segunda-feira, 20 de julho de 2015

RJ: Manifesto Brasil, Nação Leitora

Manifesto Brasil, Nação Leitora ‪#‎naçãoleitora‬ ‪#‎MEC‬
Os presidentes das principais entidades do livro se juntaram em Paraty para redigir um documento que será entregue ao Governo. O manifesto "Brasil, Nação Leitora" discute a política pública de inclusão da literatura e defende a manutenção das compras de livros para as escolas. A AEILIJ apoia e assina o documento junto com as demais entidades do livro e da leitura.

A versão atualizada manifesto está disponível para leitura e download. Ela inclui o logo da AEILIJ e do Movimento por um Brasil Literário:
http://www.aeilij.org.br/_artigos/20150710_brasilnacaoleitora.pdf
Divulgue em seus sites, blogs e páginas do Facebook.
Segue a carta na íntegra:

Brasil, Nação Leitora

“Liberdade, espontaneidade, afetividade e fantasia são elementos que fundam a infância. Tais substâncias são também pertinentes à construção literária. Daí, a literatura ser próxima da criança. Possibilitar aos mais jovens acesso ao texto literário é garantir a presença de tais elementos, que inauguram a vida, como essenciais para o seu crescimento. Nesse sentido é indispensável a presença da literatura em todos os espaços por onde circula a infância. Todas as atividades que têm a literatura como objeto central serão promovidas para fazer do País uma sociedade leitora. O apoio de todos que assim compreendem a função literária é proposição indispensável. Se é um projeto literário é também uma ação política por sonhar um País mais digno."
Bartolomeu Campos de Queirós, in Manifesto por um Brasil Literário, Paraty, 2009


A Associação Brasileira das Editoras Universitárias, a Associação Brasileira de Difusão do Livro, a Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares, a Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil, a Associação Nacional de Livrarias, a Câmara Brasileira do Livro, a Liga Brasileira de Editoras, o Movimento Brasil Literário e o Sindicato Nacional dos Editores de Livros, em nome de seus associados, vêm manifestar sua preocupação em relação à continuidade da política pública de inclusão da literatura no âmbito da Educação Infantil e dos ensinos Fundamental e Médio, tendo em vista a imposição de cortes nas verbas do Ministério da Educação.

A educação deve ser entendida no sentido amplo, sem se restringir a ensinar a criança a ler e a escrever, mas também a pensar, refletir e compreender. Através do hábito de leitura, a criança aumenta seu conhecimento sobre o mundo e se prepara para exercer sua cidadania.

Hoje, apenas 25% dos brasileiros alfabetizados são leitores plenos, o que significa que 75% não têm capacidade de compreender e interpretar textos, segundo dados do INAF — Indicador Nacional de Analfabetismo Funcional.

Entendemos que a formação de leitores, assim como a constituição de acervos de bibliotecas escolares com livros de literatura devem ser prioridades nas ações do Estado e, portanto, do Ministério da Educação. Só assim poderemos equiparar direitos, garantindo a mesma qualidade na formação a todas as crianças e jovens brasileiros, independentemente da cidade onde vivem, das carências e desigualdades de cada região.

Um grande passo nesse sentido foi a criação, em 1998, do Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE), e seu desenvolvimento e aprimoramento ao longo dos últimos anos. Até 2014, este programa vinha cumprindo seu objetivo de "prover as escolas de ensino público das redes federal, estadual, municipal e do Distrito Federal, no âmbito da educação infantil (creches e pré-escolas), do ensino fundamental, do ensino médio e educação de jovens e adultos (EJA), com o fornecimento de obras e demais materiais de apoio à prática da educação básica". Na última década, o PNBE tornou-se um exemplo de sucesso na inclusão da literatura em sala de aula, e outros programas de igual importância foram também criados, como o PNBE do Professor, o PNBE Periódicos, o PNBE Temático e o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC).

Estes programas permitiram aos alunos de todo o país o acesso a uma grande diversidade de obras literárias, de escritores e ilustradores nacionais e estrangeiros, obras estas que foram avaliadas e selecionadas por profissionais especializados em literatura e educação. Permitiram também que editoras de todos os portes participassem do processo de seleção e tivessem a oportunidade de incluir seus títulos nestes programas.

Em 2015, porém, segundo informações recentes do Fundo Nacional para o Desenvolvimento da Educação (FNDE), responsável pela execução desses programas, não houve ainda a liberação de verbas para viabilizar tanto o PNBE Temático 2013, que já estava com contratos em andamento, quanto o PNAIC 2014 cujos livros já estavam selecionados e as editoras devidamente habilitadas para a negociação e o contrato. Lamentavelmente, o processo de avaliação dos livros inscritos para o PNBE 2015 também estagnou. De acordo com dados estimativos, as verbas destinadas ao PNBE Temático 2013 e do PNAIC 2014, em conjunto, representam menos de 1% do valor do corte orçamentário de R$ 9,4 bilhões sofrido pelo Ministério da Educação.

Além disso, o governo do Estado de São Paulo, em comunicado oficial, suspendeu a compra de livros para escolas e bibliotecas. Temos acompanhado notícias aterradoras de paralisia de ações em diversos estados e municípios, como o fim de um dos projetos mais emblemáticos do país, a Jornada Literária de Passo Fundo. Casos recentes que preocupam o caminho da transformação do Brasil pela leitura.

O atraso na execução desses programas e projetos já causa reflexos preocupantes na cadeia produtiva do livro, atingindo não somente editores e livreiros como também autores, tradutores, ilustradores, revisores e a indústria gráfica.

Entretanto, muito mais grave do que esse prejuízo tangível da cadeia produtiva do livro é o prejuízo incalculável e talvez irreparável causado a milhões de crianças e jovens brasileiros, que deixarão de receber livros de literatura em suas escolas, o que representará um grande retrocesso nas conquistas educacionais dos últimos anos e um dano irreversível ao pensamento livre e crítico da nossa população jovem.

O acesso a livros de literatura está garantido no Plano Nacional de Educação (PNE), através dos conceitos de Custo Aluno-Qualidade (CAQ) e Custo Aluno-Qualidade Inicial (CAQi) que estabelece, dentre as diversas variáveis para o custo da educação, valores e parâmetros relativos aos insumos, entre eles os livros e as bibliotecas. Essa indicação está apoiada pela Lei 12.244/210 que, ao determinar que todas as instituições de ensino do País tenham uma biblioteca até 2020, configura importante arco legal para a garantia desse direito.

A leitura de livros de literatura, além de prioritária, é também um direito da criança e do jovem.

                      Quando a leitura literária for prioridade na Educação em nosso país poderemos clamar: 
                      Brasil, Pátria Educadora, Nação Leitora

Paraty, 3 de julho de 2015

quinta-feira, 30 de abril de 2015

PR: AEILIJ-PR promove a 5ª edição de Bichos Imaginados, de Casa e da Floresta

Na 5ª edição de mais essa adorável conversa com leitores, Priscila Prado, Célia Cris Silva e a mediadora Marilza Conceição, falaram a respeito dos bichos de estimação com quem conviveram na sua infância; contaram como os bichos foram parar nos seus livros e revelaram se atualmente possuem bichos de estimação. 

Inspiração também foi tema de conversa com as crianças do Centro Juvenil de Artes Plásticas, que contaram como fazem seus desenhos e também relataram alguns segredinhos sobre os seus bichos de estimação. 

Priscila Prado, Marilza Conceição e Célia Cris Silva, na Livrarias Curitiba do Shopping Palladium.







Postado há 30th April por Marilza Conceição
Localização: Shopping Palladium Curitiba - Avenida Presidente Kenedy, 4121 - Portão, Fazendinha/Portão, Curitiba - PR, 80610-905, Brasil

segunda-feira, 27 de abril de 2015

PR: AEILIJ-PR promove a 4ª edição de Bichos Imaginados, de Casa e da Floresta, na Livrarias Curitiba

As autoras Márcia Széliga e Marilza Conceição, conversam com as crianças do Centro Juvenil de Artes Plásticas, da Secretaria de Cultura do Estado do Paraná. E ficaram agradavelmente surpresas com as perguntas inteligentes das crianças, que demonstraram que são leitoras.



Márcia Széliga e Murilo.

Márcia Széliga deixa uma mensagem de amor para as crianças. Falou do nosso universo interior se refletir nossas atitudes para transformar o mundo num lugar cada vez melhor para viver. Essa é a função da Arte!


Débora Maria Russo - coordenadora do Centro Juvenil de Artes Plásticas; Lylian Vargas - organização de eventos do Shopping e uma das alunas do Centro Juvenil.



Postado há 27th April por Marilza Conceição

quinta-feira, 23 de abril de 2015

SP: Dia mundial do Direito do Autor - 23 de abril

Caros colegas aeilijianos!

Parabéns! Muita força e coragem pra afastar as pedras do caminho e ir em frente nessa nossa jornada. Abração,

Regina Sormani

segunda-feira, 30 de março de 2015

PR: AEILIJ apoia a conquista do Setorial de Ilustração, na Fundação Cultural de Curitiba!

Primeiramente como cidadãos e depois como autores, fazemos parte da construção da cultura curitibana, paranaense e brasileira!
De acordo com os ilustradores Luiz Jyudha Silva e Marcelo Marques Lopes, a participação dos profissionais da ilustração na Conferência Municipal de Cultura, em 2014, foi de conquistas de alguns fatos inéditos no Brasil:
1 – Criação do setor de Ilustração, desvinculado do Setor de Artes Visuais;
2 – Idoneidade para concorrer à editais da Fundação Cultural de Curitiba, com a especificação de Ilustração; 
3 – Possibilidade da criação anual da Conferência Municipal de Ilustração, em Curitiba;
4 – A ocupação de uma cadeira própria dentro do Conselho Municipal de Cultura;
5 – Eleição de um coordenador municipal de Ilustração dentro da Fundação Cultural de Curitiba;
6 – A Gibiteca de Curitiba foi elevada ao status de Museu e seu acervo entra na lei de preservação do patrimônio público da cidade;
7 – Uma sala para arquivar o acervo da Gibiteca e comportar o aporte de ilustrações que irão compor o seu acervo;
8 – Uma sala de exposição exclusiva para ilustração dentro do espaço do Solar do Barão;
9 – Possibilidade de oferta de cursos de ilustração nas regionais da Fundação Cultural de Curitiba;
10 – Elaboração do Plano Municipal de Ilustração;
11 – Editais específicos para o setor de Ilustração.

Reunidos na UPE: Luiz Jyudah Silva, Marcelo Marques Lopes, Marilza Conceição, Flávia Veras, Michelle Behar, Lívia-agente de leitura do Farol do Saber Gibran Kalil e Márcia Széliga.




Postado há 30th March por Marilza Conceição

quinta-feira, 12 de março de 2015

RJ: Palestra sobre Direitos Autorais na FIRJAN

A AEILIJ levou ontem a palestra sobre Direitos Autorais para o Encontro da Rede de Bibliotecas do Sistema FIRJAN. Com mediação de Sandra Pina, os autores Thais Linhares, Maurício Veneza e Alexandre de Castro Gomes explicaram sobre a importância da manutenção dos direitos autorais e sobre a necessidade do autor ser o responsável pela autorização do uso de sua obra.





PR: Literatura e Artes Cênicas para comemorar o aniversário de Curitiba

A festa que a Editora InVerso organizou, em homenagem ao aniversário de Curitiba, levou para mais perto dos leitores: literatura, música, teatro e os autores do Paraná. 

A Cena Hum Academia de Artes Cênicas apresentou: "O Gato de Botas" 







Postado há 12th March por Marilza Conceição

sábado, 28 de fevereiro de 2015

RJ: Indicação para o Prêmio Astrid Lindgren - ALMA


Em 16 de fevereiro, a AEILIJ recebeu o seguinte convite por e-mail:

Prezados,
Como membro do Centro de Pesquisa e Ensino em Literatura Infantil da Universidade de Cambridge e do comitê deste centro para a indicação de candidatos ao prêmio Astrid Lindgren Memorial Award, ALMA, gostaria de solicitar a contribuição da sua instituição com a indicação de um possível candidato brasileiro ao prêmio.

O ALMA é concedido anualmente e é o maior prêmio internacional em literatura infantil do mundo e segundo maior prêmio literário, ficando atrás apenas do Prêmio Nobel. 

Autores, ilustradores, contadores de história e indivíduos ou instituições de fomento à leitura para crianças e jovens podem ser indicados. Nosso centro é um dos muitos centros mundiais de nomeação do ALMA e estamos coletando indicações de diversos países.

Solicitamos à sua instituição que por favor envie até o dia 1º de março de 2015 o nome de uma personalidade ou instituição brasileira com grande destaque nessa área, assim como um parágrafo justificando sua possível candidatura. Se possível, adicione também informações complementares, como o contato do(a) indicado(a) e informações sobre seu trabalho (links para websites ou artigos de periódicos, por exemplo).

Recomendamos que antes da indicação sejam verificados mais detalhes sobre o prêmio disponíveis no site http://www.alma.se/.

Estou à disposição para esclarecer quaisquer dúvidas.
Atenciosamente,
Aline Frederico

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De acordo com o site da Alma (http://www.alma.se/en/Nominations/Candidates/2015/), os brasileiros indicados até agora foram:

2003:
Não foram feitas indicações. Os laureados foram selecionados diretamente pelo júri.
2004:
Angela Lago
Ana Maria Machado
Lygia Bojunga (vencedora do ALMA)
2005:
Angela Lago
Ana Maria Machado
2006:
Ana Maria Machado
Mala de Leitura
2007:
Mala de Leitura
2008:
Mauricio Leite
Mala de Leitura
2009:
Bartolomeu Campos de Queiros
Rui de Oliveira
Indigenous Children Lit. Writers Meeting
Mauricio Leite
2010:
Bartholomeu Campos de Queiros
Mauricio Leite
Roger Mello
2011:
Mauricio Leite
2012:
Mauricio Leite
2013:
Mauricio Leite
2014:
Mauricio Leite
2015:
Roger Mello

Após deliberações da diretoria, que considerou nomes como Rui de Oliveira, Stella Maris Rezende, André Neves, Jô Oliveira, Ziraldo, Mariana Massarani, Cláudio Martins, Luiz Antonio Aguiar. FNLIJ e o Programa Literatura Viva do SESI-SP (um projeto que leva literatura à milhares de crianças em São Paulo), a AEILIJ resolveu indicar o nome do escritor Rogério Andrade Barbosa.
Rogério é fundador da Associação, nosso primeiro presidente, membro do conselho consultivo da FNLIJ, contador de histórias e um dos primeiros escritores a se dedicarem de forma sistemática e não pontual à literatura de matriz africana no Brasil.