quinta-feira, 9 de outubro de 2014

PR: 3ª edição de Bichos Imaginados, de Casa e da Floresta com Marilza Conceição, Liana Leão e Priscila Prado

Como é que os bichos vão parar nos livros? A Liana, a Marilza e a Priscila responderam a esta e a outras perguntas numa conversa divertida na Livrarias Curitiba do Shopping Palladium.

Liana Leão é autora de 20 livros infantis. Professora de literatura, especialista em Shakespeare, na Universidade Federal do Paraná. Fundadora do website brasileiro www.shakespeare.ufpr.edu e editora do website do MIT globalshakespeares.mit.edu

Marilza Conceição é escritora e contadora de histórias. Atualmente coordena a regional do Paraná da AEILIJ - Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil. Seu livro O Balé da Chuva, inspirou um filme de curta metragem e virou peça de teatro.

Priscila Prado é autora de A Qualquer Momento Agora e Preguiça Coragem e Outros Bichos, finalista do PRÊMIO JABUTI, 2013. www.preguicacoragem.com.br

Marilza Conceição, Liana Leão e Priscila Prado








 



























Postado há 9th October 2014 por Marilza Conceição
Localização: Avenida Presidente Kennedy, 4121 - Rebouças, Fazendinha/Portão, Curitiba - PR, 80220-201, República Federativa do Brasil

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

PR: 2ª edição de Bichos imaginados, de Casa e da Floresta. Conversa com Alexandra Barcellos e Gustavo Vazquez Ramos

Como é que os bichos vão parar nos livros? Os autores Alexandra Barcellos e Gustavo Vazques Ramos, responderam a essa e a outras perguntas, numa conversa animada na Livrarias Curitiba do Parkshopping Barigui.

Alexandra Barcellos é autora de livros infantojuvenis com temática ecológica, desde 2003.

Gustavo Vazquez Ramos é músico e escritor. Trabalha em projetos próprios e também com vários artistas de Curitiba. "Tito, o Gato" é seu primeiro livro infantojuvenil.

























Postado há 8th October 2014 por Marilza Conceição
Localização: Rua Professor Pedro Viriato Parigot de Souza, 600 - ParkShoppingBarigüi - Mossunguê, Santa Felicidade, Curitiba - PR, 81200-100, República Federativa do Brasil

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

NE: Literatura é liberdade, principalmente para as crianças

Por Ivani Cardoso 




A literatura infantil e juvenil brasileira está em expansão. Do ponto de vista do mercado, há um amadurecimento proporcionado pelos programas do governo de incentivo à leitura e pela compra de livros infantis e juvenis, que acabou se refletindo no aumento da produção de LIJ, na sua visibilidade nas feiras internacionais, em traduções para outros idiomas (ainda que tímidas), e na vinda de agentes literários para os eventos de literatura no Brasil. Essa a é a opinião de Cláudia Ribeiro Mesquita, gerente editorial de literatura infantil e juvenil das Edições SM. Para ela, a literatura para crianças e jovens deve ser tratada sem preconceitos, com a liberdade que a arte demanda: “na literatura cabem todos os tipos de personagens e enredo, todos os temas, todos os registros de linguagem que sirvam à realização do projeto narrativo do autor. Isso vale para todas as idades”, analisa.

Você acha que há temas proibidos no universo infantil?

Não. As crianças não são ingênuas e estão constantemente expostas a toda sorte de acontecimento. Mas exposição não implica necessariamente assimilação, então acho que há formas de abordar os assuntos, sejam eles delicados, polêmicos ou rotineiros. A literatura, como as outras artes, tende a expressar sua época, as questões sociais, econômicas, de costumes. Com a literatura infantil não é diferente. O que importa não é o tema, mas como ele é desenvolvido literariamente. Também é preciso levar em conta o contexto de discussão. A literatura de qualidade, além oferecer ao leitor fruição estética, propicia o desenvolvimento de seu senso crítico e o contato com universos subjetivos e culturais diversos, passando longe de soluções didáticas, pedagógicas. Ela também dá ao adolescente e à criança a possibilidade de sairem deles mesmos, de se conhecerem pela identificação ou oposição à trama e/ou personagens, sem juízo de valor, maniqueísmo, estereótipo.

Temas mais delicados para o universo infantil devem ser tratados com mais cuidado?

Sim. Justamente porque a sociedade e seus valores sempre, ainda que de modo indireto, ou mesmo pela negação, penetram no âmbito da literatura e afetam o modo de perceber, sentir, pensar e dizer as coisas. Então me parece normal que questões que estejam afloradas na esfera sociocultural ressurjam em forma de literatura. Na literatura cabem todos os tipos de personagens e enredo, todos os temas, todos os registros de linguagem que sirvam à realização do projeto narrativo do autor. O preconceito na literatura infantil deve ser tratado sem viés pedagógico, sem panfletagem. De preferência com a liberdade que a arte demanda. Isso vale para todas as idades.

Quais são os temas mais comuns ao universo infantil?

Assuntos polêmicos têm se revelado uma tendência de mercado, especialmente os ligados à sexualidade. Ainda há pouca literatura no Brasil para crianças e jovens que contemplem relações de gênero, homoafetividade e novos padrões de identidade, por exemplo. Essas questões ainda permanecem como tabu, não estão suficientemente amadurecidas pela sociedade, mas houve um avanço, a diversidade está em discussão e existe concretamente para quem quiser ver. Ainda que timidamente, esses temas têm sido incorporados à literatura infantil e juvenil.

Como encara a questão da moral na literatura infantil e juvenil?

Cabe à criança construir seu padrão moral a partir do próprio repertório, do seu entorno, dos valores familiares, de seus contextos social, econômico e cultural, do que constitui sua identidade. Literatura é liberdade, apesar da literatura infantil e juvenil ter nascido comprometida com um projeto moralizante, educador, do qual ela vem se desvencilhando pouco a pouco.

Como os pais podem incentivar o hábito da leitura?

Oferecer contato com o livro, com narrativas variadas de modo geral (não só textual, mas orais, imagéticas). Desmistificar a literatura e tirá-la do pedestal. O gosto pela leitura é uma construção diária de intimidade, prazer, conhecimento, que acontece no longo prazo e sem obrigações.

As crianças atualmente convivem muito com as novas tecnologias. Como despertar o interesse pelo livro impresso?

Computadores, celulares e redes sociais são apenas outros suportes (o papel é um) que devem ser integrados ao dia-a-dia das crianças e dos adolescentes, como possibilidade de enriquecimento. Hoje é muito fácil encontrar o título e o resumo de um livro na Internet, por exemplo. Isso é ótimo. A questão é suscitar no leitor em formação o desejo de aprofundar-se nesta leitura. O principal desafio é descobrir como usar as novas tecnologias a favor da leitura. Um dos caminhos pode ser o de explorar os variados perfis de leitor e de leitura, tendo em vista as plataformas disponíveis (e-book, smartphone, tablet, computador, audiobook e o papel).

Como a senhora avalia a aceitação da literatura infantil e juvenil brasileira no exterior?

A literatura infantil e juvenil no Brasil tem qualidade reconhecida internacionalmente, temos autores premiados e publicados em outros países como Lygia Bojunga, Ana Maria Machado, Tatiana Belinky, Marina Colasanti, Ricardo Azevedo, Ziraldo e, mais recentemente, Nelson Cruz, Roger Mello, nomes totalmente ligados à literatura infantil e juvenil desde os anos 1980, só para citar alguns. Hoje a literatura infantil e juvenil brasileira está em alta. Acho que há dois fatores no âmbito da criatividade que contribuem para este movimento: o engajamento de escritores da chamada literatura adulta que passaram a valorizar a LIJ e, portanto, a se dedicar a ela; e o envolvimento de quadrinistas, desenhistas e artistas plásticos que se somaram aos ilustradores clássicos de LIJ. Isso, entre outros fatores, enriqueceu muito a qualidade da LIJ no Brasil.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

NE: Filig estreia site com novidades sobre o festival internacional de literatura infantil

O site oficial do Festival Internacional de Literatura Infantil de Garanhuns, o Filig, estreou nessa quinta-feira (18) repleto de novidades sobre o universo dos livros para as crianças. O internauta vai encontrar na página (www.filigfestival.com.br) a programação do evento, perfis dos autores convidados e resenhas de obras, além de informações sobre a cidade que sediará o Filig. Antes e durante o festival, que acontece de 9 a 12 de outubro, o público também poderá conferir as novidades pelo Facebook, Twitter  e Instagram (@filigfestival).

O site apresenta o primeiro festival internacional de literatura infantil realizado no Nordeste, com expectativa de reunir cerca de seis mil pessoas no Agreste pernambucano. O espaço mostra a programação do evento, ainda com novidades a serem divulgadas. Biografias e entrevistas com os autores convidados para o evento também estão disponíveis. Além disso, uma parte especial da página é dedicada às notícias sobre o festival. O site tem ainda uma seção dedicada às resenhas de livros coordenada pelo curador do Filig, o escritor Antonio Nunes, o Tonton. Neste espaço, são apresentados títulos úteis para quem se interessa pela literatura voltada às crianças, servindo como ponto de partida ou aprofundamento no tema, ou como dicas de leitura.

Para quem vai a Garanhuns participar do Filig, a página traz informações sobre os principais pontos turísticos da cidade, com destaque para o Parque Ruber Van der Linden, conhecido como Pau Pombo, onde serão realizadas várias atividades: apresentações culturais, rodas de leitura, feira de livros, bate-papos e leitura numa biblioteca montada para o evento. Opções de hospedagem no município e como chegar a ele, distante 230 quilômetros do Recife, também estão no site.

NE: Caruaru ganha festival literário



No período de hoje (22) até o próximo sábado (dia 27/09), uma série de atividades voltadas à formação de leitores terá lugar em diversas escolas e espaços públicos da cidade de Caruaru, agreste pernambucano, a cerca de 130 km do Recife. A programação e os autores participantes, assim como todas as informações referentes ao evento podem ser obtidas em www.carulit.com.br. Dentre os destaques, o cartunista e ilustrador Ziraldo, criador do simpático Aru, mascote do evento. Vale a pena conferir!

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

SP: Aos presidenciáveis e candidatos a cargos eletivos

OS ESCRITORES E ILUSTRADORES DE LITERATURA PARA CRIANÇAS E JOVENS E AS ELEIÇÕES

A AEILIJ (Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil) representa centenas de autores por todo o Brasil. Somos uma entidade atuante nas feiras do mercado editorial e em inúmeros programas de incentivo à leitura de Literatura, além de atividades beneficentes e solidárias. Nós, autores de Literatura Infantil e Juvenil, dividimos nosso tempo entre o trabalho de criação de nossos livros e o de percorrer colégios e eventos culturais para incentivar crianças e jovens à leitura, não apenas de nossos livros em particular, mas da Literatura como um todo. E fazemos isso, com frequência, voluntária e gratuitamente. Nossa remuneração é extraída dos percentuais que ganhamos sobre as vendas dos livros, que nunca ultrapassam os 10% do preço de venda. São nossos Direitos Autorais garantidos por lei. São o que nos confere subsistência em troca de um trabalho árduo de criação e de difusão da Literatura em espaços culturais.
Em passado recente, por iniciativa de órgãos públicos e privados, nós, autores, nos sentimos extremamente apreensivos e ameaçados pelas propostas de revisão da Lei de Direito Autoral, que limitariam a possibilidade de dispormos de nossa produção, dando direito a outros de copiarem livremente nossos livros sem necessidade de licença ou pagamento. Sob o conceito vago de “papel social da arte”, nosso país ameaçou andar na contramão de sociedades mais dinâmicas, fato que desencorajaria e limitaria a produção de conhecimento e, principalmente, de Literatura, de forma livre e democrática.
Agora, no calor das eleições, a AEILIJ vem convidar os candidatos aos mais altos cargos executivos e legislativos do Brasil a aprofundar a questão acima e a trazer a público suas propostas com relação ao assunto.
A leitura no Brasil assiste a um momento generoso, em que jovens acorrem espontaneamente a eventos, como a recente Bienal do Livro de São Paulo, e se apresentam como leitores em diversos momentos de nossa vida social. Isso é efeito, entre outros fatores, do trabalho de décadas desses autores, que tanto se empenharam em aproximar a Literatura dos leitores, principalmente crianças e jovens. Acreditamos que a Literatura é um bem humano, que aprimora o espírito e a mente, bem como estimula a fraternidade entre as pessoas e a consciência crítica e cidadã de cada um.
Sem autores não há Literatura. A Literatura desapareceria. Ao atentarem contra a possibilidade de os autores tirarem sua subsistência de seu trabalho, privando-os de seus direitos autorais e confiscando suas obras, essas ações matarão a Literatura Brasileira.
Acreditamos também que uma eleição não deve se resumir ao denuncismo histérico, mas ao confronto de propostas, de projetos, de visões do Brasil.
É por isso que a ASSOCIAÇÃO DE ESCRITORES E ILUSTRADORES DE LITERATURA INFANTIL E JUVENIL pede a seus filiados, aos autores de Literatura de modo geral, e ao público que vê a importância da Literatura em nossas vidas e em nossa sociedade que privilegiem com seu voto os candidatos que apresentarem projetos claros, explícitos em relação à garantia da integridade dos direitos dos autores – os Direitos Autorais -, que se comprometam de fato com a democratização e a disseminação da Literatura bem como de todas as atividades culturais.
Pedimos também a todos os que concordarem com esta carta aberta que a compartilhem, disseminem, divulguem e defendam.
AEILIJ

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

RJ: Carta Aberta aos presidenciáveis e demais candidatos a cargos eletivos



OS ESCRITORES E ILUSTRADORES DE LITERATURA PARA CRIANÇAS E JOVENS E AS ELEIÇÕES

A AEILIJ (Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil) representa centenas de autores por todo o Brasil. Somos uma entidade atuante nas feiras do mercado editorial e em inúmeros programas de incentivo à leitura de Literatura, além de atividades beneficentes e solidárias. Nós, autores de Literatura Infantil e Juvenil, dividimos nosso tempo entre o trabalho de criação de nossos livros e o de percorrer colégios e eventos culturais para incentivar crianças e jovens à leitura, não apenas de nossos livros em particular, mas da Literatura como um todo. E fazemos isso com frequência, sempre lutando pela justa remuneração nesse tipo de participação, e conquistando algumas vitórias no sentido da valorização do trabalho autoral. Há anos mantemos a campanha “Autor não é brinde”. Nosso sustento é extraído dos percentuais que ganhamos sobre as vendas dos livros, que nunca ultrapassam os 10% do preço de venda. São nossos Direitos Autorais garantidos por lei. São o que nos confere subsistência em troca de um trabalho árduo de criação e de difusão da Literatura em espaços culturais.

Em passado recente, por iniciativa de órgãos públicos e privados, nós, autores, nos sentimos extremamente apreensivos e ameaçados pelas propostas de revisão da Lei de Direito Autoral, que limitariam a possibilidade de dispormos de nossa produção, dando direito a outros de copiarem livremente nossos livros sem necessidade de licença ou pagamento. Sob o conceito vago de “papel social da arte”, nosso país ameaçou andar na contramão de sociedades mais dinâmicas, fato que desencorajaria e limitaria a produção de conhecimento e, principalmente, de Literatura, de forma livre e democrática.

Entendemos que o “papel social da arte” já é realizado através de editais municipais, estaduais e federais que têm por objetivo a aquisição de acervo para as bibliotecas públicas, estas sim, espaços que precisam ser reconhecidos e ocupados pela população brasileira. Nesse caso, temos percebido o volume cada vez menor de exemplares adquiridos e nos perguntamos: “Se tantas bibliotecas estão sendo instaladas, como é divulgado, não deveriam elas receber acervo?”

Agora, no calor das eleições, a AEILIJ vem convidar os candidatos aos mais altos cargos executivos do Brasil a aprofundar a questão acima e a trazer a público suas propostas com relação ao assunto.

A leitura no Brasil assiste a um momento generoso, em que jovens acorrem espontaneamente a eventos, como a recente Bienal do Livro de São Paulo, e se apresentam como leitores em diversos momentos de nossa vida social. Isso é efeito, entre outros fatores, do trabalho de décadas desses autores, que tanto se empenharam em aproximar a Literatura dos leitores, principalmente crianças e jovens. Acreditamos que a Literatura é um bem humano, que aprimora o espírito e a mente, bem como estimula a fraternidade entre as pessoas e a consciência crítica e cidadã de cada um.

Sem autores não há Literatura. A Literatura desapareceria. Ao atentarem contra a possibilidade de os autores tirarem sua subsistência de seu trabalho, privando-os de seus direitos autorais e confiscando suas obras, essas ações matarão a Literatura Brasileira.

Acreditamos também que uma eleição não deve se resumir ao denuncismo histérico, mas ao confronto de propostas, de projetos, de visões do Brasil.

É por isso que a ASSOCIAÇÃO DE ESCRITORES E ILUSTRADORES DE LITERATURA INFANTIL E JUVENIL pede a seus filiados, aos autores de Literatura de modo geral, e ao público que vê a importância da Literatura em nossas vidas e em nossa sociedade que privilegiem com seu voto os candidatos que apresentarem projetos claros, explícitos em relação à garantia da integridade dos direitos dos autores – os Direitos Autorais -, que se comprometam de fato com a democratização e a disseminação da Literatura bem como de todas as atividades culturais.

Pedimos também a todos os que concordarem com esta carta aberta que a compartilhem, disseminem, divulguem e defendam. Este documento têm o apoio da SIB (Sociedade dos Ilustradores do Brasil), que também representa centenas de autores ilustradores brasileiros, promove eventos, oficinas, exposições, cursos, fóruns, debates, entre outras atividades, colaborando institucionalmente pela arte narrativa visual em diversos segmentos e, em especial, nas publicações literárias de todo gênero.

AEILIJ
SIB