sexta-feira, 2 de agosto de 2013
quarta-feira, 31 de julho de 2013
SP: Convite - Encontro com a Fotografia - Naava Bassi
Naava Bassi, associada da AEILIJ SP está participando da Exposição Encontro com a Fotografia.
Parabéns aos expositores e organizadores do evento. Sucesso!
Um abraço da Regina Sormani

segunda-feira, 29 de julho de 2013
SP: Pé de meia literário (23)

Sobre a Perda de Sentidos
A expressão “perda de sentidos” significa na linguagem popular um desmaio. Dizemos que alguém perdeu os sentidos quando essa pessoa desmaiou. Faz sentido (perdoem o trocadilho). Perder os sentidos, no desmaio, nessa perspectiva, significa um desligamento da consciência com o mundo. A pessoa desmaiada desliga-se, desconecta-se da realidade. E quando volta à realidade, volta da mesma forma, sem acréscimos ou rupturas ou deslocamentos.
De certa forma, a vida corrida, amalucada, superficial e aligeirada que a maioria de nós vive, nos dias de hoje, pode significar um “quase desmaio”, nesse sentido de se desligar e desconectar da realidade. Pode até parecer um paradoxo falar de desconexão com a realidade em uma época plena de imagens, de possibilidades, de comunicação, de sentidos disponíveis. Talvez seja mesmo um paradoxo, um dos muitos que nos afligem. A vida é um show que passa diariamente em diferentes tipos de tela, das pequenas, de mão, às enormes, cheias de polegadas presas às paredes. E nesse show pós-moderno, os sentidos possíveis e oferecidos, como num shopping center de imagens, são tantos e tantos, que nos perdemos nessa oferta aparentemente gratuita, que cobra um preço caro: “um desmaio significativo”. Nos veículos em que nos locomovemos, nos nossos locais de trabalho, nos espaços de lazer, nos espaços públicos, somos muitos, sempre, mas estamos invariavelmente isolados em um individualismo superficial e grudados a uma tela. Em “desmaios de significação”, se é que posso falar assim.
No show da vida em tela, as palavras são meros coadjuvantes. São rápidas, curtas, poucas, maneiras, apressadas. A pressa e a necessidade de responder quase imediatamente a todo estímulo que nos chega por diversas vias, talvez apenas para marcar presença e fazer jus aos quinze segundos de fama, superficializa os sentidos. Olhamos, mas não vemos; escutamos, mas não ouvimos; falamos, mas não somos ouvidos; acessamos, mas não entendemos; assistimos, mas os sentidos nos escapam. Escolhemos o tempo todo e isso pode nos fazer pensar sermos sujeitos construtores de sua própria história. Recebemos o tempo todo, sempre e muito: imagens, redes, correntes, mensagens, convites, propostas, fotos, jogos, propagandas, endereços para visitar, para acompanhar, para curtir. Ufa! Somos sujeitos recebedores e por trás disso somos vazios de memória, candidatos perfeitos ao desmaio significativo.
E daí?
Bem... é aí que entra a leitura da literatura.
A literatura também nos faz perder os sentidos, com seu potencial de deslocamentos, de quebra de conceitos, de alteração de estruturas prévias, de instalação de buracos, de abalos do conhecimento estabelecido. O texto e a imagem literária provocam fendas nos nossos sentidos exatos e nos deslocam para fora da zona de conforto, de apoio, de compreensão. Como se cada um de nós saísse de seu corpo e de sua mente e se pusesse a caminhar em outros universos, distintos do seu, encontrando outros (des)entendimentos, outras (in)compreensões, outros (des)acertos e novas, muitas, (re)combinações. Um texto/imagem literário/a pode mexer com sua cabeça, alterar o seu caminho, a sua compreensão e abalar o seu rumo. Não pelo excesso nem pelo barulho intenso das vozes; não pela rapidez e tampouco pela superficialidade. Pela profundidade do deslocamento. E pela exigência de um envolvimento mais necessário, mais vital. A literatura não se satisfaz com envolvimentos passageiros, momentâneos, fugazes, ligeiros. Nem permite ao leitor uma satisfação fast-food, porque esta vem e vai rapidamente. A fome do leitor da literatura é uma fome mais profunda, traduzida em um gosto de comer as relações da vida.
A literatura, como a arte de modo geral, produz outros sentidos e talvez aí resida sua relação diferente na perspectiva desse tema, da perda dos sentidos. Se, de um lado, uma obra literária pode nos fazer perder os sentidos, num significado amplo, de fazer desmaiar e de se perder o contato com a realidade, por outro lado, é a literatura o modo mais intenso de provocar a sobrevivência na busca de novos (e muitos) sentidos. A tristeza pode ser revestida de outros entendimentos à luz de um verso de um poema; a saudade pode ser recriada à luz de outro verso; a perda pode ser relativizada por uma crônica; a sabedoria pode ser reorganizada à luz de um conto; o amor pode ser potencializado à luz de biografia; a busca e o encontro podem ser reorientados à luz de um romance.
Estes novos sentidos alimentam a fome da vida. Portanto, nessas últimas e breves palavras, quero concluir que, perder o sentido, na leitura da literatura, é o modo mais essencial de encontrarmos novos sentidos. Voltar de um desmaio causado pela perda de sentidos trazida pela obra literária é voltar à realidade com novo e mais rico olhar, com nova e mais intensa compreensão, com satisfação mais profunda. Sem nenhum sentido prático ou pré-textual, visto que essa trajetória é da natureza da obra literária.
Pelo menos até a próxima provocação literária e nova perda de sentidos.
Edson Gabriel Garcia
Escritor e educador
Postado por Regina Sormani às 06:41
2 comentários:
Regina Sormani31 de julho de 2013 08:57
Edson, meu amigo!
Parabéns, adorei a matéria!!!!
Bjs,
Regina Sormani
José Benedito de Brito1 de agosto de 2013 06:06
Prezado, Edson, de fato, se não perdermos os sentidos no ditoso universo literário, poderemos perder para sempre o sentido de viver conectados ao mundo da criação e da fantasia humana. Adorei o texto, Parabéns! Abraço.
Bené
quinta-feira, 11 de julho de 2013
SP: Canto & Encanto da Poesia - Flor-de-São-João
Flor-de-são-joão
A flor-de-são-joão, brilho laranja,
floresce neste inverno em plenitude;
a cor inflama o campo e ainda esbanja
perfume, que suaviza o entorno rude.
Espalha-se o cipó como uma franja,
nas copas, colorindo as altitudes,
ou é pelas encostas que se arranja,
surgindo na paisagem, amiúde.
Atrai muitos insetos – as abelhas
adentram as corolas mais vermelhas,
zunindo a sinfonia, tantas asas...
As flores reunidas lembram brasas
– aquelas que rebrilham na fogueira –
e o vento faz corar a noite inteira.
Nilza Azzi

A escritora Nilza Azzi é associada da AEILIJ SP.
Postado por Regina Sormani às 10:02
A flor-de-são-joão, brilho laranja,
floresce neste inverno em plenitude;
a cor inflama o campo e ainda esbanja
perfume, que suaviza o entorno rude.
Espalha-se o cipó como uma franja,
nas copas, colorindo as altitudes,
ou é pelas encostas que se arranja,
surgindo na paisagem, amiúde.
Atrai muitos insetos – as abelhas
adentram as corolas mais vermelhas,
zunindo a sinfonia, tantas asas...
As flores reunidas lembram brasas
– aquelas que rebrilham na fogueira –
e o vento faz corar a noite inteira.
Nilza Azzi

A escritora Nilza Azzi é associada da AEILIJ SP.
Postado por Regina Sormani às 10:02
terça-feira, 2 de julho de 2013
RJ: Solar Literário 2013 - Sandra Ronca
A parceria deste ano da AEILIJ Solidária com o Solar Meninos de Luz trouxe algumas inovações. As crianças tiveram oportunidade de conhecer o autor e sua obra antes da visita. O primeiro encontro foi com Sandra Ronca, do livro O sumiço do O. A turma produziu trabalhos de texto e imagens com os quais presenteou nossa associada.
sábado, 29 de junho de 2013
sexta-feira, 28 de junho de 2013
SP: Revista do Observatório do Livro e da Leitura - 28 de junho de 2013
Brasil participará da Feira do Livro de Frankfurt com autores e editoras
O Brasil participará da Feira do Livro de Frankfurt, a maior vitrine do mundo no setor, com cerca de 70 escritores e 100 editoras, informou nesta terça-feira o presidente da Fundação da Biblioteca Nacional, Renato Lessa.
A participação do Brasil, país convidado da próxima edição da feira literária Buchmesse, que acontecerá de 9 a 13 de outubro, está orçada em cerca de US$9 milhões e seu objetivo principal é alçar sua literatura no contexto internacional, disse Lessa.
O presidente da fundação é o principal responsável pela organização do pavilhão brasileiro na Buchmesse, cuja criação estará a cargo da cineasta e cenógrafa Daniela Thomas.
O Brasil é considerado um dos mais importantes mercados de leitores em potencial do mundo, afirmou Lessa, que também destacou que o governo brasileiro destinou um fundo de vários milhões de dólares à tradução de 270 títulos nos próximos anos.
A principal tarefa do pavilhão será apresentar autores das grandes cidades, como Rio de Janeiro e São Paulo, mas também as novas vozes das zonas rurais e indígenas.
A literatura brasileira esteve presente na última edição da Feira do Livro de Leipzig (leste da Alemanha), considerada a "irmã caçula" da Buchmesse e orientada basicamente ao público leitor, sem tanto foco nos editores e profissionais do setor.
Algumas semanas antes de comparecer a Frankfurt, o Brasil será protagonista do Festival de Literatura de Berlim, que receberá boa parte dos autores brasileiros convidados da feira Buchmesse.
O objetivo das participações é oferecer um panorama da literatura brasileira em toda sua pluralidade e diversidade, de todas as regiões, com a presença expressiva de vozes femininas e também de escritores que emigraram ou de estrangeiros que adotaram o Brasil como seu país.
Postado por Regina Sormani às 05:18
quarta-feira, 19 de junho de 2013
RJ: Lançamento de "Preguiça, coragem e outros bichos", de Priscila Prado
Neste 19 de junho às 18 às 20h, acontece o lançamento de Preguiça, coragem e outros bichos, de Priscila Prado, na Livraria Icaraí, em Niterói. Outras informações em www.preguicacoragem.com.br.
RJ: 15 Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens
Entre os dias 5 e 16 de junho, aconteceu no Centro de Convenções Sul América/RJ, o 15 Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens. A AEILIJ esteve presente com dois stands. Um institucional com o tradicional painel de autógrafos e, o segundo, abrigando a mostra Cores e Formas com 25 painéis de ilustradores associados.
Foi tempo de lançamentos e encontros com colegas de profissão, amigos, editores, leitores de diversas idades e outros profissionais da área. Tempo de Assembléia Geral da Associação, para a qual compareceram autores de diversas cidades do País.
No sábado, dia 8/6, nosso Discussões abordou o tema "O papel dos autores da Palavra e da Imagem em eventos literários". Deste participaram Anielizabeth – Ilustradora; Mariana Warth – Editora Pallas; Verônica Lessa – Biblioteca Nacional, com mediação de Anna Claudia Ramos.
domingo, 16 de junho de 2013
PR: I Festa da Freguesia do Livro. Viva a Leitura!
Realizou-se no dia 16.06.2013, no Galpão Cultural Thá, a I Festa da Freguesia do Livro - Viva a Leitura. Rua Riachuelo, 110, Curitiba/PR), das 15 as 18h.
Os escritores e ilustradores da AEILIJ-PR, foram recebidos por uma plateia de pais e filhos, que aplaudiram as contações de histórias de Marilza conceição, alexandra Barcellos, María Rosana Mestre, Marcus Matumoto e participaram da oficina de ilustrações com Mari Inês Piekas.
A festa é um evento literário repleto de conversas com escritores curitibanos, show de música, atividades para crianças como as oficinas de origami e ilustração, além de contação de histórias e sorteios.
O trabalho da Freguesia do Livro consiste em receber livros em doação e com eles espalhar literatura por aí. "Nossa intenção com essa festa é divulgar a iniciativa voluntária da Freguesia do Livro, estimular o desapego e receber livros em doação, aumentando essa corrente que tem como elo importante a formação de novos leitores", comenta Josiane Mayr Bibas, responsável pela iniciativa.
O evento, aberto ao público, solicitou para a entrada a doação de um ou mais livros para a ONG. "Os livros chegarão a leitores em lugares distantes e inusitados, fazendo girar essa roda literária. Livros circulando, mais leitores se formando", complementou Josiane Mayr Bibas.
Autores convidados: Marcelo Sandmann, Marília Kubota, Ricardo Corona, Alvaro Posselt, Assionara Souza, Luci Collin, Severo Brudzinski, Alexandra Barcellos, Marilza Conceição, María Rosana Mestre, Mari Inês Piekas, Cintia Scoriza e Eloi Zanetti. Show musical de Carlos Machado.
E as iniciativas literárias do Jornal Relevo com Daniel Zanella e Emanuela Siqueira da Igreja do Livro Transformador. Contação da histórias com o Instituto História Viva.
A oficina de Ilustração ficou por conta da ilustradora Mari Ines Piekas. Já a Oficina de Origami ficou a cargo da artesã Gogó Guarinello. Fotógrafa convidada: Bianca Muzillo.
Houve a venda de livros dos autores da Editora InVerso e da Artes&Textos. Exposição de Toys de Marcus Matumoto da Shofarkids. Grafite com o artista Gustas.
A Freguesia do Livro é composta por: Ângela Marques Duarte, Josiane Mayr Bibas e Maria Luisa Mayr. Para a realização, a festa contou com o apoio de Luci Collin.
Saiba mais:
Fan Page: www.facebook.com/freguesiadolivro.com
Serviço:
I festa da Freguesia do Livro
Onde: Galpão Thá Cultural (Rua Riachuelo, 110, Centro, Curitiba/PR)
Quando: 16 de junho, domingo
Horário: das 15h às 18h
Entrada: doação de um ou mais livros
Informações: (41) 9921-6456
Postado há 16th June 2013 por Marilza Conceição
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