segunda-feira, 29 de março de 2010

RS: Publicado em Ijuí

Açorianos em Ijuí

Artigo do professor Larry Wizniewsky (da Unijuí) publicado no Jornal O Repórter em 28/11/2009.

                O Prêmio Açorianos de Literatura Adulta e Infantil é o maior prêmio literário do Rio Grande do Sul e, também, o mais prestigiado e prestigioso. Com categorias literárias: conto, crônica, ensaios, especial, infantil, infanto-juvenil, narrativa longa e poesia e não-literárias: capa e projeto gráfico, o açorianos reconhece o talento e o desempenho dos escritores, artistas gráficos e intelectuais gaúchos ao longo de todo o ano. Além disso, o prêmio destaca também editora e/ou livraria; projeto de incentivo; promoção e divulgação da literatura; mídia digital; mídia impressa; rádio e TV. O livro do ano, por sua vez, recebe um prêmio de R$ 10 mil. É uma verdadeira  festa da literatura, aliada a uma grande confraternização cultural, que reafirma os laços de união e força de quem se dedica à causa das letras, num mix de caudilhismo e universalidade, que só o açorianos tem.
                Neste ano concorrem em Projeto Gráfico: De Carona com Nitro de Luiz Dill, Infantil: Doido Para Voar de Hermes Bernardi Jr. e Transpoemas de Ricardo Silvestrin, Infanto-juvenil: De Carona com Nitro e Todos Contra Dante de Luiz Dill e em Poesia Prosa do Mar, de Marlon Almeida. O sensacional disto tudo, não é apenas o talento dos autores indicados, que é imenso, mas também o fato de que todos estiveram aqui em Ijuí, falando exatamente destes livros, ou criando estes livros ou ainda discutindo estes livros, antes mesmo de sua publicação. O responsável pelo milagre é o projeto Encontros Literários do SESC, que nos últimos dois anos fez circular entre nós as maiores promessas e os nomes consagrados da literatura gaúcha. A circulação de Marlon, Dill, Hermes e Silvestrin, por Ijuí, gerou um monte de debates, oficinas e ionizou o nosso cenário literário de forma inédita e sem precedentes. Como incentivo à escrita, à leitura, à criação literária, nada supera,nunca, o contato com o escritor “em si”, assim de carne e osso e, principalmente, disposto a passar adiante sua centelha de sabedoria particular.
                Pela parte que me toca, já que fui mediador destes encontros, considero os Encontros Literários do SESC  como o mais consistente evento de circulação e convívio com a literatura atualmente em ação no Rio Grande do Sul. Por sua sistemática de organização e periodicidade, os encontros propiciam a diversidade temática e a expressão de talentos individuais, que o açorianos só faz confirmar a cada ano. Do lado dos escritores, não preciso nem dizer, este contato é fundamental para impulsionar o processo criativo, pois o autor testa o seu texto, diretamente, no contato com a platéia.
                A grande morubixaba por trás de todo este sucesso chama-se Magali Lipert, a visionária organizadora e mentora intelectual deste encontros. Bibliotecária antenadézima com a formação de leitores e coordenadora do setor de literatura do SESC – RS, Magali implantou “na raça” esta idéia e a fez funcionar por todo o Rio Grande do Sul. As cidades que receberam os Encontros Literários, tem muito a agradecer a esta saudável ousadia, que fez com que os mais variados tipos de discussão literária percorressem o estado. Em seu rastro de criatividade, ficaram também inúmeros novos talentos, despertados pelas oficinas ministradas durante o projeto. Só aqui em Ijuí são pelo menos uns dez novos, para não falar nos veteranos cujo talento foi aperfeiçoado em noites e tardes de batalhas com o reino das palavras. Foi esta saudável invasão açoriana, que agora se consagra nas indicações aos prêmios, que garantiu a oxigenação de nossa cena literária. Junto com a Magali estão de parabéns o Ronaldo, a Patrícia, a Ângela e o Cesário, os responsáveis ijuienses pela viabilização da saudável loucura criativa proposta pela Magali. Parabéns a todos, pois este prêmio já está ganho no nosso renovado mundo literário.

Postado por H 

terça-feira, 23 de março de 2010

SP: Canto & Encanto da Poesia - As aventuras do pintinho azul

A poesia que apresento este mês consta do meu livro interativo "As aventuras do Pintinho Azul" que é a continuação do "O ovo Azul da galinha Rosa". Azul é o filhinho da galinha Rosa e do galo Tenor e objeto do desejo da Perua, a vilã. Frustrada por nunca ter conseguido chocar um ovo, a Perua passa a história toda perseguindo Azul.

São quatro quadras, representativas das aventuras que aconteceram naquele galinheiro...

Quiquiriqui, quiquiriqui,cocorocó.
Rosa e Tenor estão de fazer dó!!
Adivinhem o que aconteceu:
O pintinho Azul desapareceu!

A Angola gritou, amedrontada:
— Imaginem se Azul levar uma pernada
Daquela estranha eremita,
A esquisita coelha Chiquita...

Para aumentar a confusão,
Alguém se lembrou do Corujão,
O misterioso mocho mateiro.
Um perigo verdadeiro!

A Perua se fez de desentendida,
Mas, estava feliz da vida.
Maravilhosa, sensacional!
Inteligente, linda e fatal!


Quem quiser desvendar o mistério do sumiço de Azul, pode ler "As aventuras do pintinho Azul" da Paulus Editora.
Um beijo,
Regina Sormani

quinta-feira, 18 de março de 2010

SP: Pé de meia literário (7)

POR QUE A LITERATURA MEXE COM A NOSSA CABEÇA?

O título deste texto poderia ser uma afirmação, não uma pergunta. Poderia ser uma exclamação ou uma afirmação reticente. Por que eu escolhi o caminho da pergunta?

Como escreveu, e sempre disse, o inesquecível mestre Paulo Freire, “nada como uma boa pergunta” para alavancar o conhecimento. Ou a emoção. Ou o pensamento.

Aí está, portanto, uma boa pergunta: por que a literatura mexe com a nossa cabeça. A qualidade de uma boa pergunta é sugerir (indicar, apontar, fustigar, pedir, dizer, sacar, orientar, provocar, etc) muitas respostas. Como esta(s).

A literatura mexe com nossa cabeça porque desabotoa vontades, expõe nossa frágil organização de defesa diante da humilhação de nos saber incompletos e tão cheios de desejos, guardados e escondidos aqui e ali nas dobras das rugas, no penteado bem comportado dos cabelos.

Mexe com nossa cabeça porque faz um mapeamento nada solene das dúvidas. E são quantas e tantas, perdidas em nosso ser esquematizado para não errar. E assim, mapeando coisas não sabidas, instiga os olhos adiante do que vemos.

A literatura, quem diria, sopra o pó dos sonhos. Assim limpos da poeira do tempo morno, os sonhos ousam fazer frente à realidade e pedir passagem, marcar presença, riscar novos traçados. O sonho enche a alma de querer viver.

A literatura, quem diria, desacomoda certezas, empurra o limite do saber para longe, muito longe, mas ainda tão perto que possamos alcançar e ultrapassar. E aprender de novo. Aprender o novo. De novo. Porque esse é o ritmo da vida.

A literatura mexe com nossa cabeça porque insiste em alterar os horizontes de nossa utopia pessoal, para além desse mísero gole de existência. Adiante, mais à frente, o passado e o futuro se encontram, um de olho no outro, o presente concretamente escorregadio entre os dedos.

Mexe com nossa cabeça porque nos permite desviar das pedras do meio do caminho ou atrita-las até que o conhecimento se faça fogo, assim dando lucidez à pluralidade dos saberes adormecidos em nós.
E mexe, por inteiro, porque nos acostuma a dar voz ao silêncio. Tira a carranca da boca fechada e intima todo passageiro das palavras a pensar alto, a por palavras no fígado, a morder idéias, a chupar o caldo saboroso do prazer de dizer. O silêncio rompido é o carinho dos ouvidos tristes.

O silêncio rompido é beleza palpável que enche de brilho nosso caminho.

A literatura mexe com as palavras enfraquecidas, com as idéias dormidas e caladas, com os costumes de aquietação, com as perguntas escondidas e as respostas adormecidas. E faz uma sinfonia plural de emoções. Depois de mexidas, o que se há de fazer senão abrir o palco para a cena montada?

Mexe com nossa cabeça porque alavanca novos entendimentos, porque cruza as fronteiras do conhecimento já estabelecido, porque inventa outras caras para os desejos e porque incita cada um de nós a ter uma pessoa feliz dentro de si.

Mexe porque é a prova mais viva e definitiva de que não estamos sozinhos no mundo, nem nunca estivemos, e a prova do acerto socrático milenar que sabemos pouco e há muito o que aprender.

Mexe porque a literatura nada cobra do leitor, a não ser a disponibilidade de ceder algum tempo da vida para a curtição do prazer da descoberta. E não cobrando, recebe de volta o envolvimento das amarras desligadas, dos vigilantes da moral adormecidos, da sensação gostosa de não ter que prestar contas.

E mexe, enfim, porque... porque nos convida, provoca, chama, seduz e permite entrar de cabeça na plenitude da vida, o mais delicioso de todos os mistérios.

É preciso mais?

Edson Gabriel Garcia

segunda-feira, 15 de março de 2010

RS: Seminário AEILIJ-RS

O seminário organizado pela AEILIJ-RS Por um espaço Especial para a Literatura na escola já tem datas, programação e convidados definidos para a 56a Feira do Livro de Porto Alegre. Serão oito palestrantes e quatro oficineiros, além de um convidado muito especial para a palestra de abertura. E a homenagem este ano será... Bem, por enquanto é surpresa. Este ano o debate será em torno do Politicamente (In)Correto em Literatura Infantil e  Juvenil.

Em breve, maiores detalhes.

domingo, 14 de março de 2010

SP: Um livro do qual gostei muito - Mãos de vento e olhos de dentro

Meus caros,
Estamos inaugurando uma nova página no Blog de Sampa.
Este mês, a escritora Eliana Martins comenta o belo livro da nossa associada Lô Galasso.
Grande abraço a todos,
Regina


Nome do Livro: MÃOS DE VENTO E OLHOS DE DENTRO.
Autora : LÔ GALASSO.
Editora:SCIPIONE – Coleção dó-ré-mi-fá / 2002.

RESUMO DA HISTÓRIA: Tico e sua família mudaram-se para o interior. Na nova cidade, ele encontra uma amiguinha: a Lia. A brincadeira predileta dos dois é ficar olhando para o céu e descobrindo que formas têm as nuvens. Tico diz que vê uma nuvem parecida com o gato da tia dele, outra com uma pomba e muitas outras coisas. Lia se mata de rir e concorda com tudo. Os dois passam horas olhando o céu e descobrindo formas. Um belo dia, Tico decide esculpir em argila as formas de nuvens que estão vendo no céu. Ele esculpe e Lia ajuda; passando as mãos nos contornos das esculturas, para elas ficarem bem lisinhas. Tudo ia bem ate que, certo dia, o pai de Lia foi transferido para outra cidade. Lia se foi com sua família. Tico ficou muito triste. Mas lembrou de quando haviam se mudado para aquela cidade; ele não gostava, sentia falta dos antigos amigos. Mas acabou gostando, encontrando Lia. Agora era hora de nova mudança em sua vida. Aos poucos, ele descobre que tudo na vida muda. Descobre também, através da mãe, que Lia era cega. Que todas aquelas coisas que ela via no céu, via com os olhos de dentro, os olhos da imaginação. 

Mãos de Vento e Olhos de Dentro, de nossa colega da AEI-LIJ Paulista Lô Galasso, é um livro que, apesar de eu ter lido há muito tempo, permaneceu na minha memória. E quando quero, posso recordá-lo com os olhos de dentro. 

PS: Ficaram curiosos por saber o que são as mãos de vento? Foi um apelido que Lia colocou no Tico; por causa das esculturas em argila que ele fazia.

Comentarista: Eliana Martins 
Saiba mais sobre a escritora acessando:

sexta-feira, 12 de março de 2010

RJ: Associados cariocas lançam livros pela Editora Zit


RJ: Pós-Graduação em Literatura Infantil e Juvenil na Universidade Católica de Petrópolis (UCP)

Pós-graduação em Literatura Infantil e Juvenil:
Veredas na Universidade Católica de Petrópolis (UCP).


Coordenação Geral: Cintia Cecilia Barreto
Coordenação Pedagógica: Cristiane Madanêlo de Oliveira

Disciplinas e Corpo Docente

  • O maravilhoso na literatura para crianças e jovens: Doutoranda Georgina Martins
  • A.L./ D.L. - Os primórdios de uma literatura infantil e juvenil brasileira: antes, durante e depois de Lobato: Doutoranda Antonella Catinari
  • Arte literária e Literatura Infantil e Juvenil: Ms. Leandro A. Rodrigues
  • Literatura, teatro, cinema e música: diálogos: Doutorando Raiff Magno
  • Quando fala a ilustração: Esp. Claudio de Oliveira
  • O humor na literatura infantil: Ms. Cintia Barreto
  • Perspectivas literárias contemporâneas: Drª Ana Crélia Dias
  • África e Brasil: diálogos literários: Ms. Cristiane Madanêlo
  • O "era uma vez" em sala de aula: Ms. Vera Leite
  • Seminário 1 e 2: Ms. Cristiane Madanêlo
  • Metodologia da pesquisa científica 1 e 2: Ms. Cintia Barreto

O curso terá início no dia 10/04/2010. Aulas somente aos sábados. 

Para mais informações:
http://webserver2.ucp.br/html/joomlaBR/index.php?option=com_content&task=view&id=758&itemid=1

Cintia Barreto 
Coordenadora Geral 
www.cintiabarreto.com.br
(21) 84431012

RJ: Lançamento do livro "Treze casos de viola e violeiros" de Fábio Sombra

O autor Fabio Sombra e a Editora Escrita Fina convidam a todos para o lançamento do livro Treze casos de viola e violeiros.

Será no dia 13 de março, às 17 horas.

Local: Livraria Museu da República (Museu da República)
Endereço: Rua do Catete, 153 - Catete

O Museu da República dispões de estacionamento e fica em frente à estação de metrô do Catete.

segunda-feira, 8 de março de 2010

SP: Página do Ilustrador - Carlos Avalone

  1. PÁGINA DO ILUSTRADOR - 1 - MARÇO DE 2010

    CARLOS AVALONE

    Todos os meses um ilustrador da AEILIJ Paulista será convidado para enriquecer este blog e encher nossos olhos com o encanto de seu trabalho.
    Nesta primeira edição convidamos Carlos Avalone, veterano do quadrinho nacional e hoje ilustrador de literatura infantil e juvenil.
    Você pode acompanhar sua biografia e muitas incríveis curiosidades sobre o mestre nestes links:
    Contatos:
    avalone.art@hotmail.com
    13 3231-4347

    E agora, com a palavra, formas e cores, Carlos Avalone...

    Eu fiz essa ilustração para um livro de inglês para crianças de 7 a 8 anos. A editora é a FTD.
    É uma ilustração de rotina, não há nada de especial, curioso ou engraçado para falar dela.
    Então, para não ficar sem assunto eu vou mostrar aqui como ela foi feita.
    Eu faço ilustrações digitais usando três programas. O Adobe Photoshop eu uso para fazer
    ilustrações de livros didáticos. O Adobe Illustrator para ilustrações vetoriais que poderão ser
    usadas em vídeos ou websites em Flash. E o Corel Painter eu uso para fazer artes de livros
    infantis, pois é um programa que simula com perfeição as técnicas tradicionais de desenho e
    pintura, como guache, óleo, lápis de cor, etc.
    Então, essa é uma ilustração digital, é para livro didático e foi feita usando o Adobe
    Photoshop. Vamos ver como foi, em 6 passos.






















    PASSO 1
    Uma das diferenças entre uma ilustração
    tradicional e uma digital é que na tradicional
    o ilustrador trabalha sempre em uma única
    superfície, a folha de papel. Já na digital ele
    pode usar camadas, como se cada uma fosse
    uma folha de papel, e distribuir nas camadas
    as etapas da produção da arte. Se errar numa
    etapa é só deletar aquela camada e fazer de
    novo, preservando as etapas anteriores.
    No Photoshop eu abri a primeira camada e fiz
    a base do esboço. Nessa etapa eu não me
    preocupei com detalhes, apenas com as
    formas e a composição da cena.






















    PASSO 2
    Eu abri uma nova camada e fiz nela o esboço
    mais detalhado. Observe que eu usei cores
    diferentes no esboço para torná‐lo mais
    legível. Um esboço feito só com uma cor
    pode ficar confuso quando tem muitos
    elementos.






















    PASSO 3
    Na terceira camada eu fiz o traço principal
    em preto juntamente com os traços
    coloridos. É esse esboço que vai para revisão
    e aprovação do editor ou do diretor de arte.






















    PASSO 4
    Depois que o esboço volta da revisão eu faço
    as correções ou alterações pedidas. A fase de
    esboço está terminada, agora começa a fase
    de finalização da arte. Eu abri a quarta
    camada e fiz nela o traço em preto definitivo,
    que vai receber as cores.






















    PASSO 5
    Na mesma camada do traço eu fiz as cores
    chapadas. Veja que eu rebaixei as cores da
    janela para ela ser empurrada para segundo
    plano na cena. Nesse passo eu acrescentei
    também algumas estampas ou texturas nas
    roupas, salientei as bochechas dos
    personagens com uma cor mais quente e
    coloquei batom na boca da mulher.






















    PASSO 6
    Aqui eu abri uma nova camada, acrescentei
    as sombras e coloquei umas luzes onde achei
    conveniente. Pronto, a arte está feita.
    Muitos ilustradores usam passos diferentes
    para chegar a esse mesmo resultado. Espero
    que tenham gostado da demonstração.
    Quem quer ver mais ilustrações nesse estilo
    que eu uso para didáticos, ou no estilo
    pintura digital que eu uso em livro infantil,
    pode visitar meu website em.www.avalone.art.br























    Até o próximo mês com um novo mestre...

    Um comentário:

    1. Parabéns! Uma aula para qualquer desenhista!! E lindo trabalho!
    !