quinta-feira, 23 de agosto de 2018

PR: Nova associada: Marcia Paganini Cavéquia

MARCIA PAGANINI CAVÉQUIA

1) Fale um pouco sobre o começo do seu trabalho com LIJ.
Produzo livros didáticos de língua portuguesa para crianças e jovens há 25 anos. Esse trabalho me “obrigou”, de maneira maravilhosa, a ler tudo o que existe de literatura infantil e infantojuvenil. Nos didáticos, escrevia, ocasionalmente, textos literários autorais (contos, recontos, poemas, cartas literárias...) e fui descobrindo meu estilo e me apaixonando cada vez mais pela escrita literária. O trabalho com os didáticos é muito árduo e toma muito do tempo do autor, inclusive tempo de vida pessoal. Por isso, apesar de muitos originais e ideias guardadas, em relação à literatura, viabilizar as obras sempre ficava para depois. Nos últimos três anos, tomei a decisão de batalhar para finalizar meus originais e publicá-los. 

2) Três livros seus para quem não te conhece.
Em 2016, lancei um e-book, Histórias bem-contadas (Madrepérola), em coautoria com Ricardo Dalai. Fizemos todo o projeto, com a colaboração de uma ilustradora (Cassia Naomi) e de um designer gráfico (Erick Lopes), pois todos nós queríamos aprender a fazer e-book do começo ao fim, assim como dominamos todo o processo dos didáticos e do livro impresso de modo geral. Também queríamos ver como seria a receptividade do público diante do livro digital. No momento, estamos fazendo uma nova edição dessa obra para lançá-la de forma impressa. Além dessa obra, acabo de lançar o livro ABC das coisas boas (Bambolê). Foi uma parceria incrível que fiz com a ilustradora Carla Pilla. Nessa obra, texto e imagem se complementam. Tenho trabalhado também com a edição de livros de literatura de outros autores para ajustá-los às exigências dos editais do PNLD literário. Esse trabalho é maravilhoso, muito produtivo, uma constante aprendizagem.
  
3) Quais os seus planos para os próximos cinco anos?
Tenho outros três originais que estão em produção para serem lançados ainda esse ano ou no começo do próximo e, como disse, há muitos projetos para serem concretizados. Nos próximos cinco anos, pretendo formar um catálogo com uma quantidade relevante de títulos, primando sempre pela qualidade do texto e do projeto gráfico-editorial. Alguns de meus novos projetos são em parceira com outros autores. Também desejo investir em epub, áudio-livro e material audiovisual para complementar os livros. Minha formação é de autora e editora então minha cabeça não funciona apenas no original de autor. Não consigo pensar somente no texto, nas no design também. Por isso, prefiro as parcerias com editoras que me deem autonomia para sugerir ou opinar quanto ao projeto gráfico-editorial.  E, é claro, pretendo continuar o trabalho com os didáticos. Penso em produzir uma coleção de livros de educação literária para o Fundamental I e outra para o Fundamental II. Formar leitores deve ser um compromisso de todos nós, escritores, ilustradores, editores, professores...

Mais informações em 

Foto: Arquivo pessoal

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

BR: Chamada para o Anuário 2019


Prezado colega Aeilijiano:

Em breve começaremos a preparar o Anuário 2019 (produção 2018) da AEILIJ. 
Precisamos que envie as capas dos seus livros lançados em 2018 (somente livros que tenham 2018 em suas fichas técnicas!) para que a gente possa preparar o Anuário com calma. Por favor, não me peça para encaixar lançamentos anteriores.
Se puder deixar a capa com 950 pixels de altura, já ajudará um bocado.

Junto com a capa no tamanho informado, precisaremos de:
1) sinopse de até 500 caracteres (caso a capa seja horizontal ou quadrada, manter até 300 caracteres);
2) autoria de texto e ilustrações;
3) editora;
4) ISBN;
5) formato (tamanho em centímetros: largura x altura); e 
6) número de páginas.

Podem participar do Anuário os associados ativos e inativos. Mesmo quem estiver devendo anuidade(s), poderá ser incluído.
A entrega das capas e das informações deverá ser feita até o dia 15 de dezembro. 
O Anuário 2019 da AEILIJ sairá em janeiro de 2019 no formato de revista eletrônica no ISSUU. É possível imprimir depois.
Peço que envie o material para o meu hotmail em oalexgomes@hotmail.com.

Quem ainda tiver livro para lançar este ano, mas já tiver lançado outro(s), peço que adiante as capas e as informações dos que já foi lançado. Não espere para me enviar tudo junto, por favor.
Quem puder facilitar a minha vida, que já anda muito tumultuada, e não deixar para última hora, eu agradeço.

Um abraço e viva a LIJ!
Alex

quinta-feira, 26 de julho de 2018

RJ: Nova Associada: Cynthia Magnani

CYNTHIA MAGNANI

1) Fale um pouco sobre o começo do seu trabalho com LIJ.
Escrever sempre foi minha paixão, por isso escolhi o jornalismo como profissão. Aos 12 anos escrevi meu primeiro livro de poesias, mas nunca cheguei a publicá-lo. Com o nascimento da minha filha em 2017, nos EUA, decidi que escreveria para ela em português, para aguçar seu interesse pela leitura e manter seus laços com a cultura brasileira dos seus pais. 

2) Três livros seus para quem não te conhece.
“Um Novo Lar” (ABC Multicultural) é o primeiro livro lançado da série “As Aventuras do Gato Tico”. Os dois próximos livros já estão em fase de produção, em português e inglês, e deverão ser lançados este ano, 2017.
  
3) Quais os seus planos para os próximos cinco anos?
Lançar mais títulos em português e inglês, ajudando a divulgar a cultura brasileira nos EUA e dando suporte para pais brasileiros de filhos nascidos no exterior que querem alfabetizar suas crianças também em português. Estes são os objetivos do projeto “Brazilian Tales”, que lancei em 2018. 

Mais informações em 

Foto: Vander Zulu

quinta-feira, 21 de junho de 2018

BR: Reunião com a CBL sobre o Jabuti

Amigos e associados da AEILIJ.

No último domingo, a AEILIJ enviou uma carta para a CBL (Câmara Brasileira do Livro) com nossas considerações sobre a atual edição do Jabuti e nos colocamos à disposição para, em conjunto, tentarmos chegar a uma solução que atendesse ao interesse de todos.
Na segunda-feira pela manhã, fomos contactados pela Sra. Fernanda Gomes Garcia, Conselheira Executiva da CBL, para marcar uma conversa no dia seguinte, aqui no Rio de Janeiro, com o Presidente da instituição, Luís Antonio Torelli.
O encontro ocorreu no fim da tarde. Entre os presentes da reunião estavam, além dos já citados Fernanda e Torelli, a Sandra Pina, ex-presidente da AEILIJ e atual conselheira, e eu, Alexandre de Castro Gomes, presidente da AEILIJ.
Conversamos muito sobre a polêmica envolvendo o Jabuti deste ano, sobre a importância da literatura infantil e juvenil na formação de leitores, sobre a participação do nosso segmento no mercado e sobre o difícil momento que não só a LIJ passa, mas também toda a indústria do livro. 
Concordamos que é interesse de todos nós fortalecer as instituições que defendem o livro e a leitura, e que podemos unir esforços para aprimorar as relações entre elas.
Em relação ao edital do Jabuti desse ano, nos foi explicado que há limitações legais que impedem alterações para esta edição. 
Estamos convictos de que a junção das categorias infantil e juvenil, assim como a transferência da ilustração para categoria técnica, foi um erro. Esse foi o motivo que nos levou a assinar uma carta com outros 360 autores, editores e amigos da leitura, pedindo a valorização da Literatura Infantil e Juvenil e mudanças no edital do Jabuti.
Ao constatar os impedimentos para alterações nessa edição, nossos esforços se voltaram para o ano que vem. A proposta de acordo veio do Torelli. Após consultar o Conselho da CBL e a FNLIJ, os presentes ao encontro redigiram a seguinte declaração a ser liberada e divulgada para quem se interessar:

Reconhecendo a importância da LIJ e da ilustração como narrativa literária, será elaborado, ainda na gestão atual, um documento de cooperação entre a CBL, a FNLIJ e a AEILIJ, visando o aprimoramento das categorias infantil, juvenil e ilustração e com a finalidade de orientar a elaboração do edital do Jabuti de 2019.

#cbl
#jabuti2018

terça-feira, 29 de maio de 2018

sexta-feira, 4 de maio de 2018

BA: Novo associado: Tom S. Figueiredo

TOM S. FIGUEIREDO

1) Fale um pouco sobre o começo do seu trabalho com LIJ.
As histórias em quadrinhos estão lá no meu começo com a LIJ. Inicialmente como leitor, depois como roteirista profissional, integrando a equipe de Antonio Cedraz, o criador da Turma do Xaxado, com quem escrevi centenas de tiras, histórias em quadrinhos e livros ilustrados. De lá para cá, minha relação com o universo infantojuvenil se expandiu para outros veículos além do Livro, como o Teatro, o Cinema e a Televisão, sempre tendo em mente a ideia de escrever respeitando a inteligência da criança. Em 2017, finalmente lancei meu primeiro romance, “Bem-vinda assombração”.

2) Três livros seus para quem não te conhece.
O romance “Bem-vinda assombração” (2017), a minissérie em quadrinhos “Em terras americanas” (2015) e o livro ilustrado “A Moça-gorila e o Engolidor de Elefantes” (2013).
  
3) Quais os seus planos para os próximos cinco anos?
Escrever as sequências de “Bem-vinda assombração”, mais dois romances que estão na fila e traduzir alguns desses. Ver a série de TV infantojuvenil que estou desenvolvendo com recursos da ANCINE produzida e exibida na TV brasileira e concluir o percurso do meu roteiro de longa-metragem “Pedro e a cobra-de-fogo” no mercado internacional.

Mais informações em www.assombrada.com.

Foto: Luciana Leitão

BR: Chamada para a entrega dos prêmios AEILIJ 2017

Estão todos convidados! Mais um momento bacana para batermos um papo e celebrarmos a literatura infantil e juvenil.

É daqui a 10 dias! Anotem na agenda!


quarta-feira, 18 de abril de 2018

BR: Vencedores do I Prêmio AEILIJ

É com imensa satisfação que anunciamos os ganhadores das três categorias do I Prêmio AEILIJ. 

Foi uma decisão apertada e muito difícil, que contou com grande dedicação dos nossos jurados, mas as borboletas pousaram em "Catarina e o lagarto", de Katia Gilaberte, "Esopo: Liberdade para as fábulas", de Luiz Antonio Aguiar, e "A alma secreta dos passarinhos", de Elisabeth Teixeira.

Parabéns!

A cerimônia de premiação ocorrerá em 14 de maio, na sede da AEILIJ no Rio de Janeiro, quando conheceremos o "Livro do Ano" de 2017.

Agora é com os associados!

Leiam e votem em um dos três para receber também o título de "Livro do Ano". Está em jogo todo o conjunto da obra. Temos 12 dias para a votação! O e-mail, para onde o voto deverá ser encaminhado, está na imagem.


Em tempo: Todos os associados podem votar. Não é necessário estar em dia com a anuidade.

domingo, 8 de abril de 2018

BR: Nota da AEILIJ sobre os editais do PNLD

Em relação aos novos editais do PNLD, pedi para a Anna Rennhack escrever um artigo que expresse a posição da AEILIJ. Segue abaixo:

Análise do novo Edital Literário 2018 MEC/FNDE/SEB

Como ponto negativo mais grave, a didatização da Literatura Infantil e Juvenil, atrelada a temas (quem não se lembra dos temas transversais?). A Literatura é livre e criativa. Exigir um manual para o professor com orientação para trabalhar a obra em sala de aula é um retrocesso de muitos anos.

O enquadramento das obras de literatura a temas pré-definidos (com apresentação de justificativa para os que não se enquadrem aos temas propostos) e a obrigatoriedade de serem acompanhadas por um Manual do Professor digital (para os anos iniciais do Ensino Fundamental e para o Ensino Médio (PNLD 2018 Literário) e para os anos finais do Ensino Fundamental (PNLD 2020), representa um retrocesso à leitura literária e à sua aplicação na sala de aula.
O Edital prevê a inclusão de informações, a nosso ver, didáticas, incluídas no próprio volume da obra literária, descaracterizando o que entendemos como obra literária e a liberdade temática e criativa inerentes à literatura.

“Cada obra literária inscrita deverá incluir, no próprio volume, informações paratextuais que: (1) contextualizem o autor e a obra; (2) motivem o estudante para leitura e (3) justifiquem a correspondência entre a obra, a categoria, o(s) temas(s) e o gênero literário, exceto para as obras da educação infantil.
As informações paratextuais são critérios de avaliação das obras dos anos iniciais do ensino fundamental e do ensino médio." (PNLD 2018 Literário - 4.20 e 4.20.1 – p.5)

Quanto à elaboração do Manual do Professor para as obras literárias, entendemos, pelo exposto no referido Edital, que não se coaduna ao aspecto libertário e criativo que a literatura reflete.
Lembramos texto escrito pela educadora mineira Maria Antonieta Cunha, à época dos Temas Transversais, que afirmava que, ao enquadrarmos os livros de literatura infantil e juvenil aos parâmetros curriculares e a este ou aquele tema transversal, muitas vezes deixávamos de perceber aspectos muito mais ricos trazidos na própria obra.

Inicialmente o Edital afirma que o Manual é parte integrante da aquisição das obras literárias, conforme especificações adicionais, e deverá ter tamanho máximo de 4,5 GB e ser disposto em um único DVD. Além disso, deverá estar em consonância, conforme o caso (sic), com a BNCC (Base Nacional Comum Curricular) ou as Diretrizes e Orientações Curriculares para o Ensino Médio e ser composto por:
I – Material de apoio (em pdf) com informações que:
1. contextualizem o autor e a obra;
2. motivem o estudante para leitura/escuta;
3. justifiquem a pertença da obra aos seus respectivos temas, categoria e gênero literário;
4. incluam subsídios, orientações e propostas de atividades para a abordagem da obra literária com os estudantes.
II – Material de apoio (em pdf) com orientações para as aulas de língua portuguesa (ou inglesa, conforme o idioma da obra inscrita) que preparem os estudantes antes da leitura das respectivas obras (material de apoio pré-leitura), assim como a retomada e problematização das mesmas (material de apoio pós-leitura).
III – Material de apoio (em pdf) com orientações gerais para aulas de outros componentes ou áreas para a utilização de temas e conteúdos presentes na obra, com vistas a uma abordagem interdisciplinar.
IV – Material audiovisual tutorial/vídeo-aula facultativo – que ofereça aos professores informações que:
1. contextualizem o autor e a obra;
2. motivem o estudante para leitura
3. justifiquem a pertença da obra aos seus respectivos temas, categoria e gênero literário;
4. incluam subsídios, orientações e propostas de atividades para a abordagem da obra literária com os estudantes.
Por ser facultativo, o material audiovisual não é critério para aprovação ou reprovação da obra. A disponibilização desse material é condicionada à avaliação pedagógica e, sendo considerado pertinente, será destacado no Guia do PNLD que a obra dispõe no Manual do Professor de tal recurso.

Nas obras destinadas à Educação Infantil o Manual deverá estar em consonância com a BNCC e incluindo apenas os item I e II acima expostos.
Os Anexos II e III apresentam as características técnicas (formato, papel etc) e os critérios para a avaliação das obras literárias, ancorada em quatro dimensões:
1. Qualidade do texto;
2. Adequação de categoria, de tema e de gênero literário;
3. Projeto gráfico-editorial
4. Qualidade do manual do professor digital.
Para o PNLD Literário 2018, estão previstas seis Categorias, descritas em quadros com Temas e Enfoque da Obra.

Fica claro que autores e editores, para se adequarem às exigências do Edital, vão precisar trabalhar com equipes pedagógicas e multidisciplinares para a confecção dos manuais referentes aos livros de literatura infantil e juvenil, enquadrando suas obras às Categorias propostas pelo MEC e à BNCC. 
Bem longe da forma simplista apresentada na audiência do MEC que tratou do PNLD Literário, a complexidade da elaboração de atividades pré e pós-leitura e de interdisciplinaridade exigem conhecimentos didáticos, motivacionais e curriculares. O mesmo acontece para a preparação do material audiovisual facultativo, que apesar de não ser obrigatório, certamente contará pontos positivos para a avaliação da obra.

O saudoso autor Bartolomeu Campos de Queirós sempre destacou a promoção da leitura literária como instrumento de aquisição da cidadania (Movimento por um Brasil Literário), ao mesmo tempo em que reafirmava a liberdade da literatura. Seria bom que o MEC considerasse a afirmativa do Bartô, deixando a literatura livre e não a enquadrando em esquemas limitantes.
“...o que a escola pretende é menor do que a arte possibilita. A escola empobrece a literatura quando interrompe o voo permitido por ela em detrimento da formalização.” 
(In: Bartolomeu Campos de Queirós – Uma inquietude encantadora. Org. ABL – Associação de Leitura do Brasil – FNLIJ. São Paulo: Moderna, 2012, p. 77)

Uma última palavra, o professor não é um indivíduo tutelado, limitado em sua iniciativa e criação, prisioneiro de manuais e planos. 
Conhecedor de seus alunos e possibilidades, amplia as perspectivas e propõe novas oportunidades para crianças e jovens a quem se dedica. Se isso não ocorre, há que se propor novos cursos, treinamento, embasamento para o desempenho da sua função, e não alterar a proposta máxima da literatura e enquadrá-la em situações limitantes.

É desumano o pássaro preso na gaiola. Ele é livre!
Liberdade é a palavra base da Literatura.

AEILIJ // Anna Rennhack