terça-feira, 5 de abril de 2011

SP: Mural - Abril de 2011




NÚMERO 18 - ABRIL DE 2011

O Mural é uma agenda cultural postada todo início de mês,porém, editada ao longo do mês conforme os eventos surgem.A agenda das bibliotecas é renovada semanalmente.
Amigo associado de qualquer cidade do Estado de São Paulo,
contribua... 
aguardamos notícias dos eventos do interior.

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LANÇAMENTO
DE SEBASTIÃO MARINHO
E MURILO SILVA


COM REPENTES DE VIOLA E IMPROVISOS

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CONVITE DE MONIKA PAPESKU
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CONVITE DESIMONE PEDERSEN
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente,
que chega a fingir que é dor
a dor que deveras sente!
Fernando Pessoa

As afrontas do passado 
não guardo. Vou esquecê-las,
pois bem sei que um céu nublado
não me deixa ver estrelas! 
José Valdez C. Moura 
Pindamonhangaba- SP

É no entardecer da vida,
livre de toda vaidade,
que contemplo, comovida,
as searas da saudade...
Maria Helena O. Costa
Ponta Grossa - PR 
 
Com poemas, sons ou telas
e inspiração desmedida,
o artista torna mais belas
as belas coisas da vida!
Carolina Ramos
Santos – SP –

Quando esta mágoa me invade; 
meu peito em dor se resume,
e eu percebo que a saudade
também usa o teu perfume.
Arlindo Tadeu Hagen
Juiz de Fora – MG –

Com mil lembranças de outrora,
sou hoje um velho sozinho
que sente o clarão da aurora
ao recordar seu carinho.
Jupyra Vasconcellos
Belo Horizonte – MG -

Meu olhar triste traduz
tanta ilusão fracassada...
É qual espelho sem luz
que não reflete mais nada!
José Valdez C. Moura
Pindamonhangaba – SP –
 
O teu olhar me convida
ao amor...e, ainda que evite,
no meu delírio, atrevida,
eu aceito o teu convite...
Terezinha D. Brisolla
São Paulo – SP

Nesta vida alucinante 
e de ilusões passageiras,
às vezes, em breve instante
vale mais que horas inteiras.
Therezinha Diegues Brisolla
São Paulo – SP

O caixão do aposentado
era curto, e ele comprido;
Na vida ... foi "apertado";
na morte foi "espremido"!
Neide Rocha Portugal
 
-Zezinho, seja específico
e me diga o que é molécula...
e ele, com ar científico:
-É uma guria "sapécula"
Joaquim Carlos M. Costa
 
Escolha a pessoa certa
pra entregar-se, querida.
-Mamãe, quando a fome aperta,
não dá para escolher comida!...
José Tavares de Lima

Trovas do site da UBT: www.ubtnacional.com.br


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Conversas ao pé da página


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Lançamento sábado dia 09


Meus romances de cordel
Contrariando aqueles que pensam que, no Brasil, a literatura de cordel não existe mais ou tenha perdido a força da primeira metade do século XX, a Global Editora, ciente de que ela está mais viva do que nunca, lança Meus romances de cordel, de Marco Haurélio. Nesta obra, estão reunidos os primeiros cordéis publicados por esse poeta baiano, nascido em Ponta da Serra, estudioso da cultura popular e cordelista de primeira linha. A apresentação é assinada pela professora Vilma Mota Quintela, doutora em Letras pela UFBA, com estágio doutoral na Universidade de Paris X, e mestre em Teoria Literária pela Unicamp, com dissertação e tese na área de literatura de cordel. A obra traz, ainda, xilogravuras do premiado ilustrador Luciano Tasso. A multiplicidade de temas e de persona­gens construídos por seus escritores é um dos principais traços da literatura de cor­del praticada no Brasil. Além desse aspecto que demonstra sua diversidade, marca própria da nossa cultura po­pular, o cordel também tem conseguido espaço e visibilidade graças ao es­tilo apurado de seus autores. Meus romances de cordel reúne sete histórias que lograram grande sucesso na ocasião em que foram lançadas em folheto, formato consagrado por esse gênero de nossa poesia popular. Aqui reunidas, apresentam a profusão de ti­pos construídos pelo autor, incluindo des­de os tradicionais heróis marcados pela bravura até aqueles satirizados por seus gracejos e ingenuidades. Para construir suas narrativas, Marco Haurélio se inspirou tanto na leitura dos clássicos como em sua própria biografia, bebendo informalmente na rica fonte da cultura sertaneja nordestina. A escrita sensível e a capacidade de imaginar e de fazer imaginar do autor mostram que o cordel feito no Brasil tem um hábil ti­moneiro, que conduz o barco numa rota cer­teira e promissora. Sobre o autor: Marco Haurélio nasceu em 1974 em Ponta da Serra, na época município de Riacho de Santana, sertão baiano. Poeta popular, professor, folclorista e editor, mui­to cedo tomou contato com a literatura de cordel, tendo escrito sua primeira história aos seis anos e adquirido intimidade desde a infância com a cultura sertaneja, quando conheceu, graças ao convívio com sua avó paterna, vários contos populares. Numa trajetória brilhante, Marco Haurélio é hoje uma das principais referências de nossa literatura popular. Radicado em São Paulo desde 1997, é um dos fundadores da Caravana do Cordel, movimento ativo na cena paulista. Formado em Letras pela UNEB, viaja o país proferindo palestras e ministrando oficinas sobre o cordel e temas relativos à cultura popular brasileira. Em folhetos, entre outros, escreveu A história de Belisfronte, o filho do pescador, O herói da montanha negra, Presepadas de Chicó e astúcias de João Grilo e As três folhas da serpente. Publicou vários livros infantis e juvenis, entre eles O príncipe que via defeito em tudo, A lenda do Saci‑Pererê em cordel e As babuchas de Abu Kasem. É autor de Contos folclóricos brasileiros e de Breve história da literatura de cordel.

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DICAS DE LEITURA DAS BIBLIOTECAS DE SÃO PAULO

PARA O MÊS INTERNACIONAL DO LIVRO INFANTIL


Confira sugestões de obra e uma programação especial

"A data de 02 de Abril foi escolhida em homenagem a Hans Christian Andersen, escritor dinamarquês que escreveu mais de 156 contos para crianças e dá nome a uma das Bibliotecas Públicas de São Paulo, que possui um acervo temático sobre contos de fadas.

O dia é comemorado em mais de 60 países com o objetivo de despertar nas crianças o interesse pela literatura. Segundo o escritor e pesquisador italiano Umberto Eco, "qualquer passeio pelos mundos ficcionais tem a mesma função de um brinquedo infantil. As crianças brincam com a boneca, cavalinho de madeira ou pipa a fim de se familiarizar com as leis físicas do universo e com os atos que realizarão um dia". Nesse sentido, a literatura também exerce função essencial para os fatos que acontecerão em suas vidas reais. "

Aproveite a comemoração e apresente às crianças os clássicos imortais da literatura infantil: 

Chapeuzinho Vermelho

Autores: Irmãos Grimm

O Patinho Feio
Autor: Hans Christian Andersen

O Aprendiz de Feiticeiro

Autor: Johann Wolfgang Von Goethe


A Bolsa Amarela
Autora: Lygia Bojunga

O Menino Maluquinho

Autor: Ziraldo

Reinações de Narizinho – no reino das Águas Claras

Autor: Monteiro Lobato

Todas as Bibliotecas possuem títulos infantis e adultos, mas aBiblioteca Hans Christian Andersen e a Biblioteca Infantojuvenil Monteiro Lobato são as que têm seu acervo mais voltado ao público infantil.

Além de livros, todas as Bibliotecas também oferecem contações de histórias em comemoração ao Dia do Livro Infantil:

Biblioteca Hans Christian Andersen

Dia 5


10h e 14h – 
Show O Soldadinho de Chumbo e Outros Brinquedos, com Giba Pedrosa, Zana de Oliveira e Ricardo Wurker O espetáculo foi criado envolvendo a narração de histórias de Andersen, com músicas compostas especialmente para esse trabalho por Ricardo Würker.
Dia 6
10h e 14h – Oficina de Kirigami (recortes em papel) Inscrições diretamente na biblioteca. 20 vagas por oficina.
Dia 7
10h e 14h – Oficina de Teatro de Sombras, por Edilson Castanheira e Irani Cippiciani. 20 vagas por oficina – inscrições na biblioteca.Dia 8 10h – Narração de histórias
14h - Roda de Histórias, com os Contadores de Histórias da Coordenadoria do Sistema Municipal de Bibliotecas
Dia 9
10h – Realejo na Praça
11h – Festivandersen Pequeno festival de narração de histórias de Andersen, com Regina Machado, Kelly Orasi, Zé Bocca e Paulo Federal, seguido por Realejo na Praça.

Biblioteca Thales Castanho 

Abril do Livro Infantil

Coordenação: Edna Bolanho Simões Oficina de leitura comemorando o Dia Internacional e o Dia Nacional do Livro Infantil.
Livre.
50 minutos.
De 5 a 26 de abril, 3ª feiras, das 10h às 14h

Biblioteca Paulo Duarte

Dia do livro Infantil no Jabaquara

Em comemoração ao Dia Nacional do Livro Infantil e à Semana da Literatura Infantojuvenil, a Biblioteca Paulo Duarte convida para narração de histórias! 
O lobo mau, não tão mau em muitas histórias
, com Cecília Graner - Dia 13 de abril às 14h 
Monteiro Lobato: histórias e aventuras do Sítio do Pica-pau Amarelo - 
Dias 14 e 15 de abril às 10h
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O ESCRITOR NA BIBLIOTECA
O Projeto foi criado com o intuito de aproximar os autores de seus leitores através de bate-papo informal, em que os escritores falam de sua vida e obra e respondem os questionamentos do público. O projeto já recebeu grandes nomes da literatura nacional, como Ferreira Gullar, Lya Luft e Pedro Bandeira, além de nomes internacionais como o moçambicano Ungulani Ba Ka Khosa.

Sérgio Vaz
Sérgio Vaz é conhecido como poeta e agitador cultural. Ele é coordenador do maior sarau de poesias no Brasil, o Sarau da Cooperifa, que transformou um bar, na periferia de São Paulo, em centro cultural. Entre outras atividades culturais, ele é coordenador também do “Cinema na Laje”, que leva filmes de graça para a população. Sérgio Vaz foi eleito pela Revista Época, em 2009, uma das 100 pessoas mais influentes do nosso país.

Heloísa Prieto
Heloísa Prieto é autora infanto-juvenil, pesquisadora, professora e já escreveu para teatro, cinema e televisão, tendo participado no programa Castelo Rá-tim-bum. Algumas de suas obras são “Mil e um fantasmas”, “De primeira viagem”, “Vida crônica” e “O Imperador Amarelo”.

Rosana Rios
Rosana Rios é arte-educadora, ilustradora e também roteirista de quadrinhos. Teve 109 livros publicados, entre infantis, juvenis e didáticos e também escreveu roteiros para cinema e televisão. Dentre seus programas mais conhecidos estiveram “Bambalalão” e “TV Criança”.

Márcia Tiburi
Marcia Tiburi é graduada em Filosofia e Artes e mestre e doutora em Filosofia. É professora do programa de pós-graduação em Arte, Educação e História da Cultura da Universidade Mackenzie e colunista da Revista Cult. Já escreveu diversos ensaios e romances. Entre os ensaios encontram-se "As Mulheres e a Filosofia" (Unisinos, 2002), "Filosofia Cinza" (Escritos, 2004), "Filosofia em Comum" (Record, 2008), "Filosofia Brincante" (Record, 2010) e "Diálogo/Desenho" (Senac, 2010). Escreveu os romances "Magnólia", "A Mulher de Costas" e "O Manto", que compõem a Trilogia Íntima. Em maio lança seu ensaio "Olho de Vidro – A televisão e o estado de exceção da imagem" pela editora Record, um trabalho relacionado a pesquisa que fez enquanto trabalhou na televisão.

Alice Ruiz
Alice Ruiz começou a escrever seus poemas na adolescência, mas só os publicava em jornais e revistas. Aos 34 anos, publicou seu primeiro livro “Navalhanaliga” e depois disso não parou mais. Entre suas obras estão “Paixão Xama Paixão”, “Hai-tropikai”, “Vice versos” e “Poesia pra tocar no rádio”. Além de escritora, Alice Ruiz também é cantora e compositora, tendo trabalhos em parceria com Arnaldo Antunes, Zeca Baleiro, Itamar Assumpção e outros.

Allan da Rosa
Allan da Rosa é escritor, historiador e arte-educador. Organiza cursos independentes de cultura negra nas periferias paulistanas e fundou o selo Edições Toró, que publica vários livros de autores dos movimentos periféricos. Alguns de seus são “Vão”, “Morada” e “Zagaia”.
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OFICINAS DE HISTÓRIA EM QUADRINHOS
O projeto está no sexto ano de existência e busca levar ao público uma linguagem que desenvolva e estimule a criatividade para o desenho, para a escrita e para a leitura (personagem, história e roteiro). As aulas acontecem em 20 unidades do Sistema Municipal de Bibliotecas e tem diferenciação entre iniciantes e avançados (para quem já tem experiência com a linguagem dos quadrinhos). Blog com produções dos alunos
Além das Bibliotecas, o projeto FanZines também acontecem noCentro Cultural da Juventude Ruth Cardoso.
Carga horária: 16 aulas.
Inscrições de 1 a 20 de abril nas Bibliotecas
AULAS PARA ALUNOS INICIANTES
Para iniciantes, basta se inscrever nas Bibliotecas:
Biblioteca Paulo Setúbal
Domingos, das 10h às 13h, a partir de 10 de abril
Com Edson Pelicer
Livre
Biblioteca Érico Veríssimo
2ª feiras, das 14h às 17h, a partir de 25 de abril
Com Marcos Venceslau
Livre

Biblioteca Chácara do Castelo
3ª feiras, das 13h às 16h, a partir de 26 de abril
Com Antonio Ezequiel
A partir de 7 anos

Biblioteca Padre José de Anchieta
3ª feiras, das 14h às 17h, a partir de 26 de abril
Com Rodrigo Motta
A partir de 9 anos

Biblioteca Marcos Rey
5ª feiras, das 13h às 16h, a partir de 28 de abril
Com Dácio
De 12 a 29 anos

Biblioteca Nuto Sant’Anna
5ª feiras, das 9h às 12h, a partir de 28 de abril
Com Rômulo Alex
A partir de 13 anos

Biblioteca Paulo Sérgio Milliet
5ª feiras, das 14h às 17h, a partir de 28 de abril
Com Rodrigo Motta
A partir de 9 anos

Biblioteca Sérgio Buarque de Hollanda
5ª feiras, das 13h às 16h, a partir de 28 de abril
Com Daniel Gisé
De 14 a 21 anos

Biblioteca Vicente de Carvalho
5ª feiras, das 14h às 17h, a partir de 28 de abril 
Com Marco Túlio
Jovens

Biblioteca Castro Alves
6ª feiras, das 14h às 17h, a partir de 29 de abril
Com Dácio
De 12 a 29 anos

Biblioteca Vinícius de Morais
6ª feiras, das 14h às 17h, a partir de 29 de abril 
Com Fernando dos Santos
A partir de 12 anos

Biblioteca Adelpha Figueiredo
Sábados, das 14h às 17h, a partir de 30 de abril
Com Edson Pelicer
Livre

Biblioteca Amadeu Amaral
Sábados, das 9h às 12h, a partir de 30 de abril
Com Jozz
A partir de 15 anos

Biblioteca Belmonte
Sábados, das 9h30 às 12h, a partir de 30 de abril
Com Antonio Ezequiel
A partir de 7 anos

Biblioteca Gilberto Freyre
Sábados, das 9h às 12h, a partir de 30 de abril
Com Tayla Nicoletti
De 12 a 18 anos

Biblioteca Paulo Duarte
Sábados, das 9h30 às 12h30, a partir de 30 de abril
Com Daniel Gisé
De 14 a 21 anos

Biblioteca Raimundo de Menezes
Sábados, das 9h às 12h, a partir de 30 de abril
Com Fernando dos Santos
A partir de 12 anos

Biblioteca Pedro da Silva Nava
3ª feiras, das 14h às 17h, a partir de 3 de maio
Com Gau
De 12 a 30 anos

Biblioteca Rubens Borba Alves de Morais
4ª feiras, das 9h30 às 12h30, a partir de 4 de maio
Com Daniel Esteves
A partir de 12 anos
AULA PARA ALUNOS AVANÇADOS
Para avançados, há necessidade de entregar para avaliação um desenho e uma carta de interesse e todos devem comparecer às aulas munidos com lápis, borracha e caneta preta.

Biblioteca Milton Santos
Sábados, das 13h às 16h, a partir de 30 de abril
Com Gau, Jozz e Daniel Esteves
A partir de 12 anos

Biblioteca Rubens Borba Alves Morais
Sábados, das 14h às 16h, a partir de 30 de abril
Com Marcos Venceslau, Rômulo Alex e Tayla Nicoletti
A partir de 13 anos
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BIBLIOTECA PÚBLICA MUNICIPAL MALBA TAHAN
(SÃO BERNARDO DO CAMPO)
CONTAÇÃO DE HISTÓRIA
História: Maria-vai-com-as-outras
Autora: Sylvia Orthof
Maria era uma ovelha que sempre fazia o que as outras faziam. Se todas iam para baixo ela ia também, se iam para cima, Maria as seguia. Ela nunca fazia o que queria, até que um dia ela tomou uma decisão, trilhar seus próprios caminhos.

CONTOS E ENCANTOS
“A Jibóia Grande”, do Livro Sagrado do Povo Saperé – Mawé, conta a história de um índio que se perde na floresta e precisa encontrar a Dona dos Caminhos, a Jibóia Grande. Com Carlos Lotto e o músico Joel Marques.
Biblioteca Pública Municipal Malba Tahan. Rua Helena Jacquey, Rudge Ramos - São Bernardo do Campo
Tel: 4368-1010
Dias: 13.04 e 27.04 ( quarta)
Horário: 14h30
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ARTE NA VILA
“O ATELIÊ” É O TEMA DO ARTE DA VILA 2011
Nos dias 9 e 10 de abril, os 180 artistas participantes do Arte da Vila, em São Paulo, recebem os visitantes com o bairro colorido. Cerca de 150 postes serão grafitados com o objetivo de levar a arte para a rua.
O tema principal desta edição é "O Ateliê", e estimulou os artistas a abrirem suas portas para mostrarem obras inéditas, além de performances, shows musicais, aulas e workshops. Estarão expostos trabalhos em cerâmica, joalheria, mosaico, pintura, fotografia, entre outros.
Doze vans circularão pelo bairro para transportar o público e dois pontos de informação, além do tradicional na Estação Vila Madalena do Metrô, serão montados nas esquinas das Ruas Fradique Coutinho com Wisard e Rua Fidalga com Aspicuelta. Monitores, estudantes de artes plásticas, auxiliarão os artistas nas explicações ao público sobre os trabalhos desenvolvidos nos ateliês. Nesta edição, quatro galerias entram no circuito de visitação.
Desde 2003, o Arte da Vila revela aos visitantes os charmosos e, às vezes, escondidos ateliês da Vila Madalena.
Serviço:Arte da Vila 2011 - Dias 9 e 10 de abril de 2011 – das 10 h. às 19 h.Confira a programação: http://www.artedavila.com.br/
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BIENAL DO LIVRO DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS
ESPAÇO REGINA DRUMMOND
Entre peças de teatro, narração de histórias, oficinas e shows, a autora Regina Drummond e seus convidados irão despertar a imaginação, a criatividade e a fantasia dos participantes que desfrutarão de loucas aventuras no tempo e no espaço. Numa área de 120m², crianças, jovens e adultos entrarão no mundo mágico de Regina Drummond.



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COLABORE COM O MURAL
Envie informações de literatura infantil de sua cidade.
contato@danilomarques.com.br

segunda-feira, 4 de abril de 2011

SP: Página do Ilustrador - Marilia Pirillo

Marilia Pirillo nasceu em 1969, em Porto Alegre. Estudou Artes e se formou em Publicidade e Propaganda pela PUCRS. Em 1995 ilustrou seus primeiros livros infantis. Trabalhou com projeto gráfico, editoração e ilustrou anúncios, embalagens, sites, cartilhas, revistas e diversos materiais gráficos dirigidos ao público infantil, durante os cinco anos em que foi sócia do estúdio de ilustração e animação Laboratório de Desenhos.
Em 2004 mudou-se para o Rio de Janeiro, onde reside atualmente. Participou de cursos de pintura, ilustração, roteiro, escrita e criação literária. Nos últimos anos, tem se dedicado exclusivamente à ilustração de livros e a criação de textos para o público infantil e infantojuvenil. Em 2007 participou de dois cursos de aperfeiçoamento em ilustração infantil em Sármede, na Itália. Em 2008 estreou na literatura juvenil como autora do livro Baratinada, publicado pela Editora Biruta.
Como ilustradora publicou:
Alice no País das maravilhas, de Lewis Carroll, tradução de Ligia cademartori (Editora FTD, 2010)
A princesa que era uma vez, de Sandra Pina (Editora Positivo, 2010)
Avó com cheiro de pão caseiro, de Zé Zuca (Editora Zit, 2010)

Lendas Indianas, pequenas grandes histórias da terra milenar, de Andrea Prior (Editora Salesiana, 2010)

Chapeuzinhos Coloridos, de José Roberto Torero e Macus Aurelius Pimenta (Editora Objetva, 2010)

- Receita para pegar Saci
, de Anna Claudia Ramos e Gabriel Campêlo (Editora Cortez, 2009)
A Aranha Bordadeira, de Edson Gabriel Garcia (Editora Elementar, 2008)
O Mágico de Oz, tradução e adaptação de Ligia Cadermatori (Editora FTD, 2008)
Comboios, Saudades e Caracóis, Fernando Pessoa (Editora FTD, 2007)
Férias na Floresta, de Léia Cassol e Vitor Siegle (Editora Cassol, 2007)
Minhoquices, de Léia Cassol e Vitor Siegle (Editora Cassol, 2007)
Bruxa Merreca & Bruxa Zamya viajando pelo Brasil, de Léia Cassol e Vitor Siegle (Editora Cassol, 2007)
As Aventuras de Beto e Fê – O Segredo da Moeda e outras histórias, de Léia Cassol, Vitor Siegle e Gisella Cassol (Editora Cassol, 2007)
Talí, de Giselda Laporta Nicolelis (Editora Saraiva, 2005)
Viver é uma Grande Aventura, de Giselda Laporta Nicolelis (Editora Atual, 2004)
O Rei Pelado das fitas coloridas, de Zuleika de Almeida Prado (Editora Ave Maria, 2004)
Como escritora publicou:
O menino do capuz vermelho (Editora Prumo, 2010)
Bagunça e Arrumação (Editora Prumo, 2009 – Editora WMF Martins Fontes, 2009)
Bonifácio, o porquinho (Editora WMF Martins Fontes, 2009)
- Baratinada (Editora Biruta, 2008)
Alguns segredos e outras histórias – coletânea de contos para jovens (Editora Larousse, 2008)
Quando tudo acontece de repente – coletânea de contos para jovens - coleção Entretempos (Editora Larousse, 2008)
Participou da Antologia:
Era uma vez para sempre, organizado por Marcelo Maluf (editora Terracota. 2009)

"Sempre gostei de desenhar. E, desde que consegui segurar um lápis com a mão e fazer minhas garatujas, não abandonei mais o desenho e segui teimosa desenhando de tudo, para tudo e experimentando diversas técnicas. São mais de 15 anos de profissão!
Ano passado, enquanto fazia as ilustrações para a versão do “Alice no País das Maravilhas”, da editora FTD, resolvi registrar um pouco do meu processo de produção, anotando e fotografando alguns momentos. Para provar que vida de ilustrador não é moleza, mas, apesar de cansativa, é muito divertida, seguem os meus registros:


Tudo começa dias antes, com alguns rascunhos soltos no papel. Idéias, testes, estudos. Promessas que podem se concretizar ou não... Depois de escolhido o caminho, passo para o trabalho árduo de “layoutar” , acertar, limpar e aprovar com o editor a imagem que será finalizada.



São 10:00h da manhã de um dia normal de trabalho. Sobre a mesa o desafio da folha em branco me espera. Aquarelas a posto. A imagem final já calcada no papel. E eu com a sensação (tão conhecida) de que não conseguirei finalizar esta ilustração.

13:00h Algo começa a surgir, mas o medo das tintas ainda me domina!

17:30 A imagem já tem "forma", foi uma tarde bastante produtiva.


18:00 Começo a me fixar nos detalhes – que são tantos!


22:00 Estou cansada. Parece que falta pouco, mas ainda falta tanto!


6:00h da manhã, dou a ilustração por finalizada. Virei a noite pintando. Ouço os passarinhos cantando, respiro fundo e tomo outro café – me preparando para começar a finalizar a próxima ilustração do livro.

Aqui a capa do livro pronto. Fiquei muito feliz com o resultado! Espero que vocês também gostem :D

Pra saber mais sobre meu trabalho visite “Garatujas e Divagações” em http://www.mariliapirillo.com
Link

6 comentários:

  1. Oi Marilia, lindas ilustrações. Desejo a você mais inspirações! Tudo de muito bom, desde esta terra de frevo, maracatu e muita LIJ. Abração, Tonton
  2. Tudo lindíssimo. E vendo o passo a passo, de como se faz a mágica, fica mais lindo ainda!
    beijo e parabéns pela trajetória!
    Cris
  3. Ficou lindo mesmo, Marilia! Até os teus esboços ficariam lindos pendurados numa moldura preta...
    MEus esboços são terríveis perto desses... rsrsrrs
    Beijos. Feliz de te conhecer!
  4. Marilia adorei!!!! Sou sua fã, rs... BjOooo
  5. Marília, que beleza de trabalho! E como foi bom acompanhar a sua jornada diária e saber que não sou só eu que sinto um frio na boca do estômago diante do papel em branco... E olha que você já tem estrada! Parabéns, gostei demais. Beijos
    Angela (Leite de Souza)
  6. Obrigada colegas e gente tão querida!
    Bom saber que o meu esforço tem bons resultados :)
    beijos

SP: Canto & Encanto da Poesia - A borboleta amarela

A BORBOLETA AMARELA

Uma borboleta amarela
Voando alto no jardim
Passou pela minha janela
E o dia sorriu para mim

Será que ela é amarela
ou nas cores do sol se banhou?
Será que ela é uma estrela
Ou uma nota musical a soprou?

Na poesia se encontram respostas
Verdadeiras e imaginárias
Na poesia se encontram perguntas
Nunca antes perguntadas

Não importa se a borboleta é amarela
Se o sol coloriu suas asas
Só observa lindas borboletas
Quem tem asas de poeta

Simone Pedersen Fragmentos e Estilhaços Editora In House

sábado, 2 de abril de 2011

RS: Felicitações

Na semana em que a Editora Artes e Ofícios e a Editora Projeto completam aniversário, nossos sinceros cumprimentos pelo trabalho realizado nestes vinte e dezenove anos, respectivamente.

Nosso abraço, nosso carinho, acompanhados do desejo de êxito em suas iniciativas em prol da leitura.

AEILIJ/RS

Postado por H

sexta-feira, 1 de abril de 2011

SP: Vice-Versa de Abril de 2011

Meus amigos,
O Vice-Versa de abril apresenta os escritores Antonio Nunes (PE) e Cléo Busatto (PR).
Parabéns aos viceversistas e muito obrigada pela participação.
Boa leitura a todos!
Um beijo,
Regina Sormani

Cléo Busatto

Antonio Nunes


Respostas de Antonio Nunes (Tonton)

Oi Cléo, antes de tudo, gostaria de dizer de minha satisfação de estar neste Vice-Versa com você, conhecendo-a um pouco mais e, também, apresentar-me aos leitores deste blog da AEILIJ/SP, a quem agradeço a oportunidade, em nome da Regina Sormani que me fez tal gentil e irrecusável convite.

1 - Você se refere ao frevo e ao maracatu em vários escritos de apresentação. Minha pergunta: eles inspiram também a sua escrita literária?

Pois é, é verdade, em muitos dos meus escritos e mesmo em minha correspondência pessoal costumo concluir o texto enviando um cordial abraço da terra do frevo e do maracatu. É uma alusão a Recife, bela e acolhedora cidade, na qual fixei raízes há cerca de duas décadas. Recife é um caldeirão cultural, com muitas manifestações em diversas áreas, que culminam por conferir-lhe uma condição impar de riqueza em vários sentidos desta palavra. Impossível não se sentir tocado ou de, alguma maneira, inspirado ou influenciado por este ambiente efervescente, desde o seu passado remoto. Basta um caminhar por suas ruas, transitar por suas pontes que você se sentirá invadido por um algo estranho, que te fará admirar cada vez mais cada pedacinho percorrido. Quem, assim como eu – nascido em sua vizinha João Pessoa -, por aqui aporta, sente o pulsar desta cidade em seu cotidiano. Este universo do maracatu foi o mote para um dos meus últimos textos de LIJ, Kodmo no Yumê (Sonhos de criança), que narra a chegada de uma família de origem nipônica em Pernambuco nos idos de 1950 que, assim como tantas outras oriundas de São Paulo, veio cultivar flores nestas terras. Por fim, digamos que é uma forma de reverenciar esta cidade onde nasceram minha esposa e filhinha e, posso afirmar, na qual tenho passado os melhores dias de minha vida. Ah, antes que me esqueça, até em meu doutoramento, quando desenvolvi “Uma metodologia de avaliação da qualidade de vida no trabalho para pessoas com deficiência”, terminei por nomeá-lo de “Método Recife de avaliação...”.

2 – Moramos em regiões distintas e com culturas bem marcadas, porém num mesmo país. O que você considera imprescindível na literatura para crianças, para que ela chegue ao coração das que moram de Norte a Sul do Brasil?

Puxa, que pergunta! Daria para escrever uma tese inteirinha para tentar respondê-la adequadamente (mania de professor universitário!). Bom, mas vamos lá... Acredito que a LIJ pode alcançar muito bem estas duas características ao mesmo tempo. A universalidade e o caráter local. E não são coisas necessariamente excludentes. Vejamos. Se por um lado, a inserção cultural da literatura é algo sempre questionado como uma barreira a que outros não-iniciados naquela cultura estão sujeitos e que, deste modo existem limitações para a sua plena compreensão, para que possam participar ativamente e aproveitar de seu conteúdo integralmente, de outro lado, podemos dizer que a humanidade, apesar de sua diversidade, está assentada em traços comuns à condição humana. Portanto, para que a LIJ chegue ao coração das crianças, acredito que seu requisito essencial é que ela seja verdadeira, feita de coração, sem artificialismos, pois entendo existir apenas uma distinção na qualidade da literatura: boa ou má. Desta feita, um texto escrito para ser local poderá, essencialmente em razão de sua qualidade, alcançar o status de universal. E esta é uma condição cujo domínio reside unicamente no leitor, que, indistintamente, onde quer que se encontre, saberá reconhece-lo e jamais o será por mera pretensão do escritor. Afinal, quem de nós escritores tem a capacidade de predizer que um determinado texto será universal?

3 – Alguns dizem que o processo criativo se dá de forma lenta e contínua, refletido e construído com disciplina e dedicação. Outros, que ele chega num rompante e se espalha no suporte. O que você pensa disso?

Como dizemos aqui no nordeste: - Pense numa coisa inexplicável essa tal de inspiração!
Posso dizer que, em mim, ela não segue nenhum padrão previsível. A inspiração pode chegar a qualquer hora (inclusive em plena madrugada, quando saio da cama para escrever com medo de perder o fio da história), em qualquer lugar, sob qualquer pretexto. Por vezes, o texto sai quase completo, toda a história, detalhe por detalhe. Outras vezes, necessitarei de algum tempo para maturá-la. Entretanto, posso igualmente dizer que um perfeccionismo capricorniano me impele a ler, reler, e mais uma vez reler (e também escrever e reescrever) cada texto antes de levá-lo ao público. Posso dizer que criar deve ser um exercício e aprendizado diário e que, sem dúvida, disciplina e dedicação são fundamentais para tanto.

4 – Como despertou em você a vocação de escrever para crianças? 

Sabe que eu nunca havia pensado nisso? Acho que antes de imaginar que escrevi algo para outrem, ainda que para uma criança – e olha que adoro crianças, me rotulam de tiozão e, mais recentemente, de paizão etc (risos!) – o faço para mim mesmo, por puro prazer. Ou seja, me delicio, me divirto com minhas próprias histórias. E isso vale para os contos e para a LIJ, e não tem nada de anormal. Certa vez até perguntei a respeito para um amigo terapeuta: - É normal alguém se divertir com seus próprios textos? Ao que ele me respondeu: - Quando lança o seu próximo livro? E me deu aquele sorriso dando por encerrada a consulta. Acredito que a criança que existe dentro de mim se realiza ao ler e apreciar os textos (e como sou exigente comigo mesmo!), além de que, quando vejo olhinhos brilhantes postados sobre os meus livros... Ah, não existe sensação melhor do que vê-los felizes descobrindo algo novo, explorando o mundo, viajando nos nossos escritos... Não é verdade? Se bem me recordo, eu tinha uns 7 ou 8 anos quando registrei o meu primeiro escrito na velha Lettera de meu pai, brincando de ser escritor, em escritos que denunciavam a minha inocência.
Por fim, me resta deixar a cada um de vocês, em especial, o meu mais cordial abraço, desta terra de frevo, maracatu e muita literatura (textos e ilustrações) para o público infantil e juvenil. Até a próxima, tudo de muito, muito bom,Tonton (visitem o nosso blog http://lij-pe.blogspot.com)


Respostas de Cléo Busatto:

1 – Quando conheço pessoas com sobrenome estrangeiro fico a imaginar que, de alguma maneira, traços culturais de seus ascendentes lhe foram transmitidos e que, influenciam o seu modo de ser e seu posicionamento diante do mundo. Isto aconteceu com você? E com a sua literatura?

O olhar que lanço para o mundo se fez mais por conta da minha busca pessoal, que por uma linhagem ancestral. Dela carrego com muito gosto, a predileção pela culinária italiana e por vinho... risos. 
Agora, com certeza, nossos ascendentes sempre vão nos legar sua história e a gente transfere traços dessa herança para nossa criação, ainda que recriada pelo tom ficcional. Minha história origina histórias. Ela, resignificada ou não, sem dúvida é a base da minha produção literária.

2 – Como foi a Cléo leitora na infância? Como aquela menina se transformou na escritora de hoje?

Eu sou um modelo de como o ambiente-leitor afeta o sujeito. Nasci num vilarejo no interior de Santa Catarina. Minha família não era rica, mas me deixou um tesouro. Cresci numa casa leitora. Lá havia um móvel, que nos dias de hoje, muita casa de gente considerada culta, ainda não tem – um armário cheio de livros. Um não, dois. O primeiro, de madeira escura, ficava na sala de estar, onde estavam os livros mais importantes e o segundo, amarelo, continha o material pedagógico da minha mãe e mais livros, num cômodo que era um misto escritório atelier. 
Nesses armários havia de tudo, de revista Seleção a enciclopédias. De clássicos como Os miseráveis, que li aos 8 anos, a fotonovelas Capricho, Grande Hotel e quadrinhos, Pato Donald, Mickey, Tio Patinhas, Luluzinha. 
Quando pequena, eu via meu pai lendo Seleções, O Cruzeiro e livros “que não é pra você”. Depois que ele se aposentou, colocou abaixo a estante do meu irmão e leu grande parte do que havia lá. Meu irmão foi um grande leitor literário e responsável por parte da minha formação. Foi ele que me apresentou Clarice Lispector, Virginia Woolf, Margerite Yourcenar, Mário de Andrade, Joyce, Thomas Mann e por aí vai.
Minha mãe era professora e ensinava na escola multisseriada da vila. Ela foi (é) um espírito transdisciplinar, muito antes de esse conceito existir. À noite, a gente ia para o quarto do armário amarelo e criava. De lá saía casca de ovo pintado para a Páscoa; buque de noiva e guirlanda de primeira comunhão; material para as aulas, com direito a purpurina; colcha de crochê; livro velho encadernado e transformado em novo e por aí vai. Para mim era um parque de diversão, eu cortava, colava, dobrava, lia!
Durante o dia ia para escola com ela e logo estava lendo. Tinha três anos e meio. Ela descobriu essa habilidade, quando escreveu algo no quadro-negro e invés do seu aluno ler, eu li. Tempo depois, já com quatro e meio, fui visitar minha irmã mais velha, no colégio das freiras, onde ela estudava. Minha mãe contou à madre superiora que eu já lia. Essa mulher me levou a sala dos professores, onde havia estantes de madeira escura, do chão ao teto, repletos de livros. Tirou de lá um livro grosso, colocou-o em minhas mãos e disse leia. Lembro-me da sensação dessa cena, um misto de medo e timidez diante da autoridade. 
Eu abri o livro e comecei a ler e enquanto lia me transportava para o cinamomo, que ficava atrás da janela da cozinha da minha casa. Eu subia pelos galhos grossos, atingia o topo, roubava a galinha de ouro e voltava a salvo para casa, a tempo de derrubar árvore e destruir o gigante e sua mulher. Lia a história de João e o pé de feijão. 
Ainda que eu não soubesse, quando abri aquele livro, abri também a possibilidade de gerar a contadora de histórias, a escritora que agora lhes escreve. Não faz muito tempo que me dei conta da dimensão desse fato. Foi nesses movimentos, entre o mítico e o mágico, que me revelei criadora. E essa é a história da Cléo, de menina leitora à escritora.

3 – Dia desses uma amiga minha e mãe de um esperto garotinho de 9 anos me sugeriu escrever um livro para os pais que seria intitulado “Técnicas e métodos de respostas rápidas aos questionamentos dos pequenos - sem traumas”. Você já enfrentou situações que caberiam neste livro? Como a literatura infantil pode ser útil neste sentido?

Eu não vejo sentido utilitário para a literatura, muito menos com o texto para as crianças. Creio que o sentido de uma história, seja nos transportar para seu universo, para que possamos viver aquela vida por instantes e voltar enriquecido com a experiência do outro. É subir o cinamomo e descer mais potente. 
Lembro que quando li Robson Crusoé, com meus sete, oito anos, foi como descobrir que eu também gostaria de desbravar novas terras, que eu também poderia me virar e ter ideias fantásticas para driblar as dificuldades. Robson Crusoé e suas aventuras me mostraram que eu também posso ser corajosa e sobreviver aos naufrágios que a vida me apresenta.

4 – E as clássicas perguntas para uma escritora. O que a inspira a escrever um texto infantil? Como se dá o seu processo de criação? Ah, e me fala daquele gato negro de olhos verdes bem acesos e piscantes no teu site que ficava me olhando o tempo todo... Quase que fiquei hipnotizado! Risos!

Pois é, aqui não tem regra. Qualquer coisa pode me inspirar para uma história. Já meu processo de criação se dá como um jorro. As ideias, as palavras e imagens ficam maturando dentro de mim, por um tempo que não sei precisar. É o tempo delas. 
Chega uma hora, que vêm para fora e aí eu as registro. As recebo como quem recebe um presente. E vem uma história pronta. Depois é só trabalhar a linguagem. Foi assim com O Florista e a Gata. Ele surgiu durante a madrugada. Quando o dia nasceu, a história estava montada.
Por outro lado, escrevo diariamente. Registro em cadernos de 200 páginas tudo o que se passa comigo. Já são mais de trinta. É meu bom exercício, pratico o estilo, elaboro a linguagem e crio a memória da Cléo. Ela me é necessária. Quando preciso de um olhar mais apurado para o passado, eu vou lá, releio os sonhos, percebo como as coisas me tocaram, acompanho as transformações. Aqui, é a escrita provocando ressonâncias e redimensionando meu ser. Quanto ao gato, Tonton, esse é o Mel. Um gato delicioso, amoroso, macio. Era um filhotinho abandonado na Ilha do Mel e eu o adotei. Agora está lindo, parece uma daquelas esculturas egípcias. Virou meu mascote e inspirou a marca da Cléo.

Um cheiro carinhoso, Tonton

Obrigada por me ouvir, carinho, Cléo.


4 comentários:

MARCIANO VASQUES2 de abril de 2011 06:08
Regina,
Parabéns por mais essa edição do Vice&Versa. Coisa linda reunir pessoas do mundo artístico e Literário para conversarem, pois é assim que eu vejo essas entrevistas, como uma saborosa conversa.
Um armário cheio de livros na infância? Um não, dois! Tesouro é isso...
Gostei do que li e renovo meus parabéns. Sinto orgulho e alegria por estar ao seu lado nessa caminhada.
Um beijo no coração dos três: você e os entrevistados.

Anônimo4 de abril de 2011 10:40
Tonton e Cléo: foi bom demais da conta, como dizem meus conterrâneos, conhecer um pouco mais de vocês! Tive até vontade de entrar na conversa... E parabéns a você também, Regina, que é o traço de união entre eles e nós! Beijos para o trio,
Angela

cleobusatto6 de abril de 2011 10:19
Oi Angela, entra no papo, sim,que fica ainda melhor. E não é um tesouro, mesmo, Marciano? beijos pra vcs, Cléo

Tonton19 de abril de 2011 06:39
Como dizemos por aqui, nestas terras de frevo, maracatu e muita LIJ, com tanto carinho dos amigos (novos, inclusive) fica sempre um gostinho de quero mais. Não é verdade? Convido todos vocês a conhecerem um pouco mais do projeto LIJ-PE que estamos contruindo em coletivo. Por gentileza, dêem uma olhada em http://lij-pe.blogspot.com
Se tiver uma tapioca de queijo de coalho e um cafezinho quente, contem comigo para muitas horas de papo. rs!
Abração e tudo de muito bom, Tonton