas propostas ferem gravemente os direitos de exploração da obra por seus autores e editores, autorizando a reprodução e distribuição ao público, na íntegra, de obras protegidas utilizando-se de expressões muito amplas, capazes de abranger, praticamente, todo e qualquer tipo de utilização, sem excluir a possibilidade de exploração econômica por terceiros, ("para fins educacionais, didáticos, informativos, de pesquisa") e subjetivas ("sem prejudicar a exploração normal da obra e nem causar prejuízo injustificado aos legítimos interesses dos autores").

Estes dispositivos ferem os direitos do autor que a lei deveria defender e contrariam aquilo que é garantido pela Constituição Federal de 1988, em seu Artigo 5, inciso XXVII:

"aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, publicação ou reprodução de suas obras, transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar."

Ainda que reconheçamos pontos positivos, como a inclusão de um capítulo tratando especificamente da reprografia (Capítulo IX, que ainda carece de reparos), o fato é que estes possíveis avanços são neutralizados por outros dispositivos, como o já citado parágrafo único do Artigo 46. Surpreende-nos também que sejam incluídos dispositivos que reduzem as penalidades de possíveis infratores e outros que passam a penalizar os detentores de Direitos Autorais, invertendo o propósito da lei. Outro motivo de estranheza é que, apesar de o surgimento de novas tecnologias de reprodução e disseminação de obras autorais ser uma das principais alegações para as mudanças na atual Lei de Direitos Autorais, vários dos dispositivos passam ao largo destas mesmas inovações, não considerando, por exemplo, o livro eletrônico, a remuneração por download ou a impressão por demanda.

Os associados da AEI-LIJ acreditam que os livros de literatura infanto-juvenis são obras culturais indispensáveis à formação do leitor e do cidadão, e contribuem para o desenvolvimento nacional. Para garantir e expandir a produção deste gênero de obras literárias deve ser assegurado a autores e editores o retorno financeiro necessário à subsistência. Práticas como as cópias ou uso não autorizado de obras literárias (incluindo suas ilustrações), mesmo que parcialmente, sem a justa e necessária contrapartida a seus autores configuram ato danoso à produção literária. A Lei de Direitos Autorais deve ter o compromisso de garantir que autores, empresas e profissionais da área tenham o direito de sobreviver de seu trabalho. Isto deve ser proporcionado por meio da formulação de leis que sejam claras e eficientes na manutenção do direito à comercialização a preços justos e acessíveis à sociedade, ou mesmo de seu livre acesso, desde que garantida a remuneração necessária de seus autores. Sem este compromisso, a produção literária no Brasil corre o sério risco de sofrer uma perda irremediável de qualidade.

Tal como se apresenta, o Anteprojeto provocará desestímulo à produção intelectual, artística e literária no país, motivo pelo qual consideramos necessário buscar maior equilíbrio entre os direitos de quem produz e os de quem se beneficia desta produção, o que, certamente, ainda não foi alcançado no atual Anteprojeto.

Sem mais para o momento, agradecemos a atenção.

Cordialmente,

Anna Claudia Ramos Maurício Veneza

Presidente Vice-presidente

AEILIJ - Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil www.aeilij.org.br