quinta-feira, 10 de março de 2011

SP: Carta aberta da AEILIJ à Ana de Hollanda

Exma Ministra da Cultura

Sra. Ana de Hollanda,

Ilma. Ministra,

A Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil (AEILIJ) vem manifestar total apoio às declarações de V. Exa. sobre as mudanças na Lei de Direitos Autorais.

A posição adotada por esta Administração traz grande alento aos autores que, finalmente, veem o MinC preocupar-se em respeitar os direitos dos autores de obras artísticas e intelectuais. A orientação política delineada por V. Exa. vem ao encontro das demandas que apresentamos ao v. antecessor, e divulgadas em nossas publicações e cartas há muito tempo. 

A AEILIJ tem participado da Câmara Setorial do Livro, Leitura e Literatura por alguns anos e em diversas ações do MinC. Em 2010 publicamos na edição nº 14 de nosso boletim uma entrevista com Marcos Alves de Souza, da Diretoria de Direitos Intelectuais do MinC, que nos garantiu que nenhuma cláusula lesiva aos direitos dos autores passaria no anteprojeto de Lei. Como pudemos constatar, não foi bem isso o que aconteceu. O parágrafo único do artigo 46 da minuta proposta pela antiga gestão do MinC, por exemplo, fere todos os nossos direitos ao permitir o uso quase ilimitado do nosso trabalho sem autorização e remuneração.

Tornamos público nosso apoio e colaboração à corajosa iniciativa de V. Exa., na certeza de que defendemos a sobrevivência artística e profissional dos autores que representamos, assim como à democratização da Literatura no Brasil.

Atenciosamente,

Anna Claudia Ramos
Presidente da Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil
www.aeilij.org.br

Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil
www.aeilij.org.br – comunicacao@aeilij.org.br

SP: Quintas (49 parte I)

SP: Quintas (49 parte II)

Marciano Vasques
   
APENAS DISCOS VELHOS

“Tudo depende só de mim”
Charles Chaplin

O que significa para a multidão que passa um LP intitulado “gracias a la vida” do grupo Tarancón gravado em 1976 e exposto numa feira livre ou num sebo ou ao lado de outros discos numa calçada qualquer?

O que significa para a multidão que passa o LP intitulado “Grávido” do Gonzaguinha, gravado em 1984 ou o LP “Muito dentro da estrela azulada” de Caetano gravado em 1978? Para a multidão que passa, nada. Para mim que pássaro, tudo. As coisas significam pela vida vivida, pelo que se viveu, pelo que se vive, pelo que se engravidou.

Uma capa de disco pode ser um belo quadro com bela moldura na parede. Depende apenas da vida vivida em torno dele. A música nunca está sozinha.

Em 1978 estaria ainda circulando nas bancas o jornal MOVIMENTO? Em 1984 estaria o “Lindo Lago do Amor” escondido em alguma casa?

É sempre bom lembrar que na noite em que um jornalista foi assassinado, no teatro da Fundação Getúlio Vargas acontecia um show do grupo Tarancón, o mesmo grupo que percorria a periferia de São Paulo apresentando-se em igrejas e salões comunitários com canções como “Parabien de la paloma” e “soy libre soy bueno”

Quem esteve lá, naquela noite da Avenida Nove de Julho direcionou a sua vida para um fazer poético inevitável. As coisas, elas , como partes inseparáveis da vida, caminhavam para a literatura.

Sim! Eu desenhava. Lembro-me de que quando chegava na redação do “Notícias Populares” era esperado, não eu exatamente, mas as tiras, elas sim importavam. Depois no jornal “Movimento”. A ilustração aprovada em Brasília, um índio fazendo continência. A matéria era sobre uma visita do general Ernesto Geisel à Amazônia. 

Sempre fui louco por desenhar.

Quando menino ficava horas e horas, sentado na terra do quintal, na mesma posição, a desenhar. A criar capas de gibis imaginários, tantos heróis, tantos títulos de aventuras, centenas e centenas a cada dia, edição nº 145, edição nº 208, e assim por diante... O desenho acompanhou-me a vida inteira. Mas a vida segue fielmente os seus caminhos. Cabe a cada um transgredir. Transgredir talvez seja a grande poesia. A minha forma de aventura, a minha aventura. 

Pois quem se punha a criar centenas de aventuras diariamente nos rabiscos feitos com uma varinha na terra de areia do quintal compreendeu mais tarde que é a aventura que dá um sentido para a vida, por isso os grandes clássicos juvenis não morrem jamais.

Um longo caminho foi percorrido até a chegada da literatura. E da literatura feita para um grupo restrito até a Infantil foi outra caminhada.

Tudo caminhou dentro de mim e foi divertido. Sempre é, quando a alma quer.

De que forma eu poderia encontrar o outro? Na medida em que reconheço que o outro me completa, que é no outro que nos tornamos gente, o outro passou a ser a busca principal dentro de um emaranhado de buscas. Passei pelo coletivo, pelo grupo, e com ele aprendi muito, principalmente a valorizar o indivíduo, a compreender que o indivíduo é superior ao coletivo, mais importante, o principal. Aprendi com esforço e sofrimento que se o indivíduo for esquecido ou deixado de lado, o grupo é uma farsa, o coletivo é uma falácia, uma mentira gigantesca. 

Partidos políticos adoram o coletivo, e às vezes cuidam bem do indivíduo, mas apenas dos dirigentes, os líderes.
A política muitas vezes imita a vida.

O que significa para a multidão que passa uma pilha de discos velhos? Talvez apenas discos velhos, capas e capas, uma ou outra canção na memória, apenas.

Mas sempre aparecerá alguém que terá um olhar profundo para um disco velho, alguém que tem uma história, que sabe que um disco velho pode ser um belo quadro na parede. 

Alguém que não se importa com a multidão que passa, porque a multidão que passa não pode compreender, pois para compreender é preciso sentir, e para sentir é necessário que a vida tenha sido vivida. Uma canção nunca está sozinha.

quarta-feira, 9 de março de 2011

SP: Página do Ilustrador - Jô Oliveira

O convidado desta edição é o ilustrador JÔ OLIVEIRA

Jô Oliveira é jornalista e ilustrador.

Estudou Artes Gráficas na Escola de Belas Artes no Rio de Janeiro e Comunicação Visual na Escola Superior de Artes Industriais da Hungria, em Budapeste. 


Publicou diversos trabalhos e livros no Brasil, Itália, Grécia, Dinamarca, Hungria, França e Argentina. Realizou exposições dos seus trabalhos na Feira de Bologna (Itália), no Otani Memorial Museum de Nishinomyia (Japão), Angoulême (França), no Centro Cultural Banco do Brasil (Rio de Janeiro), na Convenção das Nações Unidas (Italia), na Maison de l’Amérique Latine (França), entre outros. 




Ilustra livros infantis, desenha histórias em quadrinhos e selos postais (50 realisados para a ECT), que ganharam duas vezes o maior prêmio da filatelia internacional na categoria turismo - Prêmio Asiago (Itália).

Sua obra é baseada na literatura popular nordestina e no imaginário brasileiro. Seus trabalhos já foram publicados em diversas revistas especializadas como: “Modern Publicity” (Londres), “Graphis Poster” (Suiça), “Modern Art Museum Magazine” (México), “Decorative Design Magazine” (Bulgária), "Crisis" (Argentina). 


Em 2004 recebeu o troféu de Grande Mestre dos Quadrinhos, que lhe foi entregue durante o Festival Internacional HQ MIX em São Paulo.

Confira alguns dos seus belíssimos trabalhos, que ele mesmo selecionou para a página do ilustrador:















Alguns links para conhecer mais sobre o seu trabalho:
http://www.saci-perere.com/jo.html

http://planetamongo.wordpress.com/category/comics-quadrinhos/desenhistas/jo-oliveira/

Escreva para o ilustrador: joolive@gmail.com

9 comentários:

  1. Meu caro Jô,
    Agradeço a valiosa colaboração que veio enriquecer nosso blog. Parabéns!
    Grande abraço,
    Regina Sormani
  2. Poxa, muito lindo. Muito belo o trabalho.
    Parabéns!
    Begê Ilustrador
  3. Lindo lindíssimo o trabalho!!
    Parabéns é pouco.
    Papescusss
    ilustradora
  4. Meu amigo e parceiro Jô Oliveira, que retrata como poucos os Brasil real em seu traço inconfundível.

    Sucesso sempre!
  5. Jô, você continua sensacional!!!! fiquei muito feliz pela oportunidade de ver ou rever alguns de seus trabalhos
    José Lamper .'.
  6. Alô Jô, fequei muito feliz em te "ver"de novo, depois de tantos anos. Graças ao Dominguinhos, da querida CFP/Brasilia/514 Norte, lembra-se?
    Mais feliz ainda fiquei em saber o quão você está profissionalmente, muitíssimo bem, graças a Deus.Mas você sempre fez, por isso e para isso. Pelo profissional que sempre foi e é até hoje não é de se espantar que tenha chegado aonde chegou.Tomo a liberdade e, ao mesmo tempo, quero ter o privilégio de lhe chamar de amigo e colega de trabalho. Lembra-se? Se não, tudo bem. Eu me lembro muito bem de você. Um grande coração e um amigo de bom papo.
    Se te ajudar a lembrar, sou da época do Tuninho,Frechianni, da Kyiomi, que me ajudava na Revisão, lembra-se?.
    Um abraço do Narciso Leite, revisor da GEGRAF!!
  7. Olá, Jô!
    Não sei se você lembra de mim mas, saiba que sou seu fã incondicional.
    Parabéns por tão belas obras e, eu ter o privilégio de conhecê-pessoalmente.
    Gilberto Quadros
    www.tocaes.com
    gquadrosvitoria@gmail.com
  8. Passei por aqui para lhe dá um abraço cordial e dizer que daqui da longicua Amazônia continuamos acompanhando seu interessante e rico trabalho.
    Abraços.
    Ely Macuxi
  9. Parabéns! Achei seu trabalho belíssimo!!

SP: Carta de Antonio Nunes apoiando Ana de Hollanda

Exma Sra. Ministra da Cultura,


Como professor universitário e autor de livros técnicos sempre pautei minha vida pela defesa dos DAs, que nos eram expropriados pelas copiadoras e por defensores desta pratica que afirmavam tal ser necessario em razao dos altos precos dos livros no Brasil. Pois bem, agora querem nos privar completamente deste direito de criação. Creio que tais pessoas nao têm ideia do esforco e das horas necessárias para a elaboracao de um livro técnico. Para cada um destes são cerca de 2 anos inteiros de trabalho ou mais.

Como autor de livros infantis, em prosa e verso, creio que somente a minha esposa e minha filhinha - de quem por diversas noites me afasto para produzir - são testemunhas de igual dedicação para que estes sejam concluídos adequadamente, com rimas e perfeição gramatical, bem como cumpram o papel instrutivo a que me propus por seu intermédio.

Minhas reverências e meu integral apoio às suas palavras. Conte comigo em sua caminhada.


Prof. Dr. ANBFilho

terça-feira, 8 de março de 2011

SP: Pé de meia literário (16)

Uma vida pela leitura

Nada como o sossego do carnaval para se falar dos agitos da leitura promovidos por quem tem essa satisfação dentro das veias. 
Pois é, em meio ao retiro forçado que me imponho nos dias do reinado de momo, fico a pensar em pessoas que dedicam parte grande de sua vida à causa da leitura da literatura. E uma delas é Rosa Cleide Marques, a querida Rosinha, conhecida de muitos de nós.
Eu conheço a Rosinha desde 1999, quando fui coordenador do processo de abertura de uma faculdade e lá estava ela nos ajudando na biblioteca. Desde então, embora a vida profissional tenha nos colocado em caminhos diferentes, nos encontramos em escolas e momentos especiais, uma ou duas vezes por ano.
Desde que eu a conheci, percebi nela o prazer de lidar com os livros, principalmente com os livros de literatura. Ela gosta de ver livros novos, de ler muitos deles, de conhecer autores, de promover encontros entre leitores e autores, de programar eventos ligados à arte da leitura. E, de quebra, durante estes tempos, com mérito e esforço próprios, cursou faculdade de biblioteconomia. Nem precisava, pois ela tem nas veias, o sangue bem temperado de quem nasceu para curtir uma vida de leitor e formador de leitores.
Por anda passa e trabalha, Rosinha vai deixando sua marca característica: o respeito pelo livro, pelo leitor e pelo autor. Um respeito que não se traduz de isolamento e afastamento, como nós costumamos ter pelas coisas que respeitamos em excesso, mas o respeito de quem sabe que a melhor maneira de se respeitar é dar sentido à existência. Dessa forma, o respeito que ela tem pelos livros, leitores e autores toma vida na forma de criar momentos de leitura, de apreciação do prazer de ler, no encontro, no diálogo. E dar aos livros o seu real sentido de vida: pelo diálogo com os leitores, a criação de outros tantos novos sentidos. Foi assim na Faculdade Morumbi Sul, no Global e é assim no Marupiara, onde está hoje, há uns três anos.
No Colégio Marupiara, Rosinha encontrou as condições ideais para explodir o seu trabalho: uma boa estrutura de prédio, bela instalação da biblioteca, apoio e incentivo da direção e coordenação do colégio, um grupo de educadores interessados e comprometidos com a causa da leitura e ... uma meninada que tem respondido muito bem aos eventos em torno da leitura. Que mais poderia querer essa esforçadíssima profissional da leitura para ver o seu trabalho frutificar?
Rosinha, do Marupiara, põe no ar, para quem quiser ver, ouvir e ler, essas lições sobre a prática efetiva de formação de leitores, de prazeres da leitura, de ampliação de acervo, de diálogo com a literatura. Como escreveu certa vez, Vandré das letras inesquecíveis: quem sabe faz a hora não espera acontecer.
Rosinha é gente que sabe – que aprendeu fazendo – e assim sabendo e fazendo vai constituindo hoje e sempre o nosso pé de meia literário.
Nova Granada, março de 2011

EDSON GABRIEL GARCIA
(Escritor e Educador)


2 comentários:

Mário Pérez17 de março de 2011 13:34
Caro Edson,

Como me alegra ler este merecido reconhecimento à Rosinha, uma amiga inseparável dos livros e de cada um de nós, que nos recebe sempre com seu sorriso de quem redescobre o mundo a cada amanhecer. Nosso muito obrigado por traduzir em palavras nosso sentimento de gratidão a esta maravilhosa amiga, que não se cansa de semear em nosso corações a paixão pela leitura.

Um forte abraço,

Mário Pérez
Núcleo de Educomunicação
Colégio Marupiara

Rosa Cleide Marques17 de março de 2011 18:01
Edson,
mestre querido!

Não tenho como expressar a minha gratidão e respeito. 
Suas palavras brotaram grandes emoções em mim, levando minha memória para nossos momentos de amizade e cumplicidade literária.
Tenho para mim que ter conhecido você foi um lindo presente de Deus. Um arendizado ifinito...
Somos dois amantes dos livros e das bibliotecas! Você escrevendo belas obras e eu zelado delas e disseminando para os leitores.
Como já dizia o bispo Berkeley: O gosto da maçã não estava nem na própria maçã - a maçã não pode ter gosto por si mesma - nem na boca de quem come. É preciso um contato entre elas. O mesmo acontece com um livro ou com uma coleção deles, uma biblioteca.
Estamos juntos na amizade e na leitura para sempre, meu amigo.
Imenso abraço!
Rosinha

segunda-feira, 7 de março de 2011

SP: Declaração da ministra Ana de Hollanda

Direito Autoral
Declaração da ministra Ana de Hollanda à revista Carta Capital

“Se o criador, seja de artes gráficas, música, literatura, teatro, dança, fotografia ou de qualquer outra área, perder o direito a receber pelo seu trabalho, vai viver do quê? Temos que entender isso como uma profissão, é quase uma questão trabalhista. O público da internet não paga pelos provedores, pelos softwares, pelas telefônicas usadas para baixar esses produtos? Por que não vai pagar ao autor do conteúdo, o elo mais fraco em meio a essas ferramentas todas?

Parece que há uma campanha para satanizar o autor, como inimigo nº 1 do cidadão. No momento em que se liberassem gratuitamente as obras, independentemente da autorização do autor, deixaria de haver interesse em se produzir ou editar obras no Brasil. Quem pudesse, as registraria no exterior, como única forma de poder controlar, minimamente, sua obra. E o Brasil perderia esse patrimônio cultural, riquíssimo, cobiçadíssimo, que é o da criação nas suas diversas formas”.

domingo, 6 de março de 2011

SP: Canto & Encanto da Poesia - Carnaval da criançada

Alô, pessoal querido!

CARNAVAL DA CRIANÇADA é uma das poesias do meu livro Rebenta Pipoca, publicado pela Pioneira e ilustrado pelo Marchi. Achei oportuno, já que estamos no Carnaval, postar estes versos novamente.
Um grande abraço,
Regina Sormani



Gente, que coisa gostosa...
Que alegria infernal!
Assistir a gurizada,
Brincando eletrizada,
Seu festivo carnaval.

Tem meninos e meninas,
Dando banhos de confete,
Enrolando serpentinas,
Piratas e bailarinas,
Tem mendigo, tem vedete.

Entra em cena um pierrô,
Pintado de fazer dó...
Uma odalisca bacana
Pula com uma baiana,
O índio vai num pé só.

Um cupido gracioso
Atingiu meu coração!
Enquanto isso, uma fada
Vem da floresta encantada,
Com varinha de condão!

Tem aquela bonequinha
A Emília muito prosa!
Vem a todos empurrando,
Pelo salão arrastando
O Visconde de Sabugosa.

Olhe! O cordão dos palhaços!
É sempre o mais colorido,
Pula, só pra fazer graça,
Botando fogo na praça
Num bailado divertido!

Este carnaval é festa!
Hoje, tudo é fantasia...
É hora da garotada
Cantar, brincar, assanhada
Deixar cair na folia.

Poesia do livro Rebenta Pipoca, ed. Pioneira
© Regina Sormani ( todos os direitos reservados).

quinta-feira, 3 de março de 2011

SP: Quintas (48 parte I)

SP: Quintas (48 parte II)

DEVASSIDÃO


Já vou me catar, lá onde a poesia estiver. Não, hoje não quero falar de poesia. Quero falar de Música, de canções. De artistas, e de uma que todos nós, o Brasil inteiro ama. Quem quer um segredo? Pois aqui tenho um. O artista não faz para si, faz para milhares de pessoas.
O Brasil é um país extraordinário, por isso tanto o amo. O Ex-Presidente Lula receberá 200 mil Reais por cada palestra que realizar. Viva! Mas, vamos falar da minha avô?
Minha avô Conceição disse-me certa vez lá em Ribeirão Pires, em 1958. Isso mesmo! Foi lá em 1958: "Quando você crescer, preste muita atenção nas coisas."
Hoje quero dar uma notícia que irá emocionar a todos. Apenas dar a notícia, que a notícia clama.
A cantora Sandy, por um contrato de US$ 1 MI, fará propaganda da Cerveja "Devassa". Ao se tornar garota - propaganda da marca, está ocupando o lugar que era da Paris Hilton.
No comercial, um locutor convida o público a conhecer o outro lado de uma moça comportada. "Todo mundo tem um lado Devassa", diz a propaganda.
A cantora receberá Um milhão de dólares pela propaganda.
Na devassidão do espírito da época nada como uma cerveja para refrescar e nos trazer momentos de alegria e felicidade.
É perfeitamente natural para um artista popular fazer propaganda de marca de bebida alcoólica. Quem refletir estará com inveja. Desejo sucesso para a propaganda, para a bebida e para a cantora. Que sempre nos brindou com a sua voz e o seu talento.
Na entrevista, a artista diz que "seus fãs já são adultos e têm consciência de seus atos."
É errado dizer que os hospitais estão cheios de mulheres espancadas por homens agressivos e violentos que se tornam bêbados, etc... Isso nada tem a ver. Cerveja é puro prazer, é momento de deleite, de devaneio, de poesia, de conversa feliz, e de carnaval.
Viva tudo o que acontece.
E ainda me lembrando daquela tarde naquela manhã de nódoas, de fiapo de riacho repousando naquele quintal, e das palavras da minha avô Conceição: "Quando crescer, seja apenas um jornalista. Não queira ultrapassar isso.", sinto-me honrado e feliz em dar essa notícia.
Aproveitando esse grande momento, desejamos a todas um feliz Dia Internacional da Mulher.

MARCIANO VASQUES


2 comentários:

Elaine Barnes3 de março de 2011 03:56
Sem dúvida será estranho ver a Sandy nessa propaganda. Será que ela vai convencer? rs...
Bacana sua história com sua avó. A importância desse feminino influenciando na formação do seu carater. Muito bom o texto . MOntão de bjs e abraços

MARCIANO VASQUES3 de março de 2011 10:18
Olá!
Obrigado pelas palavras. Seu comentário foi joia. De certa forma, algumas coisas são deveras chocantes.
O Feminino tem imensas contribuições ao caráter e à alma de uma homem. 
Abraços,
Marciano Vasques