quinta-feira, 26 de maio de 2011

RJ: Rosa Amanda Strausz e Rui de Oliveira convidam


Lançamento do livro O Herói Imóvel, de Rosa Amanda Strausz e Rui de Oliveira, editado pela Rovelle.

Será no dia 25 de maio de 2011, às 19 horas, na Blooks Livraria - Arteplex Unibanco de Cinema.
Endereço: Praia de Botafogo, 316.

SP: Almanaque Primavera em Sampa na blogosfera

Gente querida!

Está no ar uma nova revista virtual, o Almanaque Primavera em Sampa que teve início com um projeto chamado Contos Coletivos Primavera em Sampa. Comecei a desenvolver essa ideia em 2009, reunindo trechos escritos pelos associados da regional paulista da AEILIJ, ou seja, um autor começa a escrever e outro continua, até a história terminar. Além dos contos coletivos, há quadrinhos, seção de Arte, seção Retrô, artigos e variedades.

Acessem: http://almanaqueprimaveraemsampa.blogspot.com

Boa diversão!
Um beijo,
Regina Sormani

quarta-feira, 25 de maio de 2011

RS: Apresentando a chapa candidata à diretoria da AEILIJ Nacional

Diretoria:

Presidente - Hermes Bernardi Jr.
Vice-presidente - Sandra Pina
Diretor Executivo - Dilan Camargo
Secretária Geral - Thaís Linhares
Tesoureira - Laura Castilhos
Coordenação de Estética e Cultura - Alex Gomes e Marilia Pirillo
Coordenação Jurídica - Gabriel Lacerda

Conselho Consultivo:

Ana Maria Machado
Anna Claudia Ramos
Bartolomeu Campos Queirós
Daniel Munduruku
Edson Gabriel Garcia
Luiz Antônio Aguiar
Maurício Veneza
Rogério Andrade Barbosa
Rosa Amanda Strausz
Rui de Oliveira
Vera Teixeira Aguiar

Coordenações regionais:

MG - Begê
PE - Antonio Nunes
PR - Marilza Conceição
RJ - Anielizabeth e Sandra Ronca
RS - Christian David e Jacira Fagundes
SP - Rosana Rios e Nireuda Logobardi

http://www.aeilij.org.br 

Abaixo, carta de apresentação da chapa Capacitação e Intercâmbio, candidata ao pleito de junho de 2011 para a gestão 2011 - 2013.

Postado por H 

RS: AEILIJ - Eleições 2011 - Chapa Capacitação e Intercâmbio

Caros aeilijianos,

Desde nossa integração ao grupo, primeiramente como associado e em seguida na coordenação regional RS, são oito anos de dedicação e empenho em consolidar a AEILIJ em nosso Estado. Muitos associados talvez não nos conheçam e, por isto, recuperamos alguns momentos importantes dessa nossa colaboração às diretorias anteriores. Ao chegarmos à coordenação, na gestão de Luiz Antonio, contávamos com três associados no Rio Grande do Sul. Fizemos um esforço integrado, sempre orientados por nossos presidentes e suas respectivas diretorias, no sentido de chamar outros autores de palavras e imagens para os debates, ouvir suas necessidades no que referia ao ofício e criar oportunidades de visibilidade à LIJ. Hoje somos vinte e três integrados aos mais de duzentos associados Brasil afora.

Integramos a AEILIJ regional à algumas das principais feiras de livros do Estado e conquistamos juntos um importante espaço de debates. O Seminário AEILIJ - "Por um espaço especial para a literatura na escola", em sua terceira edição, em 2011, durante a Feira do Livro de Porto Alegre, a maior feira a céu aberto da América Latina que tem em seu caráter a democratização e acesso à leitura. Além disso, sempre estivemos atentos às demandas de nossos associados da regional e criamos um canal de interlocução respeitosa com nossas diretorias a fim de defendermos tais demandas. 

Durante oito anos observamos, aprendemos, aprimoramos, refletimos juntos, como bem disse Anna Claudia. Atentamos para os passos alinhados de cada uma das diretorias e desenhamos um desejo. Um projeto que viesse a dar prosseguimento ao que já vem se anunciando desde o princípio até a chegada aos doze anos da instituição. Nesses oito anos vimos que a AEILIJ é resultado de um esforço mútuo e de muito trabalho. Consideramos, eu e Sandra Pina, muitos nomes para integrarem a nossa chapa. Consideramos profissionais que já tem seus pontos de vista e projetos que gostariam de dar prosseguimento numa perspectiva ainda mais ampla. Consideramos profissionais que, por suas ações individuais ou coletivas, só têm a estofar nosso projeto de Capacitação e Intercâmbio entre regionais. Temos a tecnologia a nosso favor. Pretendemos fazer bom uso dela, sem deixar de questionar o modo como nossa criação venha disponibilizar-se através dela ao leitor. 

Em oito anos acompanhamos atentos ao movimento cuidadoso de nossos presidentes, e iniciamos o desenho de um projeto que necessita da colaboração de todos. Nosso projeto intenciona dar mais corpo à voz de uma sigla nascida do desejo de um pequeno grupo, liderado por Rogério Andrade Barbosa, nosso primeiro presidente. E que cabe a nós, agora, a continuidade desse sonho.

Muitos dos nossos parceiros de diretoria, do Sul do Brasil, também são parte de um desejo de descentralização que a AEILIJ vem sinalizando, em atitude respeitosa aos esforços de todos nós. Nomes, talvez, desconhecidos da lista de discussões, embora tenham sido importantes no processo de consolidação da regional no que tange às parcerias e ações em prol da leitura e da qualificação de leitores. 

Propomos, para nossa gestão, que algumas regionais tenham dois coordenadores, visando o processo colaborativo. Quanto mais braços estiverem estendidos em apoio, mais tranquilo fica ignorar o cansaço durante o percurso. E entendemos que os coordenadores também precisam de auxílio, num processo horizontal de discussões das necessidades peculiares das regionais. Não somos uma massa uniforme, não somos rebanho, somos sujeitos de nossa própria história, embora precisemos de alinhamento sutil que o seja para irmos em alguma direção clara, assegurando todas as conquistas anteriores e outras que surgirão ou serão criadas por nós. 

Uma gestão tem apenas dois anos para tentar realizar, por vezes, voos ambiciosos. Sandra Pina e eu temos as melhores intenções. E, creio, aprendemos com os presidentes e vice-presidentes anteriores, a serenidade antes do impulso; a associação antes do eu; o debate político antes da euforia da festa. Embora distantes geograficamente, Sandra e eu nos conhecemos de longa data. Temos perfis que se somam. Temos voz ativa, mas conservamos ouvidos atentos. Temos vontade e pé no chão. 

O que nós desejamos para a AEILIJ é o melhor que possamos dar de nós. Mas esse melhor só pode vir à tona quando encontra eco. 

Contamos com vocês para fazer coro, seja avalizando, seja discordando, na perspectiva de encontrar soluções em vez de problemas. Na perspectiva de agregar, em vez de dividir. 

Agradecemos o apoio já manifesto em nossa lista de discussões e a credibilidade que depositam a todos nós da chapa inscrita.

    Hermes Bernardi Jr. e Sandra Pina
    candidatos



Postado por H 

RS: Notícias D'além mar, poish, poish.*


Estive ontem conversando com dois grupos de alunos na Escola Gil Vicente, no bairro da Graça, em Lisboa. Alunos das 5as e 6as séries (que eles chamam de 2º ciclo), que escolheram trabalhar com o meu livro “O casamento da princesa” (da editora Prumo) e alunos do ensino Médio (que eles chamam aqui de Secundária), que escolheram trabalhar com o meu conto “Ururau”, do livro “Ururau, praga e pica-pau (da editora Scipione). Escola pública, com arquitetura absolutamente bem cuidada e espaço físico de encher os olhos. O colóquio (como eles chamam esses encontros com autores) durou 1 hora e meia com cada grupo e foi num anfiteatro da escola, adequado para o momento, com alunos preparados, participativos e interessados. Ah, os professores todos juntos: não era hora de recreio ou intervalo inventado ou oportunidade para deixar os alunos “aos cuidados dos outros”, como muitas vezes acontece por aí! O encontro tinha ainda a chancela do CLEPUL, Centro de Literatura de Expressão Portuguesa da Universidade de Lisboa, do qual, participa a professora Maria Raquel Alvares, que promoveu a minha ida à Escola. Foi, sem dúvida, uma troca intensa, verdadeira, sem obrigatoriedade de cumprir atividades para projeto algum! Dá um gosto danado. É um verdadeiro presente para o escritor!

*Celso, Sisto, escritor, direto de Lisboa via FB.

Postado por H

domingo, 22 de maio de 2011

RS: Hermes Bernardi Jr. de site novo!

H de Hermes
H de Histórias

As páginas estão sendo escritas, mas já é possível folhear algumas delas e ver por onde se inscreve meu imaginário.

Na etiqueta Agah news você ficará sabendo de novidades quentinhas quando elas recém estiverem saindo do prelo.

Em fazendo um agah há músicas que gosto de ouvir enquanto escrevo ou desenho, e entrevistas que concedi por conta de alguns de meus lançamentos. Nesta etiqueta, também é possível visualizar ilustrações em processo.

Atenção, o livro H é mágico. O conteúdo de suas páginas se modifica de tempos em tempos, então não deixe de folheá-lo com certa frequência, ok!
Visite O livro H e saiba das novidades!

Fica meu desejo de um H de histórias incríveis pra você!

Postado por H 

sexta-feira, 20 de maio de 2011

SP: Canto & Encanto da Poesia - Romance XXIV ou da Bandeira da Inconfidência

Por TELMA GUIMARÃES www.telma.com.br 

Há alguns anos, recebi um convite para escrever sobre a Inconfidência Mineira. Tudo o que sabia da Inconfidência aprendi nos livros didáticos, numa época em que a ditadura conduzia o que era publicado. Assim, minha visão sobre os Inconfidentes precisava ser revisitada. Por alguns meses, li tudo o que pude sobre os Inconfidentes... E, encantada, redescobri, a poesia de Cecília Meireles, agora vista sob um olhar de liberdade. Visitei as cidades históricas e ao descer suas ladeiras, parecia ouvir o que a poeta sussurrava acontecer... “Atrás de portas fechadas, à luz de velas acesas”....

O livro não foi publicado, mas tanto aprendi, curti, suspirei, sofri com a Inconfidência passada, desperta pelo poema intenso, que fica para sempre gravada essa bandeira de Cecília no peito.


Romance XXIV ou da Bandeira da Inconfidência
Cecília Meireles


Através de grossas portas,

sentem-se luzes acesas,

— e há indagações minuciosas

dentro das casas fronteiras:

olhos colados aos vidros,

mulheres e homens à espreita,

caras disformes de insônia,

vigiando as ações alheias.

Pelas gretas das janelas,

pelas frestas das esteiras,

agudas setas atiram

a inveja e a maledicência.

Palavras conjeturadas

oscilam no ar de surpresas,

como peludas aranhas

na gosma das teias densas,

rápidas e envenenadas,

engenhosas, sorrateiras.


Atrás de portas fechadas,

à luz de velas acesas,

brilham fardas e casacas,

junto com batinas pretas.

E há finas mãos pensativas,

entre galões, sedas, rendas,

e há grossas mãos vigorosas,

de unhas fortes, duras veias,

e há mãos de púlpito e altares,

de Evangelhos, cruzes, bênçãos.

Uns são reinóis, uns, mazombos;

e pensam de mil maneiras;

mas citam Vergílio e Horácio,

e refletem, e argumentam,

falam de minas e impostos,

de lavras e de fazendas,

de ministros e rainhas

e das colônias inglesas.


Atrás de portas fechadas,

à luz de velas acesas,

uns sugerem, uns recusam,

uns ouvem, uns aconselham.

Se a derrama for lançada,

há levante, com certeza.

Corre-se por essas ruas?

Corta-se alguma cabeça?

Do cimo de alguma escada,

profere-se alguma arenga?

Que bandeira se desdobra?

Com que figura ou legenda?

Coisas da Maçonaria,

do Paganismo ou da Igreja?

A Santíssima Trindade?

Um gênio a quebrar algemas?

Atrás de portas fechadas,

à luz de velas acesas,

entre sigilo e espionagem,

acontece a Inconfidência.

E diz o Vigário ao Poeta:

"Escreva-me aquela letra

do versinho de Vergílio..."

E dá-lhe o papel e a pena.

E diz o Poeta ao Vigário,

com dramática prudência:

"Tenha meus dedos cortados

antes que tal verso escrevam..."

LIBERDADE, AINDA QUE TARDE,

ouve-se em redor da mesa.

E a bandeira já está viva,

e sobe, na noite imensa.

E os seus tristes inventores

já são réus — pois se atreveram

a falar em Liberdade

(que ninguém sabe o que seja).


Através de grossas portas,

sentem-se luzes acesas,

— e há indagações minuciosas

dentro das casas fronteiras.

"Que estão fazendo, tão tarde?

Que escrevem, conversam, pensam?

Mostram livros proibidos?

Lêem notícias nas Gazetas?

Terão recebido cartas

de potências estrangeiras?"

(Antiguidades de Nimes

em Vila Rica suspensas!

Cavalo de La Fayette

saltando vastas fronteiras!

Ó vitórias, festas, flores

das lutas da Independência!

Liberdade - essa palavra,

que o sonho humano alimenta:

que não há ninguém que explique,

e ninguém que não entenda!)

E a vizinhança não dorme:

murmura, imagina, inventa.

Não fica bandeira escrita,

mas fica escrita a sentença.


"Romanceiro da Inconfidência", Editora Letras e Artes - Rio de Janeiro, 1965, pág. 70.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

SP: Página do Ilustrador - Marcelo Pimentel

MARCELO PIMENTEL

Foto de Pilar Castro 


Olá! Sou ilustrador e designer gráfico carioca formado pela Escola de Belas-Artes da UFRJ, tendo iniciado minha atuação no meio editorial em 1992 (é... já tem um tempinho). Sou associado da AEILIJ desde 1999 e fico muito grato pela oportunidade de apresentar aqui um pouco do que já produzi.
Durante minha formação acadêmica, tive o privilégio de assistir por um período as aulas do mestre Rui de Oliveira, que, como não poderia deixar de ser, foi uma grande influência no meu caminho rumo à ilustração.

Penso que são características do meu trabalho a variação constante de técnica e linguagem, além de uma certa predileção por textos que explorem a fantasia, o imaginário – contos folclóricos ou fábulas.
Há bastante tempo venho buscando também uma “brasilidade” maior em meus projetos, bebendo da nossa arte popular.

Ilustração para o livro RECEITA PARA PEGAR SACI (1ª edição), de Anna Claudia Ramos e Gabriel Campêlo. Ed. Ao Livro Técnico, RJ, 2001. Técnica: Acrílica e colagem.

Já expus na BIB – Bienal de Ilustração de Bratislava –, na Eslováquia, em suas edições de 1999, 2001 e 2003, assim como no Japão (BIB in Japan 2004).

Em 2001, o livro Mistérios da Pindorama – meu primeiro projeto com a autora Marion Villas Boas – recebeu o selo Altamente Recomendável da FNLIJ e foi selecionado para o Catálogo The White Ravens, da Biblioteca de Munique. 




Ilustrações para o livro MISTÉRIOS DA PINDORAMA, de Marion Villas Boas. Eds. Biruta e CultMix, RJ, 2000. Técnica: Nanquim e caneta preta.

Além de projetos editoriais, produzi ainda, em parceria com o amigo designer Henrique Cezar, identidades visuais para diversos eventos musicais no Centro Cultural Banco do Brasil - RJ.
Entre 2005 e 2009, dei uma “parada” na produção de livros (hoje o design e a ilustração não são mais a minha atividade principal). Mas, em 2010, a coleção O Mais Atual do Teatro Clássico – para a qual ilustrei o título Prometeu e Alceste – também recebeu o Altamente Recomendável da FNLIJ. Aos poucos, mesmo com uma produção pequena, dá pra se construir uma trajetória. Em 2011 vem mais coisa por aí.

TÉCNICAS DE TRABALHO

Tenho o costume de esboçar os desenhos (e os títulos) dos livros em tamanho bem menor do que sua dimensão final, ampliando-os depois para aproveitar a expressão daqueles “rabiscos”. Dificilmente concebo uma ilustração já na escala 1 X 1.
Após escanear o esboço, aparo algumas arestas no computador (photoshop) e interfiro com pincel na própria impressão do desenho já retocado digitalmente. Isso porque durante muito tempo meu traço tendeu a ser “certinho” demais (acho que a gente projeta no desenho boa parte da nossa postura pessoal). Como eu queria quebrar essa barreira, obter mais expressão, achei esse modo de preservar a espontaneidade que eu buscava, a partir de ampliações dos pequenos esboços. Se dá resultado, são vocês que vão dizer.

Quando ilustro, gosto de adequar meu traço ao tema do texto, buscando uma linguagem gráfica compatível com a atmosfera e o espaço/tempo em que se passa a narrativa. O mesmo vale para a tipografia do título, que em geral prefiro tratar à mão, evitando as fontes padrão dos computadores.




Imagino que seja gratificante quando o artista atinge um estágio no qual seu trabalho pode ser identificado – independentemente do estilo escolhido –, quando consegue imprimir uma marca pessoal em tudo que faz, mesmo utilizando linguagens muito diferentes entre si. Um dia eu chego lá (rss).

Ilustração para o livro QUIBUNGO, Coleção ESTÓRIAS DE ARREPIAR, de Marion Villas Boas. Eds. Rovelle e CultMix, RJ, 2011. Técnica: Nanquim e guache branco.

Bom, gente, concluindo, eu gostaria de já ter um site pronto, pra quem quisesse conhecer mais de mim ou do meu trabalho. Mas minha página ainda se encontra em projeto. Por enquanto, vocês podem dar uma olhadinha no que anexei ao site da AEILIJ, inclusive uma lista das obras já publicadas.
E, perdoem, mas ainda escrevo pela “antiga” ortografia (rss).
Grande abraço.



Para conhecer mais sobre o trabalho do ilustrador Marcelo Pimentel clique aqui






Um comentário:

  1. Oi Marcelo!
    Parabéns por seu trabalho. Gosto muito do seu traço vigoroso e expressivo. Continue nos presenteando com sua arte.
    Um grande abraço.
    Vera