segunda-feira, 29 de abril de 2013

SP: Um livro do qual gostei muito - O monstrinho medonhento



O monstrinho medonhento

Caros amigos,
"O monstrinho medonhento", obra do grande ator, autor, compositor Mário Lago é uma história interessante, um pouco alegre, um pouco triste, surpreendente.
Creio que não será muito fácil encontrá-la nas grandes livrarias, pois foi publicado pela editora Moderna em 1984. Alcançou mais de 20 reedições. Recomendo que procurem num sebo, onde, sabendo-se escolher, pode-se encontrar bons livros. Meus filhos leram esse livro para trabalhos escolares e lembro-me que gostaram muito.

Quando os habitantes da Cidade dos Homens souberam que um monstro iria nascer, ficaram assustados e muitos deixaram a cidade. Medonhento nasceu no Palácio dos Horrores, herdeiro de seu Monstro Terrível e de dona Monstra Perigosa. Para esperar pelo momento do nascimento, vieram monstros, feiticeiros, bruxas e todo tipo de criaturas pavorosas. Todos, muito ansiosos para ouvir o primeiro urro de Medonhento. A imprensa e a televisão lá estavam, é claro, para noticiar tão impressionante evento.
No exato momento do nascimento, o mensageiro do palácio gritou:
- Parem com essa barulheira! Está nascendo!
Quando Medonhento acabou de nascer, a multidão rodeou seu berço que era uma panela feita de esqueletos e todos ficaram aguardando o tal urro medonho. O urro que iria rachar o mundo no meio. O monstrinho abriu a boca e...sorriu ao dizer:
- Com licença...
Disse isso, com voz de anjo, o que é muito pior, em se tratando de monstros.

Numa entrevista, o autor explicou que a história surgiu de uma pergunta feita por sua esposa, durante uma conversa a respeito dos dias atuais:
- Será que os filhos dos monstros não acham desagradável a profissão dos pais?
Convido os leitores a responder essa pergunta e descobrir outras respostas, lendo este livro muito, muito interessante.

Um beijo,
Regina Sormani

NE: Um outro mundo...


Imaginem se o destino da humanidade estivesse nas mãos das crianças. Creio que um outro mundo seria possível... ou não! Vale a pena conferir o conto "Geopolítica infantil", publicado na última edição do Correio Criança e que abaixo reproduzimos.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

RS: Exposição da AEILIJ segue no Cândido Portinari

Compareçam na nova instalação do Tecendo Histórias, Traçando Ideias. É no dia 30 de abril.


Postado por Jacira Fagundes

quinta-feira, 25 de abril de 2013

RJ: AEILIJ na FLIST

Convidamos a todos para mais um Discussões AEILIJ a realizar-se na FLIST Festa Literária de Santa Teresa em sua 5a. ediçãoTema: Africa, nossas raízes. Com Sonia Rosa e Georgina Martins, mediação de Sandra Ronca, no domingo dia 5/5. 

Agradecemos à organização da FLIST, pela parceria.

RJ: Lançamento de Ana Maria de Andrade na FLIST


sexta-feira, 19 de abril de 2013

RS: O Projeto "Tecendo Histórias, Traçando Ideias", na Escola Estadual Leopolda Barnewitz

A nova instalação da Exposição e Biblioteca Itinerante, parceria AEILIJ - Regional RS e 1ª CRE, aconteceu na Escola Estadual Profª Leopolda Barnewitz.

Segue até o dia 26, recebendo visitação de alunos, professores e comunidade.



Postado por Jacira Fagundes

segunda-feira, 15 de abril de 2013

RS: Exposição de Ilustrações e Minibiblioteca Itinerante

Convidamos para uma nova instalação da Exposição da AEILIJ - Regional.
Sua presença será muito apreciada pelos alunos.


Postado por Jacira Fagundes

sexta-feira, 12 de abril de 2013

SP: Pé de meia literário (21)



O QUE CABE EM UMA SALA DE LEITURA? 

(Ainda a propósito dos 30 anos do programa de Sala de Leitura)

O título deste texto sugere uma pergunta. Ou uma exclamação. Ou ainda uma afirmação. Será? Pode ser. Ou talvez (não) termine com reticências... Prefiro esta última alternativa.
Reticências, pensando com os neurônios gramaticais, indicam “interrupção do discurso, da fala, do pensamento...”. A interrupção, pensando com os neurônios da Psicologia, nunca é um ato final e, dessa forma, abre uma janela para o infinito. Assim, o título que melhor cai bem é este: “O que cabe em uma Sala de Leitura...”
Começo imaginando que em uma Sala de Leitura cabe tudo o que está do lado de fora de suas paredes.
Como, por exemplo, as perguntas. Muitas delas. Todas adjetivadas: perguntas incultas, populares, destrambelhadas, malucas, sinceras, receosas, confusas, objetivas, irônicas, retas e tortas, curtas e secas, guardadas, escondidas, envergonhadas, cansadas, espertas... E, claro, as perguntas bestas (qual o problema com a pergunta besta?). Paulo Freire passou anos nos ensinando sobre a importância das perguntas na educação (e, portanto, na vida!!). Uma pergunta bem perguntada é metade do caminho para as respostas. Ou então, uma pergunta bem perguntada, desperta múltiplas respostas, algo que é sempre melhor do que o pensamento único. Quantas vezes, leitores atentos não se pegaram perguntando se “Capitu realmente havia traído Bentinho”. Nesse e em outros tantos casos, as perguntas são mais interessantes do que as possíveis respostas. Respostam brecam e as perguntas aceleram.
Em uma Sala de Leitura cabem também as formas do silêncio. Silêncios inquietantes, contemplativos, reflexivos, profundos, superficiais, amenos, ligeiros, andarilhos, alegóricos, pleonásticos ou... simplesmente os silêncios mais simples. Nos silêncios, aqueles que começam no brilho dos olhos e caminham até os nós e apertos do coração, cabem os ditos, os não ditos, os provérbios, os verbos e os editos. Cabe o desvio das entrelinhas; cabe o jeito de dizer sim dizendo não; cabe o olhar que pergunta, sem nada dizer; cabem a voz emudecida vazada de espanto e a voz aquecida pelo calor da descoberta. E cabe o abraço do encontro, embora o poeta tenha nos alertado dos tantos desencontros vida afora. Talvez porque deva ser no silêncio que se constrói a perspectiva do reencontro.
Penso também que em uma Sala de Leitura cabem fotografias. Fotografias de instantes alegres ou tristes, leves ou pesados, dos modos de vida descritos pela narrativa ou narrados pela descrição da galeria das personagens tantas e muitas e todas. Fotografias de fadas que lembram a realidade; fotografia de monstros que sacodem nosso cotidiano; fotografias de aventureiros que insistem em mostrar outros caminhos; fotografias de piratas que sucateiam nossa imaginação nada ousada, de caçadores que fervem corações em caldeirões desanimados e de bruxas que saqueiam nossas ilusões. Cabe, sem dúvida, fotografia de anões blindados, menores do que suas microcâmeras digitais, que nos ensinam que fotografar a realidade, sob qualquer ângulo, é tão bom quanto fotografar  o mais escondido dos nossos guardados impenetráveis. Revelar fotografias é dar vida à vida.
Em uma Sala de Leitura, cabem, também e certamente, os muitos saberes. Desde os populares, estampados nos ditados da boca do povo, até os mais elaborados. Os saberes poéticos, os saberes filosóficos, os saberes literários, os saberes corriqueiros. Os saberes que entraram e ficaram em nossas vidas e os saberes descartados, à espera de outras formas de significação. Saberes que norteiam rumos e que desnorteiam sentidos; saberes que oferecem portos de seguranças e saberem que tiram os pés do chão. Saberes que desvelam a lucidez da emoção e nos põem a caminho da Pasárgada pessoal de cada um.
Ah, antes que me esqueça, na pressa de acomodar as amarrações finais desse texto: em uma Sala de Leitura também cabem leitores, estantes, livros, jornais, revistas, vídeos, CDs, computadores, mesas, cadeiras... E tudo o mais que o sonho, a vontade e o prazer de fazer a própria história assim disponibilizarem.
Leitores são a versão mais moderna de encantadores do mundo.

Sampa, abril de 2013


Edson Gabriel Garcia
Escritor e Educador

terça-feira, 2 de abril de 2013

SP: Técnicas de Ilustração - 06 - Gravura

Esta imagem é a nova ilustração colorida para meu livro "Vovó Dragão" com lançamento marcado para o dia 7 de junho no Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens.
O traço é na realidade uma gravura impressa a partir de uma matriz de metal. 
Em uma chapa de cobre eu gravei o desenho e depois imprimi em papel. Nessa técnica cobrimos a chapa com uma camada de verniz protetor. 
Arranho o desenho sobre essa camada do verniz já seca. Mergulho a chapa numa bacia com um tipo de ácido especial, que não queima minha mão, mas irá reagir com o cobre nas áreas onde o desenho arranhado rompeu o verniz protetor. 
Quando tiro a chapa do banho de ácido e limpo o verniz, na parte onde o verniz estava arranhado, o ácido corroeu a chapa e deixou as linhas do desenho prontas para receber a tinta para a impressão.
Esfrego uma rolha suja de tinta na chapa, limpo o excesso com estopa. Assim a tinta só fica nas ranhuras do desenho. 
Aí coloco na prensa junto com o papel umedecido. Imprimo e...voilá!
Como imprimi apenas com tinta preta, faltou colorir.
Fiz isso com aquarela, que é muito suave e transparente, deixando ver bem as linhas finas do desenho.
Para preparar o livro, eu escaneei a arte já colorida, e salvei em alta definição (300 dpi, cymk, .tif) e corrigi qualquer poeirinha que entrou junto no scanner com um programa de edição de imagem, como o Gimp, por exemplo.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

RS: Escola Estadual Prof. Leopoldo Tietbohl recebe Exposição da AEILIJ

A instalação da Exposição de Ilustrações e Minibiblioteca Itinerante na Escola Estadual de Ensino Fundamental Leopoldo Tietbohl, parceria da AEILIJ Regional e 1ª CRE, aconteceu na Sala de Leitura da escola, espaço este inaugurado nesta mesma tarde.

Alunos e professores visitaram a exposição e conversaram com os autores presentes : Marô Barbieri, Jorge Martins, Nilva Ferraro e Jacira Fagundes.






Postado por Jacira Fagundes