segunda-feira, 8 de março de 2010

SP: Página do Ilustrador - Carlos Avalone

  1. PÁGINA DO ILUSTRADOR - 1 - MARÇO DE 2010

    CARLOS AVALONE

    Todos os meses um ilustrador da AEILIJ Paulista será convidado para enriquecer este blog e encher nossos olhos com o encanto de seu trabalho.
    Nesta primeira edição convidamos Carlos Avalone, veterano do quadrinho nacional e hoje ilustrador de literatura infantil e juvenil.
    Você pode acompanhar sua biografia e muitas incríveis curiosidades sobre o mestre nestes links:
    Contatos:
    avalone.art@hotmail.com
    13 3231-4347

    E agora, com a palavra, formas e cores, Carlos Avalone...

    Eu fiz essa ilustração para um livro de inglês para crianças de 7 a 8 anos. A editora é a FTD.
    É uma ilustração de rotina, não há nada de especial, curioso ou engraçado para falar dela.
    Então, para não ficar sem assunto eu vou mostrar aqui como ela foi feita.
    Eu faço ilustrações digitais usando três programas. O Adobe Photoshop eu uso para fazer
    ilustrações de livros didáticos. O Adobe Illustrator para ilustrações vetoriais que poderão ser
    usadas em vídeos ou websites em Flash. E o Corel Painter eu uso para fazer artes de livros
    infantis, pois é um programa que simula com perfeição as técnicas tradicionais de desenho e
    pintura, como guache, óleo, lápis de cor, etc.
    Então, essa é uma ilustração digital, é para livro didático e foi feita usando o Adobe
    Photoshop. Vamos ver como foi, em 6 passos.






















    PASSO 1
    Uma das diferenças entre uma ilustração
    tradicional e uma digital é que na tradicional
    o ilustrador trabalha sempre em uma única
    superfície, a folha de papel. Já na digital ele
    pode usar camadas, como se cada uma fosse
    uma folha de papel, e distribuir nas camadas
    as etapas da produção da arte. Se errar numa
    etapa é só deletar aquela camada e fazer de
    novo, preservando as etapas anteriores.
    No Photoshop eu abri a primeira camada e fiz
    a base do esboço. Nessa etapa eu não me
    preocupei com detalhes, apenas com as
    formas e a composição da cena.






















    PASSO 2
    Eu abri uma nova camada e fiz nela o esboço
    mais detalhado. Observe que eu usei cores
    diferentes no esboço para torná‐lo mais
    legível. Um esboço feito só com uma cor
    pode ficar confuso quando tem muitos
    elementos.






















    PASSO 3
    Na terceira camada eu fiz o traço principal
    em preto juntamente com os traços
    coloridos. É esse esboço que vai para revisão
    e aprovação do editor ou do diretor de arte.






















    PASSO 4
    Depois que o esboço volta da revisão eu faço
    as correções ou alterações pedidas. A fase de
    esboço está terminada, agora começa a fase
    de finalização da arte. Eu abri a quarta
    camada e fiz nela o traço em preto definitivo,
    que vai receber as cores.






















    PASSO 5
    Na mesma camada do traço eu fiz as cores
    chapadas. Veja que eu rebaixei as cores da
    janela para ela ser empurrada para segundo
    plano na cena. Nesse passo eu acrescentei
    também algumas estampas ou texturas nas
    roupas, salientei as bochechas dos
    personagens com uma cor mais quente e
    coloquei batom na boca da mulher.






















    PASSO 6
    Aqui eu abri uma nova camada, acrescentei
    as sombras e coloquei umas luzes onde achei
    conveniente. Pronto, a arte está feita.
    Muitos ilustradores usam passos diferentes
    para chegar a esse mesmo resultado. Espero
    que tenham gostado da demonstração.
    Quem quer ver mais ilustrações nesse estilo
    que eu uso para didáticos, ou no estilo
    pintura digital que eu uso em livro infantil,
    pode visitar meu website em.www.avalone.art.br























    Até o próximo mês com um novo mestre...

    Um comentário:

    1. Parabéns! Uma aula para qualquer desenhista!! E lindo trabalho!
    !

quinta-feira, 4 de março de 2010

SP: Mural - Março de 2010



NÚMERO 7 - MARÇO DE 2010

O Mural é uma agenda cultural mensal,
editada conforme os eventos surgem.
Amigo associado de qualquer cidade do Estado de São Paulo, contribua...
aguardamos notícias dos eventos do interior.

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DOMINGO PEDE PALAVRA

O escritor Marciano Vasques, da AEILIJ SP abriu uma página intitulada:
DOMINGO PEDE PALAVRA
no blog da corrdenadora regional Regina Sormani.
A matéria foi postada neste domingo, dia 28 de março de 2010.
Acessem:

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LIVRO DE MANUEL FILHO
EM DESTAQUE
NO CORREIO BRASILIENSE

Correio Brasiliense dedica a capa do suplemento infantil
e uma matéria de página dupla
ao livro "O DONO DA BOLA".





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LANÇAMENTO DE ELIANA MARTINS

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LANÇAMENTO DE TANIA MARTINELLI
Queridos amigos,
Com muita alegria, convido vocês a conhecerem meu novo livro juvenil Tudo o que mais queria, da editora do Brasil.
Narrado em 3ª pessoa a partir de duas perspectivas que vão se alternando, o livro conta a história de Luana, nascida em família bem estruturada financeiramente, que possui uma casa na praia, próxima ao mar, grande paixão da garota. Apesar do conforto que os pais lhe oferecem, Luana sente-se muito sozinha. Do outro lado, está Carlos Henrique, que também sente uma grande paixão pelo mar, apesar de só conhecê-lo pela tevê. Ao longo do livro, acompanhamos o amadurecimento dos dois, seus problemas, suas alegrias, seus sonhos e sua solidão.

Abraços,

Tânia

visite minha página:
http://taniamartinelli.blogspot.com


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TROCA DE LIVROS E GIBIS
EM DIVERSOS LOCAIS

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OFICINA DE MASSINHA COM NIREUDA LONGOBARDI




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ASSOCIADOS AEILIJ NA FEIRA DO LIVRO INFANTIL DE BOLOGNA


Parabéns a todos!!!


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ESCRITORA ELIANA MARTINS
EM SÃO BERNARDO DO CAMPO

No dia 23 de março, às 19:30, na Biblioteca Monteiro Lobato, de Sâo Bernardo do Campo.
LITERATURAS: Feminino Plural.
A Escritora falará sobre literatura feminina infantil e juvenil.
Rua Jurubatuba, 1415 - centro de são bernardo, próximo à Praça Lauro Gomes.

quarta-feira, 3 de março de 2010

SP: Caipiroesia

CAIPIROESIA

(Espécie de repente amoroso do folclore paulista, criado por Regina Sormani e assimilado por Eliana Martins).

Saudade pra mais de metro.

Já que ocê não vem e eu num vô...
Ficamo assim mermo, só de prosô
Uma lá e ôtra cá, cum amizade,
Pois nóis é amiga di verdade!
Gostô?

Gostei e respondo di vorta.
Num acho que nóis é amiga,
Mais irmã, meio torta.
Que num tem chove num móia,
nem medo de lambisgóia.
E nem memo tempo quente;
Se dá com toda gente.
Êta nóis! É bom pará,
senão começo a chorá!
Ou de cá ou de lá,
vamo se visitá?

Êta muié sem rodeio,
Que fala tudo qui pensa!
Se nóis continuá no proseio,
Num há di tê disavença.
Nossa amizade é jurada
E num se acaba por nada!
Chora não, cê é valente,
Bunitinha, inteligente...
Mais, as água vão rolá
E nóis vorta a se encontrá!

Deus te alumie minha amiga,
E a Mãe do Céu bendiga!
Cê é um doce de muié.
Inté!


2 comentários:

Nireuda Longobardi3 de março de 2010 07:02
Eita, que belezura!
Parabéns para as caipirinhas.
Beijos,
Nireuda.

Danilo Macedo Marques3 de março de 2010 09:27
As duas muié iscrivinhadêra
Tão longi, tão pertu, coisa dôrto múndu...
Êta modernidade, trem qui pula! Maravía!!!
Faiz bem in sidecrará de amor ansim, divéra!
Demonstra qui no coração lá nos profúndu
A lonjura só renova essa amizade todavia!

segunda-feira, 1 de março de 2010

SP: Vice-Versa de Março de 2010

Participam do Vice-Versa de Março as escritoras Benita Prieto e Lúcia Fidalgo, da regional RJ. Obrigada e um grande beijo,
Regina


Lúcia Fidalgo

Benita Prieto


Perguntas de Benita Prieto para Lúcia Fidalgo

1- Bibliotecária, contadora de histórias e escritora... Como se deu esse percurso? Esses eram seus sonhos quando entrou na universidade?

Na verdade eu acho que eu sempre quis ser tudo isso e muito mais...Desde pequena eu dizia que queria ser professora. Como era a caçula, só dava para dar aulas para as bonecas. Depois é que nasceu meu irmão, mas, eu não dava aulas para ele.Tinha um desejo imenso de aprender a ler. Minha mãe diz que com 4 anos eu já lia alguma coisa. Acho que fui movida pelo desejo.Quando escolhi fazer biblioteconomia....(hoje eu acho que a biblioteconomia é que me escolheu)escolhi porque a biblioteca da minha escola não era a biblioteca dos meus sonhos e eu queria de verdade que ela fosse diferente....e quero até hoje. Ser contadora de histórias e escritora ( apesar de sempre fazer parte da minha vida essas narrativas) realmente eu não pensava em ser. Mas acho que essa linha de pesquisa já estava traçada na Universidade para mim. Meu olhar cigano me diz sempre que nascemos com uma das mãos construída e outra que vamos construir, e elas trabalham juntas. E juntando tudo isso, eu hoje sou o que sempre morou no meu desejo e no meu sonho. Ser professora. Uma professora bibliotecária, escritora e contadora de histórias.

2- Você tem uma história pessoal muito bonita de promoção de leitura em sua casa, pois sua mãe Dona Neuza é uma exímia narradora. Conte como aconteciam esses saraus com seus irmãos.

Realmente, minha mãe foi responsável por muitas coisas nessa minha escolha. Ela contava e cantava muito pra gente. Cantava músicas que ninguém na minha escola conhecia.Me embalava com as músicas de Lupicínio Rodrigues e Dolores Duran. Que música é essa?...Perguntavam meus amigos quando eu ameaçava cantarolar. Lá em casa todo mundo sempre cantou. Até meu pai, que não tinha lá a voz igual à dela, quando estava bem humorado, cantava fados da terra do pai dele. Cantar e contar para mim é muito parecido. Minha família é portuguesa, por parte de pai e de mãe. Mas vivi sempre com a família do meu pai, pois meu avô construiu um prédio com seis apartamentos e deu um para cada filho....E ali moramos: a família CRUZ FIDALGO....Por ai já começa uma história sem fim. Mas as melhores histórias eram contadas nas minhas férias. Passávamos em Mury, Nova Friburgo. Lá tínhamos uma casa bem pequena,mas grande em amor.Com janela e porta de coração, e quando chagávamos lá era alegria o dia todo . E de noite era só juntar as camas para um corpo aquecer o outro e abríamos bem os nossos ouvidos para escutar a voz doce e suave com que minha mãe costurava os nossos sonhos... Hoje ela não conta nem canta mais. Brigo com ela, mas, ela diz que não tem mais voz. Não é a voz que se cala, é o coração que silencia.

3- Dizem que o contador proclama as palavras do autor. Seria somente isso? O que é essencial para um contador de histórias?

Ah.... Se fosse só isso... Mas não é. Vejo o contador como um personagem que salta da história e veste palavras, se perfuma com os cheiros dos contos e vai seduzindo os ouvidos e olhos dos ouvintes que penetram naquilo que ele conta. Feitiço? Não, é o poder da palavra, palavra que ganha forma e formato e cresce lentamente até que a história termina e o ouvinte fica esperando mais. O contador precisa ter isso...essência, que embriaga, perfuma, encanta, seduz e convida sempre a escutar mais uma, mais outra e outra...Sherazade, todos nós temos um pouco dela.

4- Você acha que a Internet pode ser uma aliada da promoção da leitura?

Na promoção da leitura e em toda a construção de pesquisa que buscamos. Apesar dos caminhos tortos que ela possui, os caminhos verdadeiros são muitos e ótimos para ajudar na promoção do livro e da leitura. Como tudo na vida, para usarmos a internet também temos que saber fazer escolhas.


Perguntas de Lúcia Fidalgo para Benita Prieto

1- Conta um pouco da sua trajetória profissional com leitura, narração oral, produção... Começou como engenheira eletrônica?

Sou uma criatura inquieta e testei todas as áreas. Primeiro me formei Técnica de Laboratório em Análises Clínicas, pois queria ser médica. Depois fiz Engenharia Eletrônica por gostar de matemática e física. No entanto, a arte estava o tempo todo presente na minha vida através do Teatro que faço desde pequena. 
Um dia resolvi "chutar o balde" e assumir minha veia artística. Foi aí que por artes e bruxarias de Maria Lúcia Martins cheguei à FNLIJ - Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil e ao projeto Meu Livro, Meu Companheiro, meu passaporte para o fascinante mundo da promoção da leitura. O resto aconteceu naturalmente. A convite de Celso Sisto entrei no Grupo Morandubetá de Contadores de Histórias, foquei meu trabalho como produtora cultural na área da leitura, voltei para a universidade e me especializei em Literatura Infantil e Juvenil e Leitura: Teoria e Práticas, passei a viajar, escrever... e lá se vão 20 anos.

2-Para você, qual o efeito da narração oral na formação do leitor?

Todos os relatos nos mostram que é a porta de entrada para o livro. E não conheço pesquisador respeitado que diga o contrário. Portanto, tenho que me render às evidências. 
Acredito que ninguém fica indiferente à sedução da palavra bem dita. E tem outra coisa que está intimamente ligada à narração e a formação do leitor que é o afeto. Contar uma história é dividir com o outro o que de melhor existe dentro da gente, nossa emoção. O ouvinte terá desejo de buscar onde estão essas palavras que tanto o tocaram. Assim o processo se completa e chegamos ao texto escrito.

3-Como ouvinte de tantos contadores, como você recebe a palavra dita por eles?

Sempre me coloco na posição de aprendiz. As histórias contadas com verdade emocionam e daí pouco importa se a performance do contador é exuberante ou tímida. O que realmente vale é perceber meu imaginário tocado, meus sentidos mexidos, minha alma repleta. Quando ouço uma história bem contada me invade uma felicidade infantil, um desejo de contar para os outros o que ouvi.

4-E os seus projetos hoje como contadora, produtora, especialista em leitura... Fale um pouquinho de cada um deles.

Esse ano promete... Mas aprendi que o melhor é manter em segredo até assinar os contratos. Com certeza faremos o Simpósio Internacional de Contadores de Histórias no Rio de Janeiro e Ouro Preto.
Mas uma ação que depende só de mim já coloquei na internet. É o blog: http://falandodeleitura.blogspot.com/ que pretendo seja um instrumento de ajuda para pais, professores. Acho que é minha obrigação compartilhar esse trabalho que desenvolvo há tantos anos.


Um comentário:

Tânia Alexandre Martinelli2 de março de 2010 12:41
Parabéns pela entrevista!
Que saudades de ouvir você contar história, Benita!
Um beijo grande!
Tânia Alexandre Martinelli

RJ: AEILIJ Solidária - Um dia, um livro

Em fevereiro de 2010, a autora Leny Werneck fez a ponte entre a AEILIJ e o Instituto Pró Criança Cardíaca. Após acordo com a Dra. Rosa Celia Pimentel Barbosa, fundadora do Instituto, criamos o projeto "Um dia, um livro", através do qual autores da associação visitavam o prédio de Botafogo para contar histórias para as crianças internadas. Entre os autores da AEILIJ que participaram estão Sandra Ronca e Simone Bibian que falaram sobre suas visitas e disponibilizaram fotos em seus blogs.